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100+: o futuro da tecnologia aplicada à saúde

Vertical de saúde mostra disposição e competência ao lidar com consolidação e novos conceitos tecnológicos

Publicado: 21/05/2026 às 11:51
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100+: o futuro da tecnologia aplicada à saúde
Construção civil — Foto: Reprodução

O setor de saúde é algo a ser acompanhado nos próximos anos em termos de inovação em TI. Não apenas pela boa colocação da campeã, a Associação Congregação de Santa Catarina. As outras duas empresas que completam o segundo e terceiro lugares do segmento – Unimed Belo Horizonte e Amil Assistência Médica – têm muito o que mostrar sobre o momento e o futuro da tecnologia aplicada aos negócios deste ramo.

Quem acompanha o noticiário de TI sabe que o setor é um dos destaques no cenário mundial. Isto se deve a várias configurações de mercado que baixaram os preços das soluções e levaram os CIOs a um patamar de prestígio já experimentado por empresas de outros segmentos. “Vivemos um momento de rápida adoção de tecnologias consagradas e ao mesmo tempo a preparação de novidades que terão impacto em outros setores”, diz o superintendente de TI da Unimed Belo Horizonte, Enio Pagani.

A empresa tem passado os últimos três anos adotando práticas de gestão e redução de custos conhecidas, como governança, diminuição de TCO e outsourcing. Ao mesmo tempo, tem trabalhado sua proximidade com o negócio de maneira mais rápida e íntima do que empresas de outros ramos e que se iniciaram na TI há mais tempo. “Antigamente era possível separar a TI, hoje não”, explica Pagani.

Isso traz características interessantes para esse segmento. Na Unimed BH, por exemplo, o CIO precisa conferir as métricas de resultados do outsourcing de impressão e ainda cuidar da automatização de processos de negócio como o oferecimento de diagnósticos de imagem e ferramentas para o atendimento hospitalar e clínico. Ao mesmo tempo, necessita construir toda a infraestrutura de um hospital novo da marca e integra isso ao gerenciamento da TI. “Essa é a rotina por aqui, tudo ao mesmo tempo”, brinca o executivo.

É a principal característica das empresas do setor. Elas estão vivendo vários anos em um. Nos últimos meses, a Unimed BH adequou o back office com ERP da Totvs para gestão hospitalar. Com esta base funcionando, colocou em prática um serviço de radiologia e exames de imagem, algo que influenciou decisões sobre a rede e o armazenamento. Ainda no período do último ano, começaram os trabalhos de entrega de um novo hospital com 250 leitos e que deve oferecer tudo o que há de mais moderno em termos de equipamento médico e infraestrutura de TI.

A Unimed mineira tem uma TI de 70 pessoas e 15 ficam fora da manutenção ou de qualquer trabalho operacional. Eles estão envolvidos com os novos serviços que devem ser criados e vão precisar de tecnologia. Todos têm contato constante com as áreas de negócio e seguem rígidos controles de projetos e métricas baseadas no retorno dos resultados. Só que nem tudo é esperado como ganho financeiro. “Algumas novidades apenas posicionam a empresa para o futuro, o que é complicado de medir, mas a direção confia nas nossas decisões”, explica Pagani.

Por trás da falta de métrica na parte da inovação está realmente o cenário futuro para onde o setor se encaminha. “Nós estamos envolvidos com a oferta de qualidade de vida e isso pode ir muito além do conceito de saúde”, define o CIO da Amil, Telmo Pereira. “É para isso que a TI está se preparando ao mesmo tempo em que adota soluções que já foram implantadas por outras empresas”, diz. O executivo sabe bem disso. A Amil realizou nove grandes aquisições nos últimos anos. A mais recente foi a Medial, tornando-se líder no mercado nacional de planos de saúde. Enquanto trabalhou a integração das outras empresas, ele teve de criar processos para um segmento em constante modificação de regras legais e modernização de processos.

Na aquisição da Medial, a TI foi separada em duas partes para facilitar a unificação das culturas e a operação dos sistemas que eram diferenciados em cada uma delas. “Mesmo com esse trabalho, não podíamos deixar a inovação de lado”, lembra Pereira. Por isso, há um grupo que cuida só de novos projetos. Eles fornecem ideias que são avaliadas por dois comitês que unem a cúpula da empresa, executivos dos clientes, médicos e funcionários das áreas de negócio. A Amil trabalha em três ramos diferentes: diagnósticos, planos de saúde e hospitais. Todos são representados nesses grupos.

As inovações são avaliadas e, mostrando viabilidade, são iniciadas. Com isso, a empresa já substituiu o banco de dados, melhorou a prestação de serviços com uma agenda automatizada e integrada a ferramentas de decisão (chamado Sis Agenda), instalou um BI mobile que pode ser usado em iPad e criou um sistema de gerenciamento de pacientes de alto risco. “O setor de saúde tem sua parte que ainda está correndo atrás em TI, por outro lado é muito mais inovador do que outros considerados early adopter”, completa Pereira.

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