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100+: Bradesco, 8º colocado, tem departamento para buscar vanguardas e tendências tecnológicas

Iniciativas são suportadas por orçamento de R$ 2,9 bilhões. Lá, não há verba definida para inovar. Se precisarem de mais recursos, terão

Publicado: 09/05/2026 às 16:17
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6 minutos
100+: Bradesco, 8º colocado, tem departamento para buscar vanguardas e tendências tecnológicas
Construção civil — Foto: Reprodução

Em um setor competitivo, no qual detalhes fazem a diferença,

como é o caso do financeiro, ficar em posição de desvantagem perturba. “Quando

alguém lança alguma coisa na nossa frente, nem dormimos direito”, confessa Laércio

Albino Cezar, vice-presidente de tecnologia do Bradesco, líder em sua categoria

e 8º colocado no ranking geral de As

100+ Mais Inovadoras. Bancos necessitam de TI tanto quanto metalúrgicas

precisam de aço. Os números comprovam. Faz tempo que a inovação transformou-se

em um propulsor de negócios neste segmento: 72% das 18 empresas que

participaram do estudo afirmaram possuir uma estratégia delineada para inovar e

50% disse que trabalha com um time dedicado a esta questão.

Nesse contexto, uma frase do vice-presidente soa emblemática:

“A inovação não tem uma verba definida. Ela tem liberdade. Todas suas

necessidades são atendidas dentro do nosso orçamento de TI. Se precisarem de

mais recursos, terão”. O executivo à frente do processo gosta de reforçar que a

cultura do banco incentiva desde sempre o pioneirismo. “No mundo moderno, com

mais tecnologias disponíveis, a questão não reside mais em ser oportunista, mas

em ter a capacidade de identificar novidades e estruturar-se para lançar

soluções diferenciadas”, avalia.

Boa parte do budget

de R$ 2,9 bilhões previsto pelo Bradesco para investimentos em tecnologia para

este ano impulsionará crescimento da companhia por meio da criação de produtos

e serviços. Alcançando esta meta, os executivos não terão insonia por verem seus

concorrentes inovando e conquistando valiosos clientes. Para ser mais rápido no

gatilho, a instituição estruturou seus processos de inovação em um departamento

específico, com forte vertente tecnológica, que abriga cem profissionais que

atuam como catalisadores de novidades. A iniciativa remonta ao ano 2000.  

Diariamente, estes funcionários vasculham o mercado em busca

de vanguardas e tendências tecnológicas que ajudarão nos objetivos estratégicos.

Além de contatar estruturas internas da instituição, o time interage com o

mercado e entidades que são referência no Brasil e no mundo. Dentro do universo

de parceiros está, por exemplo, o MIT (Massachusetts Institute of Technology). “Esse

mecanismo de interação gera inúmeras oportunidades”, define Cezar, mencionando que

a divisão também se arrisca a patentear novidades. Nesta linha, há um sensor

que será implantado em 30,5 mil terminais de autoatendimento que reage quando a

máquina sofre alguma tentativa de vandalismo.

Olhando para fora

A lista de tecnologias analisadas pelo grupo de inovação e

que entraram nas rotinas do Bradesco nos últimos anos é extensa. Um exemplo é a

biometria. “Não era algo novo”, reconhece Cezar, “mas usar a palma da mão como

recurso de autenticação bancária é”, completa. Se a introdução da tecnologia foi

em 2006, com o tempo, o banco evolui conceitos. Recentemente, o grupo

desenvolveu um kit biométrico para capturar informações da mão dos clientes na

hora de abertura da conta. Agora, os trabalhos focam no desenvolvimento de uma

tecnologia similar para uso em internet

banking. “Estamos a 80% de consagração da solução. Isto acontecendo, vamos

distribuir dispositivo de altíssima segurança aos clientes”, antecipa.

Nessa mesma linha, o banco adquiriu 410 mil tokens que fazem

leitura óptica do que aparece na tela do computador do usuário e gera um número

que valida a autenticação. “Como se fosse uma câmara fotográfica”, ilustra,

avisando que a tecnologia estará disponível, em breve, para clientes Pessoa

Jurídica.

De acordo com o próprio executivo, seu papel reside em ser

um indutor, gerando estímulos necessários e desafiando os profissionais. Todo o

processo se canaliza na tecnologia e segue a cadeia vertical de comando: de um

diretor de área passando pela vice-presidência de TI até chegar ao presidente do

banco, que envolve-se em questões estratégicas como, por exemplo, mobilidade.

Nesta seara, o VP cita uma parceria entre Bradesco, Claro e Visa firmada há

alguns meses para realização de transações de compras por aproximação de

celulares com tecnologia NFC (near field communications).

Além disto, há cerca de um ano, a instituição desenvolveu um sistema de cartão

de crédito contactless que segue os

mesmos preceitos de aproximação, não precisando acoplar nas máquinas.

Ainda dentro do conceito de mobilidade, o banco estuda

aplicações de WiMAX. Uma tecnologia pré-WiMAX é testada em 22 agências em

caráter experimental há quase dois anos. Por volta de setembro de 2009, o

Bradesco iniciou piloto em duas agências em uma frequência próxima a que será

definida pela Anatel. “Estamos adiantando o que virá por aí.” Cezar quer estar

preparado para quando a faixa for regulamentada. “Nos dá uma oportunidade de

comunicação de massa e, naturalmente, gera oportunidades de ter melhores custos

e uma segunda rede para contingência.”

Default

Apesar de a Deloitte ter indicado que a vertical de finanças

destinou o menor porcentual em inovação (apenas 4,8%), sendo reflexo de uma

possível orientação por um portfólio de projetos mais conservadores e com foco

no curto prazo, isto não parece verdadeiro no Bradesco. Cezar enxerga as

inovações de sistemas e os processos internos como uma rotina do departamento

que, há algum tempo, vem num esforço contínuo de atualização de toda sua

plataforma tecnológica, adaptando-a para impulsionar o crescimento do negócio

pelas “próximas cinco décadas”, como definiu o VP para reportagem da InformationWeek Brasil de julho último.

Ainda no ano passado, o banco direcionou considerável esfoço

para racionalização de recursos. “Tomamos a iniciativa de fazer alguns gastos

importantes na área de TI verde”, menciona. O projeto contemplou substituição

de plataformas de 78 mil estações de trabalho da companhia que ajudaram a

reduzir em 30% o consumo de energia. Na mesma toada, 81 mil monitores de LCD

foram trocados por dispositivos que exigem 65% menos recursos elétricos. Não

bastasse, servidores blade foram

otimizados e aplicativos, virtualizados.

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.

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