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100+: psicologia em prol da mudança

40% das empresas de siderurgia, metalurgia e mineração mantêm em seus quadros um grupo focado em projetos de inovação em TI

Publicado: 09/05/2026 às 22:34
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5 minutos
100+: psicologia em prol da mudança
Construção civil — Foto: Reprodução

Setor com menor nível de

investimentos estratégicos em TI entre todos os pesquisados, a siderurgia,

metalurgia e mineração tem, na edição 2009 de As 100+ Inovadoras, o Grupo Paranapanema como a empresa de destaque

no que se refere à inovação em tecnologia da informação. A produtora de cobre

refinado vem aumentando os seus investimentos na área e está no time das 40% do

segmento que mantêm em seus quadros um grupo focado unicamente em projetos de

inovação em TI. “Isto resulta em uma dúzia de iniciativas tocadas simultaneamente

ao longo do ano”, calcula Alessandre José Galvão, CIO do conglomerado que atua

por meio das subsidiárias Caraíba Metais, Eluma e Cibrafértil – as duas

primeiras do segmento de cobre e a última fornecedora de superfosfato simples e

fertilizantes.

O

esforço do Grupo Paranapanema para estabelecer clima de inovação permanente

levou à inclusão na equipe de uma psicóloga pós-graduada para promover e

incentivar a adesão a mudanças. “Ela garante que todos estejam preparados para

operar processos que se modificam”, explica Galvão, que responde diretamente ao

presidente do grupo e comanda as áreas de projetos, de gestão operacional, de service desk e fábrica de software, além

de governança. “Tudo seguindo as melhores práticas de gestão, com metodologias

Cobit, Itil e PMI”, assinala.

 De

acordo com o CIO, a TI tem aumentado sua proatividade no conglomerado e,

atualmente, lidera mudanças importantes na empresa. “Isto a torna bastante

estratégica, sem deixar de suportar as necessidades das unidades de negócios,

mas não de forma reativa e, sim, auxiliando a companhia a adotar tecnologias

que propiciam outros modelos de negócio”, ressalta o CIO, que assumiu o cargo

em 2008 com a tarefa de reestruturar a área, obter mais retorno com soluções já

implementadas e trazer para a empresa as mais novas tendências em tecnologia. O

interesse do executivo na inovação se volta para tendências como computação em

nuvem, que impactam diretamente a forma de a empresa fazer uso de TI, além de

tecnologias que afetam a forma como os processos de negócios são executados,

abrindo novas possibilidades, como mobilidade, ferramentas colaborativas e de

integração da cadeia, entre outras.

Para

conciliar modernização com redução de custos, Galvão diz que a empresa investe

pesado em capacitação. “Normalmente, o aumento nos investimentos traz redução

de custo total na empresa, uma vez que otimiza os processos. A capacitação, por

sua vez, traz ganhos de produtividade com reflexo positivo nos custos”, diz.

Mais credibilidade

A

mineradora de ouro MSOL Jaguar Mining é outra do setor que mantém na TI uma

“pessoa de inovação”, atenta tanto a novidades, demandas e projetos internos

quanto ao que ocorre fora dos muros da corporação. As atividades da área, que

seguem as diretrizes do plano diretor da empresa, têm impulsionado mudanças e

ideias, segundo o CIO, Renato Braga. Ele lidera um time enxuto de profissionais

divididos entre as funções de ERP, segurança, inovação, sistemas, telecom,

suporte e infraestrutura, e que acumulam os papéis de analista de negócios e

analista de inovações. “Ainda somos um centro de custos, mas vistos como

grandes colaboradores para redução de gastos e implementação de melhorias”, enfatiza

o executivo, que assumiu a função em 2007, encarando o objetivo de estruturar a

TI e levá-la a impulsionar o negócio.

A

relação de projetos da mineradora MSOL, em diferentes fases de implementação, é

extensa. Envolve desde melhorias no portal e na intranet até total revisão de

processos e fluxos de informação. “Atualmente, tudo está automatizado. Há workflows entre todos os processos e

áreas”, diz o executivo.

A

lista de investimentos recentes inclui desde EPM (enterprise project manager), ferramenta que centraliza e

compartilha informações, permitindo às áreas usuárias acompanhamento de suas

solicitações, até sistemas de gestão

de ensino e aprendizagem por meio da web (LMS, na sigla em inglês). A equipe de TI também está focada em

projeto de construção de uma rede de longa distância (WAN) própria e de alta

disponibilidade, interligando as filiais à matriz, e em comunicação unificada.

“É um desenvolvimento da convergência, para quebrar as barreiras da

comunicação e permitir que as pessoas usem diferentes formas de contatos, por

meio de diferentes aparelhos e mídias, a qualquer hora e a partir de qualquer

lugar.”

Braga

explica que demandas cotidianas e projetos continuados são levados ao CFO da

companhia, enquanto que os novos e estratégicos ou corporativos são reportados

diretamente ao CEO. Pela sua percepção, a TI se fortaleceu muito na empresa,

conquistando credibilidade e passando a ser vista como chave no processo. “Teve

aumento da equipe e da verba. Trocamos toda a infraestrutura e concluímos a

revisão de todos os processos e fluxos de sistemas e atividades”, resume o

executivo, que considera a TI da MSOL apta a acompanhar a expansão da produção

prevista para 2010, um investimento que deverá atingir cerca de US$ 300

milhões.

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.

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