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100+: ?ideias sem bloqueio? marcam as empresas de química e petroquímica

Terceira e quarta colocadas mostram disposição para acompanhar crescimento da companhia por meio de projetos fora da caixa

Publicado: 09/05/2026 às 21:46
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5 minutos
100+: ?ideias sem bloqueio? marcam as empresas de química e petroquímica
Construção civil — Foto: Reprodução

Nesta edição de As 100+ Inovadoras em TI, o setor de química e

petroquímica contribuiu com a campeã absoluta, a Bunge Fertilizantes (leia

mais),

e foi o único a participar com duas representantes na lista das dez primeiras (a

Henkel ficou em 9º).

Trata-se de um feito importante, tendo em vista que o segmento não se destaca

em vários aspectos relacionados com inovação. Um exemplo é que apenas 59% das

empresas pesquisadas possuem estratégia de inovação de TI definida, enquanto menos de 30% contam com

políticas ou procedimentos estabelecidos sobre o tema. O segmento também está

entre os que menos atribuem à TI um viés mais estratégico. Perde neste item apenas para o setor de papel e celulose.

A Fosfertil,

terceira colocada na categoria e 14ª no geral, faz parte das que avançaram mais nesses quesitos.

A fornecedora de matéria-prima para fertilizantes, com atuação também no setor

de insumos para a indústria química, vem fortalecendo os músculos e o papel da

sua TI no mesmo ritmo de expansão do seu negócio. A previsão é dobrar a

produção nos próximos cinco anos, por meio de investimentos como o Projeto

Salitre, que prevê gastos de R$ 2 bilhões para abertura de complexos industrial

e de mineração. “Este crescimento demanda muito mais estrutura de tecnologia da

informação”, diz o gerente-executivo de TI, Daniel Martins Vaz. Ele contou neste ano com orçamento

10% maior e tem sob seu comando um time de 38 empregados e 23 terceirizados,

com o auxílio de um coordenador de sistemas e outro de infraestrutura.

Para Vaz, inovação em TI é um conceito descomplicado. Consiste em soluções

diferenciadas, simples e de rápido retorno, que surgem naturalmente em

ambientes onde se estimulam a mente aberta e o desligamento de meras respostas

técnicas. Um dos fortes aliados do executivo neste processo é a metodologia

Kaizen, não exclusiva de TI. “O foco desta ferramenta é unir pessoas de

diferentes áreas para pensarem juntas, pelo prazo de uma semana, sem bloqueios,

sem vícios e com muita autonomia de implantação. A expectativa é ganhar

velocidade na fase de blueprint“, conta.

Segundo o executivo, todos os profissionais com cargo de liderança na empresa

desafiam suas equipes a “pensarem fora da caixa” e a criarem soluções que

combinem inovação, baixo custo e retorno rápido. A TI participa de todas as

reuniões mensais de produção e promove, anualmente,  encontros com cada

gerência para alinhar as demandas dos próximos 12 meses. “Contamos ainda com um

sistema para receber os novos

pedidos e cobramos

ideias inovadoras de parceiros de service desk e centrais de impressão,

em reuniões mensais”, enumera.

Um dos maiores empenhos do gerente, atualmente, é tornar a área de tecnologia

da Fosfertil mais

proativa. “Considero que atingimos um meio termo, mas já estamos planejando

reestruturação para absorvermos o crescimento previsto da companhia e

avançarmos na proatividade.” A TI da Fosfertil é um centro de custos subordinado hierarquicamente ao

CFO da companhia. “Mas o presidente é quem acumula a função de CFO, então, não

sinto nenhuma limitação na minha rotina”, afirma Vaz.

Pequena, mas notável

Na Carbocloro, fornecedora de cloro para tratamento de água e quarta colocada

no setor, menos de 20 profissionais cuidam das funções de TI, que incluem

administrar 125 tecnologias, de business intelligence (BI) e ERP até e-commerce,

segurança, manutenção e sistemas legados, entre outros. A ousadia e alta

produtividade do time, segundo o CIO, José Carlos Padilha, está entre os

motivos de a empresa ser chamada de “pequena notável” por vários dos seus

parceiros. Internamente, a área também tem sido muito bem-avaliada. Na última

pesquisa interna realizada junto a 60 gestores,  97% deles se disseram

satisfeitos ou muito satisfeitos com o desempenho da TI, vista por 54% como

área estratégica para a companhia.

Padilha explica que a TI integra o planejamento estratégico da Carbocloro há

cerca de três décadas, e que é este planejamento a maior fonte de inovações na

empresa. “Não discutimos muito com as unidades de negócios aspectos

operacionais da TI, mas sim como ela pode agregar valor em todas as áreas, de

forma que objetivos e metas estratégicos, como aumento da venda em determinado

período, possam ser atingidos”, detalha.

Reportando-se ao vice-presidente de finanças, Padilha admite que,

politicamente, sua atuação não é 100% independente. “Mas minha percepção é

sempre levada em total consideração e não tenho muita dificuldade em aprovar

projetos inovadores”, diz. Ele cita como exemplo o investimento em mobilidade

que dotou toda a força de vendas da companhia com dispositivos móveis que dão

acesso a módulos do sistema de gestão integrada da empresa. “O vendedor externo

tem no handset todas as informações relativas a sua carteira de clientes

e pode, inclusive,  obter do diretor, via celular, aprovação de novos

pedidos”, explica. Entre as sistemáticas empregadas para incentivar a inovação

e a modernização da TI, a Carbocloro conta com diversas células

multidisciplinares de pesquisa, como a de inteligência competitiva.

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.

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