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100+: empresas de farmacêutica, higiene e cosméticos investem em grandes projetos para ganhar espaço

Apesar de companhias conviverem com inovação no DNA, setor não tem representante entre os dez primeiros colocados do ranking

Publicado: 09/05/2026 às 21:03
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100+: empresas de farmacêutica, higiene e cosméticos investem em grandes projetos para ganhar espaço
Construção civil — Foto: Reprodução

Trata-se de uma categoria que congrega segmentos altamente competitivos. No farmacêutico, os laboratórios estão em processo de consolidação de mercado e lidam com tecnologia de ponta para desenvolvimento de produtos cada vez mais inovadores. Ainda assim, nenhuma das empresas do setor lidera o ranking. A indústria cosmética, especialmente no Brasil, é bastante lucrativa e convive com diversos lançamentos ao longo do ano, trazendo necessidades extras de controle, relacionamento com cliente, ferramentas web, entre outros. Enquanto as empresas de higiene pessoal, muitas vezes no limiar das duas já citadas, são essenciais para a sociedade.

Embora, sejam companhias que convivam diariamente com a inovação, esta categoria não possui nenhuma empresa classificada entre as dez primeiras de As 100+ Inovadoras. Isto não significa, contudo, que os executivos de TI tenham trabalhado com menos intensidade. Na Johnson & Johnson Consumidor (onde estão produtos de higiene pessoal), campeã da categoria e 30ª no ranking geral, o departamento de tecnologia da informação vive períodos agitados.

Como explicou em entrevista o vice-presidente de TI para América Latina da empresa, José Luiz Gonçalo, a companhia completou recentemente o roll out do sistema de gestão SAP para 18 países na região liderada por ele. “Foi um desafio grande, porque envolve países, culturas, línguas, modelos de negócio, que precisávamos trazer para um nível global.” O projeto está concluído desde o fim do ano passado, mas passou por um processo de “estabilização” durante os primeiros três meses de 2009. Outro projeto de fez parte do escopo da TI AL da Johnson & Johnson foi o de CRM, principalmente para área de vendas e mercado. “Implantamos uma série de capacidades, como vendas móveis e sincronização.”

A convivência com projetos de grande porte traz a necessidade de um orçamento robusto. E a companhia tem respondido. De acordo com Gonçalo, são US$ 42 milhões por ano, sendo que entre US$ 5 milhões e US$ 6 milhões destinados para inovação. Embora sejam cifras altas, o executivo reconhece que 2009 não foi o ano mais fácil. “Foi difícil. Tivemos de ajustar o orçamento às novas demandas e prioridades [por conta da crise]. Mas, ao mesmo tempo, foi gratificante, porque conseguimos entregar coisas importantes para o negócio”, resume.

Entre atualização de ERP e ampliação de CRM, destaca-se o projeto Transfer Order – uma aplicação para smartphones adotada pela equipe comercial da empresa. Na prática, o representante chega a um estabelecimento e lança a quantidade de cada produto no programa. Como possui integração com os sistemas da companhia, ele faz um comparativo com o histórico de compra e sugere um pedido. Caso o cliente aprove, a seleção é automaticamente faturada no SAP. “Isto foi desenvolvido internamente pela equipe brasileira com o apoio da 7 Comm. Implantamos no Brasil no ano passado e neste ano na Argentina. Estou com planos de levar também para a Venezuela”, revela o executivo, que conta com 80 funcionários, além dos terceiros, sendo que 50% do time está baseado no Brasil.

Plano internacional

Na Natura, a principal tarefa de Marcos Pelaez, CIO da companhia de cosméticos há cerca de dez meses, foi elaborar um plano estratégico com base nos objetivos traçados pela empresa sobre o que a TI pretende executar pelos próximos cinco anos. A companhia ficou na segunda colocação no segmento e 55ª no geral, mas sua pontuação (42,36) está quase 50% inferior a do primeiro colocado de setor.

Boa parte dos processos da multinacional brasileira é terceirizada, como data center, manutenção, service desk e impressão. Entre os feitos de Pelaez, que conta com 60 funcionários em sua equipe e responde diretamente para o presidente, está a criação da “TI corporativa”. Ainda em andamento, o projeto tem como principal objetivo trabalhar melhor a questão da internacionalização da companhia. “Prevemos processos mais robustos para responder à demanda. Estamos entrando com mais firmeza na América Latina e trazendo isto para a TI”, comenta. No cronograma, ocorrem road maps baseados em três tópicos: soluções de tecnologia, governança e sourcing. “Vamos revisar alguns processos para saber se vale a pena manter o que está terceirizado ou internalizar.”

Parte do desafio de Pelaez, sobretudo com a internacionalização da Natura, é levar o que há de melhor em termos de TI no Brasil para os demais países da América Latina. “Definiremos plataformas padrão, pontos de segurança da informação e talvez trabalhar com ERP único. No Brasil, é SAP e estudamos a possibilidade para os demais países”, afirma. Para ele, o ano tem sido de estudo e transformação cultural. “Quando entrei, a meta era fazer ruptura em relação a toda TI. Reinventar o departamento, tornar mais ágil”, explica.

Depois de finalizado e aprovado o plano, a meta é fazer upgrade do sistema de gestão. O módulo financeiro já foi revisto por conta da legislação de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), no qual o setor se enquadra no fim deste ano. “Há um fator complicado no caso da Natura. Emitimos entre 45 mil e 50 mil notas por dia e isto demanda estudo de desempenho. Tenho quase 850 mil consultoras de vendas.”

Em 2009, a execução da rede social interna mostrou a inclinação da companhia para a web 2.0. O portal é restrito aos funcionários da Natura e permite criação de blogs, podcasts, filmes e grupos de discussão.

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.

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