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100+: construção é segmento em progresso

Apesar de ter uma representante entre os dez primeiros, setor é marcado por conservadorismo e tem uma das piores médias em inovação

Publicado: 21/05/2026 às 08:36
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100+: construção é segmento em progresso
Construção civil — Foto: Reprodução

Pastuszak, da Enesa: até 2009, não se falava em orçamento específico para a área de TI. Fazia-se o levantamento dos projetos necessários para atingir as metas do negócio, uma cotação e, depois, um aval positivo ou negativo

O setor de construção civil no Brasil tem tido grande destaque. Empreendimentos imobiliários ganharam força com projetos governamentais como Minha Casa, Minha Vida, no qual parte do imóvel é subsidiado para famílias de baixa renda. Isto sem falar nas obras de infraestrutura que se alastram por todo território nacional – boa parte em licitação, é verdade – apoiadas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e mirando eventos como Copa do Mundo e Olimpíada que serão sediados no País. Apesar deste furor, trata-se ainda de um segmento conservador quando se discute a aplicação de tecnologia.

Das três empresas mais bem-colocadas na categoria, apenas uma está entre os dez primeiros do ranking. Isto pode ser creditado à avaliação feita pela consultoria Deloitte. Após tabulação e avaliação do estudo As 100+ Inovadoras no Uso de TI, a consultoria conclui que, embora os recursos destinados à experimentação tenham ficado acima da média geral, o setor tem uma das piores notas no processo de inovação de TI, além de baixo desempenho em gestão de portfólio, que é um processo de geração de valor para a tecnologia da informação.

Apesar desta avaliação, as companhias deste segmento não deixam de investir em TI, seja para suportar alguma necessidade do negócio, atender à demanda de clientes ou mesmo prover a infraestrutura para abertura de novas unidades.

Na Enesa, por exemplo, segunda colocada na categoria, até o ano passado não se falava em orçamento específico para a área de TI. De acordo com Jefferson Pastuszak, CIO da companhia, havia apenas levantamento dos projetos necessários para atingir as metas do negócio, uma cotação e, depois, um aval positivo ou negativo. “Era 100% ou nada, não tinha desenho. Agora eles começam com essa abordagem. No ano passado, foram investidos R$ 8 milhões em mudança de infraestrutura, novos processos, treinamento de pessoas, entre outros”, comenta.

Para este ano, o executivo afirma que o investimento deve encerrar o ano em R$ 3,5 milhões, por conta de dois projetos considerados significativos. “[O primeiro deles] é o controle efetivo de todas as obras para a administração saber quanto de hora homem é gasto efetivo, mas online. Hoje existe, mas leva até duas semanas para consolidar. Isso envolve ERP, planejamento e pocket PC, com coleta de dados em campo, tem arquitetura, desenvolvimento, homologação e caminhamos para o final do planejamento”, explica.

Existe ainda por lá uma força-tarefa em computação em nuvem. Eles querem levar alguns módulos do ERP Dynamics para esse ambiente. A ideia, comenta Pastuszak, é começar com o CRM. “Estamos entendendo esta questão, o que há de novidade e onde ganhamos, para não confundir desenvolvimento web com nuvem, não é fazer asp.net e pronto. Precisamos ver se o framework faz a projeção para o Windows Azure.”

Embora não haja um processo formal de inovação na companhia, ele trabalha com PMI, além de KPI níveis 1, 2 ou 3. “Temos ainda processos e documentações internas, o surgimento de ideias é um misto. Temos o comitê de governança e gestão na TI, onde me reúno quinzenalmente com os coordenadores. A ideia da nuvem veio de um deles.”

Satisfação do cliente

Se na Enesa ainda há desafios na construção de processo de inovação e estabelecimento de orçamento, na Votorantim Cimentos os olhos da TI estão voltados para o plano de crescimento da companhia, que prevê a construção de 13 fábricas nos próximos dois anos e meio, envolvendo investimentos da ordem de R$ 5 bilhões. À frente do departamento da empresa desde janeiro deste ano, Álvaro Mello explica que o trabalho, neste caso, gira em torno de duas frentes: preparação da infraestrutura e o suporte que será necessário com o crescimento da TI a partir da entrada em operação das novas unidades, com ajuste de níveis de serviço. “Temos que entregar infraestrutura de telecom, links de comunicação, sites remotos, telefonia, salas técnicas, aquisição de equipamentos e suportar contratação de pessoas.”

Outro projeto destacado por Mello tem relação com a satisfação dos clientes, envolvendo as áreas de logística e comercial e a central de atendimento. “Estamos falando de mudanças dentro do ERP e em ajustar regras de logística para atender às ordens de vendas. Dentro deste programa, buscamos processos de otimização de agenciamento de carga, um dos grandes impactos em nossa operação é busca do caminhoneiro que é um frete e precisamos encontrar do porte certo para entregar, isso será centralizado, consolidando as cargas.” Para o executivo, o maior desafio nesta frente será cultural, pelas mudanças de regras e para que o atendimento aconteça de forma homogênea em todo o Brasil, a entrega deste projeto está prevista para outubro.

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