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100+: empresas de bens de consumo não-duráveis apostam em mobilidade para crescer

Com operações dispersas pelo País e uma complexa cadeia produtiva, as companhias deste segmento usam TI para alcançar objetivos do negócio

Publicado: 09/05/2026 às 21:50
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5 minutos
100+: empresas de bens de consumo não-duráveis apostam em mobilidade para crescer
Construção civil — Foto: Reprodução

 

Para 83% das empresas de bens

de consumo não-duráveis, a tecnologia é uma forma de alcançar os objetivos de

negócio. As áreas de TI têm bom foco nos clientes internos (54%) e na melhoria

dos processos (29%). Esta afinidade entre as áreas técnicas e de negócio se

traduz em inovações para aumentar a produtividade das companhias em um momento

de grande expansão do mercado de consumo.

As companhias do setor

destinam em média 9% do orçamento de TI para experimentação e mantêm números sólidos

dentro de As 100+ Inovadoras no Uso de

TI. Tanto que seis empresas deste segmento estão entre as 30 melhores do

estudo realizado em parceria com a Deloitte. Em 2008, eram apenas cinco. A

Unilever, campeã do setor, ficou com a quinta colocação.

Com as áreas de TI estáveis,

o setor tem se mostrado um celeiro de inovações, responsáveis, durante o último

ano, pela escalada das instituições na análise geral do estudo. Unilever,

Mabel, Pif Paf e Cargill subiram de posições entre 2008 e 2009. Com destaque

para esta última, que saiu do 78º para o 22º lugar.

O Grupo Mabel (Cipa

Industrial Produtos Alimentares) é um exemplo de como o segmento tem se

dedicado a implantar melhorias que tragam produtividade e como isto tem se

refletido dentro de As 100+.  A empresa começou a participar do estudo em

2005, ficando em 59º lugar. Nos anos seguintes, subiu para 55º, 38º e 22º. Em

2009, ela aparece em 12º no ranking geral. “Ao longo dos anos temos saído do

mundo da TI operacional para a TI estratégica”, comenta o gerente-corporativo

de tecnologia da informação, José Henrique Cordeiro de Oliveira.

Profunda, essa transformação

tem sido comandada pela aproximação cada vez maior da TI com as áreas de

negócio e a inovação focada nos desafios do crescimento da empresa. Algo que é

exemplar neste segmento.

Recentemente, a Mabel criou

um sistema de auditoria automatizada para detectar melhorias a serem feitas nos

processos de negócios. O fechamento contábil é um dos que foram impactados pela

transformação, diminuindo de cinco para três dias de trabalho. Outro aplicativo

para os celulares ajuda o time que visita pontos-de-venda a fazer análise de

crédito. O software tem interligação em tempo real com o banco de dados do

Serasa, se conecta com o sistema da empresa e com as grandes redes de

supermercado por EDI. Tal facilidade não existia dentro do ERP Datasul que roda

na companhia e precisou ser construída internamente. O processo surgiu dentro

das reuniões que envolvem TI e negócios e compõem os pilares de inovação da

empresa.

Pilar de crescimento

Para o segmento de bens de

consumo não-duráveis, os processos prioritários de TI são o planejamento

estratégico e a gestão do modelo de negócio (46%). Para 42% a integração e a

entrega de soluções são o foco. E, quando este papel da TI traz uma estratégia

de inovação e um compartilhamento de conhecimento juntos, as companhias se

destacam.

É o caso da Pif Paf, que atua

na área de avicultura e suinocultura, com vários produtos comercializados para

o consumo final. A TI tem apoiado o crescimento da companhia. Há dez anos, a

empresa faturava R$ 130 milhões e contava com 2 mil funcionários. Atualmente,

fatura R$ 800 milhões e tem 5,5 mil empregados.

No último ano, a tecnologia criou

aplicações para rastreamento de carga, logística e força de vendas. O mais novo

sistema móvel da Pif Paf está ajudando 700 pequenos granjeiros a controlarem a

produtividade. Um software calcula a ração consumida pelas aves e o peso que

elas ganham. Os dados são coletados e enviados ao sistema automatizado que

controla o abate. Com isto, o lucro dos produtores tem aumentado e a empresa

conseguiu melhorar a produção. 

Outro sistema móvel vai

conectar os celulares dos representantes à empresa para ajudar no controle e

fiscalização dos pontos-de-venda. Em vez de preencher um relatório com as

oportunidades e os problemas encontrados no varejo visitado, estes

profissionais podem tirar uma foto com o celular e enviar para a empresa.

“Quando a TI se aproxima das áreas de negócio, as soluções passam a ter um foco

natural nos planos de negócio de longo prazo”, explica o CIO da Pif Paf,

Augusto Carelli.

Na Cargill, o processo de

inovação passa pelo sistema batizado de i2i (ideas to innovation), que roda na intranet e está disponível para

todos os funcionários. É um software de gestão das ideias fornecidas e do

resultado que elas trazem para a companhia.

Em 2008, os funcionários

contribuíram com 9 mil ideias. As que foram implantadas fizeram a empresa

economizar R$ 9 milhões. “Os funcionários se acostumaram a participar da

inovação da empresa e a TI apoia isso com sistemas e a visão técnica dos

processos”, comenta o líder de aplicações globais da empresa, José Antônio

Parolin.

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.

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