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13 milhões de lares brasileiros têm acesso à internet

TIC Domicílios 2009 revela estagnação dos acessos a rede mundial por meio de telefones celulares

Publicado: 11/05/2026 às 15:18
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13 milhões de lares brasileiros têm acesso à internet
Construção civil — Foto: Reprodução

O número de lares brasileiros com computadores que acessam a internet cresceu 3,5 milhões entre 2008 e 2009. Segundo a 5ª edição da pesquisa TIC Domicílios, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o Brasil fechou o último ano com 13,5 milhões de conexões domésticas à rede mundial de computadores.

A expansão foi percebida também no número de residências com computador. Segundo o estudo, o País fechou 2009 com 18,3 milhões de PCs nas casas dos brasileiros, mais de 4 milhões de adições frente aos resultados de 2008. O levantamento ouviu mais de 21 mil entrevistados, dos quais 85% residentes em áreas urbanas.

Os números revelam a existência de 5 milhões de domicílios com computador e ainda sem acesso à internet. De acordo com o Núcleo de Informação e Comunicação do Ponto BR (NIC.br), 66% dos lares brasileiros acessam a rede por meio de conexão dedicada em banda larga.

Os resultados verificados nessa edição da pesquisa revelam que, aos poucos, os brasileiros começam a sair das lanhouses e passam a acessar a rede em suas casas. “Pela primeira vez desde 2007 o acesso residencial ficou à frente dos realizados em locais públicos”, comenta Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br (Centro de Estudos sobre Tecnologia da Informação e da Comunicação), mostrando queda de 3 pontos percentuais no comparativo 2008/2009.

Preocupação com o Nordeste

Os responsáveis pela pesquisa manifestaram preocupação frente ao desempenho verificado no Nordeste. Os resultados mostram evolução no número de computadores e internet em domicílios na região a uma taxa muito inferior frente ao restante do Brasil.

Enquanto a posse de máquinas e o acesso à internet em domicílios no Nordeste cresceu a taxas anuais de 17% e 15% (respectivamente); o Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste verificaram expansão superior aos 20%.

“Quanto mais o tempo passar, mais teremos uma distância do Nordeste frente ao restante do País. Isso mostra uma situação preocupante no que toca a inclusão digital nos domicílios”, comenta comenta Juliano Cappi, analista de informações do Cetic.br.

“Os dados mostram que os incentivos e programas do governo para atingir a classe C – sensível a preço – foram eficientes nos crescimentos de alguns números”, sentenciou o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do ministério, Rogério Santana, para salientar que os resultados revelam, também, a necessidade de um plano nacional de banda larga.

O secretário apontou que uma reunião para tratar o tema – que tramita há meses na esfera política – está marcada para os próximos dias. Questionado se o assunto poderia ficar travado em um ano de eleição presidencial, Santana limitou-se a afirmar: “todo atraso prejudica, mas é um plano que causou um debate na sociedade. O presidente espera ouvir a opinião dos ministros para decidir com cautela.”

Estagnação móvel?

O estudo identificou, ainda, uma expansão perceptível dos computadores portáteis. Esses dispositivos cresceram 70% entre 2007 e 2008, passando de 3% para 5% do total de PCs no País, um avanço puxado pelas classes A e B. O fator limitante, segundo Barbosa, é o preço dos aparelhos. “Existe uma tendência à mobilidade, mas, devido a características sócio-econômicas no País, o custo ainda é um entrave”, avalia Cappi.

Isso reflete, entre outras coisas, na estagnação verificada pelo estudo no que tange ao acesso a web por meio de telefones celulares. Entre 2005 e 2007, o seu uso ficou na casa dos 5% e nos anos consecutivos, 6%. Os principais consumidores desse tipo de serviço, reforça a pesquisa, encontram-se nas camadas mais altas da sociedade.

Na avaliação de Santana, as tarifas de interconexão praticadas pelo mercado apresenta-se como um dos grandes inibidores da queda de preço cobrado pelo serviço. “Essas anomalias precisariam ser revistas em um plano geral de metas e um backbone público poderia ajudar a puxar os valores pagos para baixo. O controle da infraestrutura acaba sendo um elemento para aumentar os preços”, analisou.

O secretário sinalizou que a reativação da Telebrás soa como a alternativa mais rápida para alcançar os objetivos. Isso permite, ainda, que o governo poderia ofertar a última milha nos casos onde a iniciativa privada não tenha interesse pelo serviço.

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