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100+: a inovação em TI no setor químico

Química e petroquímica receberam a terceira menor nota no item processo de inovação em TI

Publicado: 21/05/2026 às 12:35
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100+: a inovação em TI no setor químico
Construção civil — Foto: Reprodução

Por fornecer matéria-prima e produtos para todos os setores produtivos da economia, as empresas da indústria de química e petroquímica realizam pesados investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em tecnologia de ponta para modernizar os seus processos industriais. No que se refere à inovação no uso de TI, entretanto, os dados captados pela Deloitte neste ano emitem um sinal de alerta para as empresas do grupo. Entre os dezoito setores pesquisados, este segmento recebeu a terceira menor nota no item “processo de inovação em TI” (0,35). Suas representantes estão entre as que menos aplicaram em experimentação, ficando abaixo da média geral no tocante a investimentos estratégicos.

Com 30% da sua verba destinada a projetos estratégicos (10% para experimentação e 20% para crescimento), a Yara Fertilizantes, primeira colocada no segmento, considera que está bem-posicionada neste aspecto. “Investimos acima da média do nosso mercado”, afirma Luis Antonio Janssen, CIO da empresa. À frente da TI nos últimos quatro anos, Janssen diz que está consolidada na Yara a consciência de que, no mercado de commodities em que atua, a TI pode garantir o diferencial competitivo que faz a diferença na decisão de compra da clientela.

Janssen lembra que há 18 meses a Yara Brasil iniciou intensa transformação na estratégia corporativa, decorrente de mudança na alta direção. A TI foi convocada para se alinhar totalmente ao negócio e inovar com foco em duas diretrizes principais estabelecidas pela empresa, a diferenciação e a simplificação. Inovar, para o CIO, significa fazer algo totalmente novo na empresa, mesmo que já tenha sido experimentado pelo mercado e que gere valor para o negócio; ou experimentar novidades inéditas também fora da empresa. Encaixadas nesta definição estão cerca de 40 iniciativas propostas em 2010, das quais não mais do que dez foram efetivamente implementadas, pelos cálculos do gestor.

A Yara conta com o apoio de um centro de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias localizado na Alemanha e, internamente, fomenta a inovação nas atividades diárias de todos os seus profissionais. O processo de geração de ideias é sistematizado, com a existência de um comitê de avaliação que precede os estudos de viabilidade. Por outro lado, a empresa não mantém profissional especialmente dedicado à inovação de TI. Ele também não dispõe de ferramentas específicas para medir o processo de inovação. “Medimos o ganho de uma solução, o quanto ela gera de valor.”

O time de TI da Yara acredita que desempenha um papel importante na modernização da agricultura brasileira. Um exemplo é a tecnologia que, instalada em tratores, coleta informações do solo por meio do reflexo de infravermelho emitido sobre as plantas. O sistema capta a cor da vegetação e, valendo-se de banco de dados e fazendo coordenadas via GPS, identifica pontos do terreno que requerem fertilização.

Na área de mobilidade corporativa, a Yara está equipando toda a sua força de vendas com smartphones BlackBerry, habilitados para tarefas como colocação de pedidos, solicitação de produção, consulta a estoques, cadastro e avaliação de crédito, entre outros. “A solução estende os benefícios para os engenheiros agrônomos que atuam em regiões sem internet, mas com sinal de celular”, diz Janssen. A meta da companhia é levar a ferramenta para 90% da força de vendas.

Nova área para inovação

Na vice-campeã do setor, Henkel, que opera globalmente nas áreas de detergentes, cuidados domésticos, cosméticos, higiene pessoal e tecnologias em adesivos, a principal novidade foi a criação de uma área de processos, consultorias e arquitetura (PCA). “É uma entidade dentro da TI que não desenvolve, mas analisa novas soluções no mercado e recomenda aos usuários as mais adequadas”, explica Adriana Bianca, diretora de TI para o Mercosul. A nova entidade, de âmbito global, auxilia a corporação no compartilhamento de conhecimento gerado em todas as regiões em que atua. “Na nossa visão, há muita coisa em regiões distantes, e não só em países de primeiro mundo, que podem ser aproveitadas com muitos benefícios em termos de custos”, diz a executiva. A PCA funciona para a América Latina desde novembro de 2009, canalizando as demandas que se aplicam às operações da região.

Com um orçamento 10% maior do que o de 2009, a TI da Henkel separa 15% para os projetos destinados a mudar ou inovar o negócio e 85% para aqueles voltados à operação no dia a dia. “A nossa meta é alterar esta distribuição de forma que, em três anos, os investimentos de melhoria e inovação representem 20% do orçamento total de TI”, revela Adriana. Um exemplo de investimento de melhoria, em fase de piloto, é o uso de handhelds para ordens de vendas. No momento, eles têm serviços de e-mail e todas as informações sobre o cliente relevantes para seu trabalho, como faturamento, histórico e formação de crédito.

A Henkel também avançou no terreno da troca eletrônica de dados (EDI). “Cerca de cem clientes, os maiores em termos de faturamento, já enviam eletronicamente suas necessidades de venda, reduzindo a um volume mínimo os contatos via telefone, e-mail ou fax”, informa Adriana. A solução, que se utiliza de rede privada, conta com um provedor de middleware que faz a tradução das informações entre os clientes e a Henkel e garante a confiabilidade das informações e a transparência para ambos os lados.

 

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