40% das empresas de siderurgia, metalurgia e mineração mantêm em seus quadros um grupo focado em projetos de inovação em TI
Setor com menor nível de
investimentos estratégicos em TI entre todos os pesquisados, a siderurgia,
metalurgia e mineração tem, na edição 2009 de As 100+ Inovadoras, o Grupo Paranapanema como a empresa de destaque
no que se refere à inovação em tecnologia da informação. A produtora de cobre
refinado vem aumentando os seus investimentos na área e está no time das 40% do
segmento que mantêm em seus quadros um grupo focado unicamente em projetos de
inovação em TI. “Isto resulta em uma dúzia de iniciativas tocadas simultaneamente
ao longo do ano”, calcula Alessandre José Galvão, CIO do conglomerado que atua
por meio das subsidiárias Caraíba Metais, Eluma e Cibrafértil – as duas
primeiras do segmento de cobre e a última fornecedora de superfosfato simples e
fertilizantes.
O
esforço do Grupo Paranapanema para estabelecer clima de inovação permanente
levou à inclusão na equipe de uma psicóloga pós-graduada para promover e
incentivar a adesão a mudanças. “Ela garante que todos estejam preparados para
operar processos que se modificam”, explica Galvão, que responde diretamente ao
presidente do grupo e comanda as áreas de projetos, de gestão operacional, de service desk e fábrica de software, além
de governança. “Tudo seguindo as melhores práticas de gestão, com metodologias
Cobit, Itil e PMI”, assinala.
De
acordo com o CIO, a TI tem aumentado sua proatividade no conglomerado e,
atualmente, lidera mudanças importantes na empresa. “Isto a torna bastante
estratégica, sem deixar de suportar as necessidades das unidades de negócios,
mas não de forma reativa e, sim, auxiliando a companhia a adotar tecnologias
que propiciam outros modelos de negócio”, ressalta o CIO, que assumiu o cargo
em 2008 com a tarefa de reestruturar a área, obter mais retorno com soluções já
implementadas e trazer para a empresa as mais novas tendências em tecnologia. O
interesse do executivo na inovação se volta para tendências como computação em
nuvem, que impactam diretamente a forma de a empresa fazer uso de TI, além de
tecnologias que afetam a forma como os processos de negócios são executados,
abrindo novas possibilidades, como mobilidade, ferramentas colaborativas e de
integração da cadeia, entre outras.
Para
conciliar modernização com redução de custos, Galvão diz que a empresa investe
pesado em capacitação. “Normalmente, o aumento nos investimentos traz redução
de custo total na empresa, uma vez que otimiza os processos. A capacitação, por
sua vez, traz ganhos de produtividade com reflexo positivo nos custos”, diz.
Mais credibilidade
A
mineradora de ouro MSOL Jaguar Mining é outra do setor que mantém na TI uma
“pessoa de inovação”, atenta tanto a novidades, demandas e projetos internos
quanto ao que ocorre fora dos muros da corporação. As atividades da área, que
seguem as diretrizes do plano diretor da empresa, têm impulsionado mudanças e
ideias, segundo o CIO, Renato Braga. Ele lidera um time enxuto de profissionais
divididos entre as funções de ERP, segurança, inovação, sistemas, telecom,
suporte e infraestrutura, e que acumulam os papéis de analista de negócios e
analista de inovações. “Ainda somos um centro de custos, mas vistos como
grandes colaboradores para redução de gastos e implementação de melhorias”, enfatiza
o executivo, que assumiu a função em 2007, encarando o objetivo de estruturar a
TI e levá-la a impulsionar o negócio.
A
relação de projetos da mineradora MSOL, em diferentes fases de implementação, é
extensa. Envolve desde melhorias no portal e na intranet até total revisão de
processos e fluxos de informação. “Atualmente, tudo está automatizado. Há workflows entre todos os processos e
áreas”, diz o executivo.
A
lista de investimentos recentes inclui desde EPM (enterprise project manager), ferramenta que centraliza e
compartilha informações, permitindo às áreas usuárias acompanhamento de suas
solicitações, até sistemas de gestão
de ensino e aprendizagem por meio da web (LMS, na sigla em inglês). A equipe de TI também está focada em
projeto de construção de uma rede de longa distância (WAN) própria e de alta
disponibilidade, interligando as filiais à matriz, e em comunicação unificada.
“É um desenvolvimento da convergência, para quebrar as barreiras da
comunicação e permitir que as pessoas usem diferentes formas de contatos, por
meio de diferentes aparelhos e mídias, a qualquer hora e a partir de qualquer
lugar.”
Braga
explica que demandas cotidianas e projetos continuados são levados ao CFO da
companhia, enquanto que os novos e estratégicos ou corporativos são reportados
diretamente ao CEO. Pela sua percepção, a TI se fortaleceu muito na empresa,
conquistando credibilidade e passando a ser vista como chave no processo. “Teve
aumento da equipe e da verba. Trocamos toda a infraestrutura e concluímos a
revisão de todos os processos e fluxos de sistemas e atividades”, resume o
executivo, que considera a TI da MSOL apta a acompanhar a expansão da produção
prevista para 2010, um investimento que deverá atingir cerca de US$ 300
milhões.
Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.