Conheça as particularidades dos resultados da edição 2010 do estudo
Depois de ter sido vice-campeã no ano passado, a Petrobras Distribuidora é a grande vencedora de 2010, seguida da Construtora Andrade Gutierrez, que alcança a vice-liderança no ranking geral, após um terceiro lugar em 2009. É importante lembrar que o conceito final depende fortemente do desempenho da empresa em relação às outras companhias do seu segmento, ou seja, mesmo que novos concorrentes entrem na pesquisa, algumas firmas continuam se sobressaindo em sua categoria. A grande surpresa vem das outras colocações: três novos participantes chegaram entre os dez melhores, mostrando um bom desempenho dentro de seus setores. A grande evolução de algumas empresas (como a ACSC e Caixa Econômica) pode ser explicada não só por terem melhorado seus processos, mas também pela entrada de novos participantes com baixos desempenhos (derrubando a média do setor e aumentando suas notas finais).
Estratégia, políticas e procedimentos de inovação em TI
Em 2010, o estudo aponta que grande parte das empresas já entende a importância do processo de inovação em TI, de modo que 69% afirmaram possuir uma estratégia de inovação em TI.
No entanto, para muitas empresas essa inovação ainda não passou formalmente para o campo prático, dado o percentual de 43% de empresas que adotaram políticas e procedimentos para o processo de inovação.
Compartilhamento de informações de inovação em TI
O compartilhamento de informações é um dos principais instrumentos para a manutenção de uma cultura de inovação em uma organização, independente dos profissionais que passam por esta ao longo do tempo.
A maioria dos participantes (77%) tem utilizado o compartilhamento do conhecimento para o fomento de uma cultura de inovação em TI.
Além disso, como o compartilhamento do conhecimento se mostrou mais presente que a própria definição de uma estratégia de inovação de TI, pode-se afirmar que os participantes se valem do compartilhamento de conhecimentos como um dos principais instrumentos para fomentar a cultura de inovação em TI, ainda que alguns destes não tenham ainda uma estratégia definida.
Estratégia e políticas
A definição de uma estratégia para a gestão de um portfólio de projetos é fundamental, pois é a partir do portfólio que são priorizadas as iniciativas de TI de maior criticidade e alinhamento à estratégia organizacional.
Mais da metade (67%) dos participantes desta edição afirmaram possuir uma estratégia para a gestão do portfólio de projetos de TI.
Estratégia e políticas para um portfólio de TI devem ser utilizadas em conjunto para garantir a sua aderência à estratégia da organização.
Com relação a políticas e procedimentos de gestão de projetos, 79% de organizações responderam que elas existem.
Desta forma, observa-se claramente que a maioria das organizações que implementaram estratégia de priorização e aprovação de projetos de TI também implementaram políticas e procedimentos para gerir os projetos de TI (81%).
Ferramentas e indicadores
O gerenciamento de um portfólio de projetos envolve coletar informações sobre os projetos, priorizá-los e acompanhar sua evolução e retorno em comparação ao rendimento esperado. O uso de uma ferramenta dá ao processo mais credibilidade e torna-o mais simples.
É interessante constatar que as empresas que realizam este processo parecem estar cientes disso, já que 64% dos participantes, ou seja, 89% das organizações que possuem políticas de gestão de portfólio, utilizam uma ferramenta de suporte específica.
Indicadores são utilizados para acompanhar o retorno dos projetos e, se necessário, efetuar correções no portfólio.
Em 59% dos participantes o retorno dos projetos é acompanhado através de métricas. Este valor equivale a 71% das organizações que implementaram o processo de gestão de portfólio.
Missão da TI nas organizações
Em contradição às demais dimensões que compõe o questionário, a maioria das organizações de TI pesquisadas vem buscando na definição de sua missão, cultura e valores um papel mais estratégico.
Mais de três quartos (79%) dos participantes possuem como missão o alcance dos objetivos estratégicos pelo uso da tecnologia, o que configura um papel de parceiro das áreas de negócio.
Outros 9% assumem uma atribuição ainda mais estratégica ao definir sua missão como a liderança do negócio pelo uso da tecnologia.
A opção por alternativas que denotam um aspecto mais operacional à missão da área de TI ocorreu para apenas 12% dos participantes. Nestes, 9% possuem como missão a operar de maneira eficiente por meio da redução de custos e 3% assumem um papel mais empreendedor ao focar no desenvolvimento de soluções de tecnologia aos clientes internos.
Processos da área de TI nas organizações
Na análise dos processos prioritários de TI dos participantes dessa edição também se sobressaíram atividades com maior valor agregado e viés estratégico.
Quase metade das organizações (41%) afirmaram que entre os seus processos prioritários estão a entrega de soluções integradas às áreas de negócio. Outros 27% entendem que a principal atribuição de TI está no planejamento estratégico, o que configura o papel de líder do negócio por parte da área.
Indicadores de TI nas organizações
Para 49% dos respondentes, o s principais indicadores estão relacionados à adaptabilidade da área frente os requisitos estratégicos da organização.
Outros 14% assumem um papel mais empreendedor ao utilizar indicadores que mensuram a introdução de novos produtos e serviços de TI.
Das empresas participantes, 34% admitem o custo como um dos principais indicadores do desempenho de TI.
A seleção dos indicadores de desempenho também reflete a busca por um papel mais alinhado estrategicamente ao negócio.
O aspecto que analisa o alinhamento da área de TI à estratégia da organização foi o que apresentou a maior dispersão entre os setores, com notas variando de 2,27 para a construção, até 2,85 para financeiras. Isto demonstra que existem grandes diferenças na importância que é dada à TI nas diversas organizações e setores analisados.
Os setores que obtiveram as maiores notas foram bancos e seguradoras (2,85), indústria automotiva (2,85) e educação (2,83). Em contrapartida, construção (2,27), tecnologia e computação (2,29) e plástico, borracha, papel e celulose (2,36) foram os setores com as médias mais baixas.
Contudo, deve-se atentar ao fato de que a média (2,47) ainda é baixa para a maior parte dos setores, considerando-se que a nota máxima deste quesito é 4,00. Isso aponta para a necessidade de uma atuação mais estratégica de TI nas empresas independente do setor, deixando de ser apenas um prestador de serviços às áreas de negócio para se tornar um parceiro estratégico da organização.
Estrutura financeira de TI nas organizações
Em contradição à tendência observada nas demais questões desta seção, no que tange à estrutura financeira, a área de TI ainda é vista por aproximadamente metade das organizações (47%) exclusivamente como um centro de custos que unicamente gera despesas, tal como outras áreas que suportam uma organização como Recursos Humanos ou Compras.
Outros 28% estão mais cientes do retorno ao negócio que os investimentos em TI podem trazer e, desta forma, optam pela classificam de centro de investimentos, no qual são avaliados os retornos trazidos a partir dos investimentos em projetos de TI.
Apenas 19% reconhecem a área de TI como uma fonte viável de negócios ao classificá-la como um centro de lucros, no qual os clientes internos pagam pelos serviços prestados.