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100+: setor de saúde foca na estratégia das empresas

Apenas operadoras ficaram entre as três primeiras colocadas do segmento; todas se destacaram pelo alinhamento ao plano de negócios

Publicado: 09/05/2026 às 23:23
Leitura
6 minutos
100+: setor de saúde foca na estratégia das empresas
Construção civil — Foto: Reprodução

Não é segredo que o setor de saúde ainda não é um exemplo de

aplicação tecnológica, salvo alguns bons casos da iniciativa privada,

principalmente os hospitais considerados de ponta e operadoras que se alertaram

para esta necessidade, inclusive no processo de inibição de fraudes. Mas, aos

poucos, o cenário tende a mudar, como mostra a Amil Participações, campeã do

setor e sétima colocada no geral (leia

mais). No caso da Unimed Cuiabá e da Unimed Porto Alegre, segunda

e terceira colocadas no segmento saúde de As 100+ Inovadoras no Uso de TI, a tecnologia da informação passou a figurar

como departamento essencial para suportar os planos de crescimento e inovação.

“A Unimed Cuiabá passa por um

processo de evolução”, afirma Thyago Bernuci Bartholomeu, gerente de

desenvolvimento de sistemas da operadora mato-grossense, explicando que TI e

empresa têm sido inovadoras. Com uma equipe de 25 pessoas, divididas entre

sistemas e infraestrutura, o departamento volta suas ações para o planejamento

estratégico da companhia. “Precisamos reduzir gastos e cuidar das falsificações”,

exemplifica.

O processo de inovação pelo qual passa a Unimed Cuiabá vem

desde 2005, quando iniciou-se por lá o projeto de biometria, que reduziu número

de fraudes e conferiu agilidade ao atendimento. Atualmente, quase todos os

beneficiários estão cadastrados no sistema. A impressão digital, aliás, é

utilizada não apenas para simples identificação do paciente. Desde 2008, a empresa tem um

sistema de registro eletrônico de saúde (RES), pelo qual o médico, depois que o

cliente se identifica digitalmente, pode interagir de forma diferenciada.

Com isso, eliminou-se papel. “Mudamos a forma de trabalho.

Quando prescreve no sistema, fazemos a autorização. A plataforma possui

protocolos criados por médicos para orientar a prescrição de exames. Se tem

pendência, vai para o auditor. O cliente sai tranquilo, sabendo que tudo deu

certo e sem papel”, detalha.

Se houver falha no sistema de biometria, o plano B é acessar

por senha a URA e o portal. Foi a forma encontrada para inibir fraudes se o

equipamento não funcionar. Mas o executivo ressalta que isto é difícil de

acontecer e lembra que até a identificação dos 650 funcionários, hoje, ocorre

por meio da biometria.

A ideia é Bartholomeu é transformar o RES em um prontuário

unificado. Com R$ 2 milhões de orçamento para aplicar, o executivo destina em

torno de 3% para inovação. Ele conta com uma fábrica de software interna que

responde, por exemplo, pelo desenvolvimento de sistemas auxiliares, como o de

biometria, o próprio RES e adaptações para o ERP, atualmente uma versão

fornecida pela Totvs, que deve ser atualizada no próximo ano.

Outro projeto que ele trabalha no momento – com perspectiva

de entrar em operação ainda neste ano – é a cobrança eletrônica. O custo com

emissão e envio de carnês para 47 mil clientes é em torno de R$ 600 mil por ano

e ele quer eliminar boa parte disso. “Está em homologação. Se o

cliente optar por não receber, receberá por e-mail ou SMS um lembrete com

alguns dias de antecedência. Tudo de acordo com a vontade dele. Uma pesquisa

nossa mostrou que adesão seria perto de 60%.”

Medida simples,

resultado grande

Em um setor altamente competitivo, boas ideias precisam ser

valorizadas. O Brasil conta hoje, de acordo com dados da Agência Nacional de

Saúde Suplementar (ANS),

com 1.522 operadoras, entre as que possuem planos médico-hospitalares e

odontológicos. Deste mundo, dependem mais de 53 milhões de beneficiários.

Na Unimed de Porto Alegre, Magda Targa, principal executiva

de TI, conta com uma equipe de 35 pessoas para dar conta de aplicações,

infraestrutura e suporte. Algumas coisas são terceirizadas, como administração

de rede e storage. A executiva

reconhece que saúde não é um segmento muito avançado em TI. “O setor não

recebeu o mesmo aporte tecnológico que outros. E nós também não. Mas há uns

cinco anos ficou claro que para viabilizar o plano estratégico de 2012 isto precisaria

mudar”, contextualiza.

Apesar disso, a CIO vem trabalhando em iniciativas para

facilitar o dia a dia dos clientes, como uma aplicação – embora simples na

primeira impressão – para que os segurados tivessem o guia da operadora

disponível para consulta no celular. “Trata-se de um projeto de 75 dias que entrou

em escala em outubro. O

aplicativo é enviado via Bluetooth para mais de 200 modelos de celulares”, detalha

Magda. O projeto teve desenvolvimento conjunto com o Centro de Estudos e

Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R). A demanda veio do departamento de

marketing, mostrando interação da TI com outras áreas.

O departamento que Magda comanda tem orçamento de 2,5% da

receita da Unimed POA e 2009 está sendo marcado por grandes transformações.

“Foi um ano de revolução. Fizemos mudanças estruturais, temos praticamente uma

nova TI em relação ao ano passado. Treinamos a equipe e agora temos outro nível

de entrega”, revela. Aos poucos, ela dá uma cara nova à área, que tem, cada vez

mais, influência nos projetos de outras unidades. Tudo isto tem reflexos

práticos, como implementação de projetos criativos e também na classificação no

prêmio. Na edição de 2008, a

companhia gaúcha não havia figurado no ranking geral de As 100+, ao passo que, neste ano, surge em 74ª, apesar da pontuação

24,20 estar bem inferior à atingida pelos dois primeiros colocados, que

superaram a marca dos 100 pontos. Para exemplificar a transformação, ela

compartilhou outro trabalho, este demandado pelo setor de vendas, chamado de cogestão.

Destinado aos clientes empresarias, a TI criou uma

plataforma web onde as empresas que contratam planos Unimed para seus

funcionários podem acompanhar o nível de uso dos serviços, contribuindo com a

gestão do benefício. “Antes, controlávamos os gastos e, na renegociação de

contratos, em alguns momentos, os clientes sofriam um baque por conta do

aumento de valor estipulado”, comenta um dos pontos que motivou o projeto.

Com a cogestão, a TI deu visibilidade para novos clientes,

apresentando o quanto cada funcionário consumia do plano. “Agora cabe ao

cliente dizer se é livre ou restrita uma cirurgia bariátrica em qualquer

situação”, exemplifica. “Pode determinar também uma participação no pagamento

quando tem determinado número de consultas no mês”, completa. Diante de grandes

desafios que estão por vir, a CIO mostra perseverança e afirma: “temos que ser

ágeis e inovadores, essa é a minha missão. Estamos preparados para fazer 2010 o

ano da inovação.”

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras. 

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