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100+: nona colocada, Henkel reestrutura globalmente o departamento de TI

Empresa implementou o projeto 3S: shaping, servicing e safeguarding

Publicado: 09/05/2026 às 17:56
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4 minutos
100+: nona colocada, Henkel reestrutura globalmente o departamento de TI
Construção civil — Foto: Reprodução

Nada de CIOs regionais. Ou mesmo aqueles tradicionais

organograma e hierarquia. A partir de um amplo projeto denominado 3S (shaping

desenho de processos alinhados ao negócio –, servicing – oferta

de serviços em áreas estratégicas – e safeguarding – garantia

do cumprimento das exigências corporativas legais e regulatórias), a Henkel

pretende aproximar a tecnologia dos demais departamentos. A mudança, além de

radical, é bastante ousada. Saem de cena os diretores de TI regionais e entram

líderes que a companhia chama de key accounts

managers, que são focados em áreas

específicas.

Assim, a então diretora de TI

para América Latina da empresa de adesivos, selantes, tratamento de superfícies

e cosmética capilar profissional, Adriana Bianca, passou a acumular os cargos

de key accounts managers para a vertical de adesivos, que

representa 80% da firma na AL, e para a parte de serviços de aplicações, além

de responsável pela TI no Mercosul. Agora, ela responde localmente para o

presidente desta região

e funcionalmente para o key account mundial.

Essa transformação vem sendo estudada desde janeiro na

Henkel, nona colocada no ranking geral de As 100+ Inovadoras no Uso de TI

e vice-campeã do segmento de indústrias químicas e petroquímicas. A

implementação começou pelos países da América do Norte e Europa, em março

último, e depois, em junho, na América Latina. Os últimos estágios serão

adotá-la na África, Ásia e Oriente Médio. “Até agora não sentimos nenhuma

turbulência”, atesta Adriana, que se diz contente com a mudança. De acordo

com a executiva, a integração com o negócio é tanta que os key accounts acompanham,

inclusive, reuniões com clientes. O novo organograma deu também oportunidades

para a média gerência.

Impactos no dia a dia

Dentro da nova estrutura, tudo relativo à inovação está

englobado no “primeiro S”, que responde pela formatação das demandas.

“Antes, o usuário pedia e a TI fazia. Já não é mais assim. Nós vamos aos

encontros com clientes para observar como e em que podemos fazer a

diferença”, reflete a executiva, explicando que desta prática surgem, por

exemplo, iniciativas para administrar o estoque de maneira automatizada e para

a troca sistêmica

de informações. A ida às reuniões serve de inspiração para propor projetos e

melhorias.

Apesar de ser um conceito relativamente novo, Adriana o

avalia como tendência. “Muitas coisas em TI estão virando commodity“,

justifica. No entanto, ela recorre a práticas antigas quando o assunto é a

busca permanente pela inovação. “Deve-se conhecer profundamente o negócio

e confrontar o que a empresa vem fazendo com o que faz o resto do mercado. Não

se pode ficar trancado”, ensina. 

Assim, as subsidiárias da Henkel na América Latina contam

com um sistema integrado de gestão (ERP) único, da SAP. E os países da região,

especialmente Brasil

e Chile, saíram na

frente e fizeram bonito na incorporação das ferramentas e

plataformas da indústria química National Starch, adquirida em 2008. Em seis

meses, o time local integrou a TI da empresa comprada, cuja cultura

organizacional e de sistemas diferenciam-se bastante da encontrada na Henkel.

“Diversos padrões globais não estavam definidos e, em muitos momentos,

assumimos os riscos”, revela.

Para o ano que vem, a executiva, que esbanja energia,

mostra-se otimista. “A matriz enxergava a América Latina como “patinho

feio”, mas hoje somos vistos como opção real de qualidade e baixo custo para offshoring.”

A possibilidade anima principalmente quando são contabilizadas as despesas com

serviços prestados pela matriz. Recentemente, a Henkel implantou uma fábrica de

software especializada em SAP no Brasil que passou a atender a AL. “Este mesmo

serviço estava na Espanha. O fato de fazermos aqui reduziu em dois terços meus

custos”, afirma Adriana, que além dos três cargos, foi nomeada em 1º de outubro embaixadora

da diversidade e inclusão da Henkel.

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.

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