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[200440] WACOM Intuos 6×11 – solução criativa no sistema

Esta coluna será um pouco diferente. É um teste de produto, mas é ao mesmo tempo um caso (ou seria “causo”?) muito interessante e que por conta do teste que fiz teve um desfecho muito positivo. Vamos ao teste para poder explicar o “causo”. Recebi para avaliação uma mesa digitalizadora da WACOM , modelo Intuos […]

Publicado: 14/05/2026 às 13:04
Leitura
7 minutos
[200440] WACOM Intuos 6×11  –  solução criativa no sistema
Construção civil — Foto: Reprodução

Esta coluna será um pouco diferente. É um teste de produto, mas é ao mesmo tempo um caso (ou seria “causo”?) muito interessante e que por conta do teste que fiz teve um desfecho muito positivo. Vamos ao teste para poder explicar o “causo”.

Recebi para avaliação uma mesa digitalizadora da WACOM , modelo Intuos 6X11. Para quem não sabe, estas mesas funcionam como se fossem papel e caneta digitais. É uma plataforma dotada de sensibilidade ao toque e que transfere para a tela do computador tanto o movimento quanto captura movimentos de desenho e escrita. O fabricante dispõe de muitos outros modelos de diferentes tamanhos e preços. Estas alternativas podem ser vistas clicando aqui .

Eu já tinha testado no passado estas mesas digitalizadoras. Mas confesso que na ocasião não as considerei, não levei muito a sério. Hoje eu entendo que o porquê dessa minha percepção negativa do primeiro teste. TAMANHO!!Eu testei um modelo (nem me lembro o fabricante) bem pequeno, parecia um “mouse pad” (ou menor). Quem emprestou a mesa era um amigo que desenhava com Photoshop e adorava a “mesinha” para retoque, marcar áreas do desenho à mão livre, etc. mas não me cativou.

Essa mesa testada de é quase do tamanho de uma folha de papel do tipo “carta” (8×11 polegadas). A Wacom tem vários outros tamanhos como 4×6, 6×8, 6×11 (a que testei), 9×12, 12×12 e 12×19 (impressionante!!!).

Na foto se vê a área útil de uso da mesa, os botões programáveis, a caneta o mouse sem fio que acompanha o produto. Na verdade a caneta por si só já funciona como um mouse perfeitamente, mas para alegrar a todos o mouse também está lá. E como já destaquei, a largura desta mesa é a mesma de uma folha de papel na orientação “paisagem”.

Eu não sou profissional de artes gráficas, desenho ou coisa parecida, mas me aventurei a explorar os recursos do ambiente no Photoshop Elements que acompanha o produto. No site da Wacom existe uma área só com dicas para o uso da mesa digitalizadora com o Photoshop. Experimentado o que mais gostei foram: a extrema precisão na captura dos movimentos (fruto da resolução de 5080 lpi) e do recurso de sensibilidade à pressão (são 1024 níveis), ou seja, o comportamento é como o de uma caneta comum que ao fazer mais força o traço muda de aspecto ou se torna mais sutil com a redução da pressão sobre a mesa, ideal para desenho e mesmo escrita .

Acompanha o produto vários softwares como o já citado Photoshop Elements, Corel Painter Essentials, Nik Color Efex Pro e Wacom Brushes for Photoshop.

O “causo”-Clínica Médica-Digitalização de Documentos

Há vários anos atrás (2000) eu desenvolvi uma solução “caseira” para um cliente, um centro médico, que necessitava digitalizar documentos. Caso clássico. Arquivos abarrotados com mais de 30.000 prontuários de pacientes, cada envelope contendo fichas de atendimento, ficha cadastral, exames laboratoriais etc. A situação era tal que mais um pouco os próprios médicos (5 médicos trabalham nesta clínica) precisariam ceder suas salas para virar arquivos de prontuários.Na ocasião fui procurar uma solução para eles. Claro que havia, pois este problema não é novo, mas eram soluções muito “parrudas” e muuuuuuuuuito caras, entre US$ 35.000 e US$ 80.000!!!

Abracei a causa e comprei na ocasião uma biblioteca para desenvolvimento de aplicações para lidar com imagens chamada Pegasus Imaging Express (custou US$ 1.500) e investihoras de meu tempo no desenvolvimento de um sistema de Prontuário Digital “caseiro” em VB6 mais SQL (MSDE).Por uma pequena fração do custo da solução parruda desenvolvi um sistema muito simples e que foi rapidamente colocado em utilização. Houve um momento de pesadelo que foi resgatar o passado, ou seja, a digitalização de 30.000 prontuários já existentes. Levou mais de 3 anos para recuperar o passado. Foram consumidos uns dois ou três scanners que iam pifando ao longo do tempo. Aprendi que não tem scanner de custo baixo ou mediano que resista a 12 horas de trabalho ininterrupto (dois turnos) todos os dias.

Ao mesmo tempo o “dia a dia” da clínica era também digitalizado.Os médicos além de não gostarem de digitar no computador preferem escrever numa ficha de papel enquanto examinam o paciente. Acham que é desatenção com o paciente eles ficarem digitando no computador enquanto fazem a consulta. Eu pessoalmente não ligaria, mas eu respeito a opinião deles. Estas fichas clínicas de todo dia (dezenas de consultas), também são submetidas ao scanner no final do dia ou no dia seguinte pela manhã. Assim toda vez que vão atender um paciente eles têm na tela do computador todas as ocorrências (visitas, exames, etc.). Eu previ um esquema de palavras chaves para serem associadas às imagens, assim além da busca manual (folheando os registros de imagens) as palavras chaves também podem ser usadas.

Integrando a solução com a mesa digitalizadora WACOM

Quando experimentei a mesa Wacom eu logo percebi pela suas características que poderia ser uma solução melhor. Atualmente ocorrem erros no processo de digitalização fazendo com que os dados de um paciente vão parar na ficha de outro. Com os próprios médicos escrevendo à mão livre, em uma tela que mimetiza seu próprio papel de ficha clínica, estando com a ficha do próprio paciente aberta na sua frente, isso não ocorreria.

Desenvolvi um protótipo, usando a mesa Wacom para ser testado por eles. Como disse é um protótipo apenas. Tem algumas imperfeições, mas serviu como um ótimo teste. Levei o aparato para a clínica. Os médicos adoraram!! Não precisam digitar e podem escrever no “papel” que estão acostumados!!

Mas eles perceberam que se esta solução for adotada em definitivo, além de terem de comprar várias destas mesas terão que passar por um período de adaptação. Escrever na mesa é fácil, muito fácil, mas nosso cérebro não está habituado a escrever em um lugar e ver o resultado em outro (na tela do computador). Quando digitamos isso acontece, mas o mecanismo é outro, nosso cérebro esta habituado, mas escrever à mão livre é diferente. O resultado disso é que a qualidade de nossa própria letra fica bem pior (imaginem então a letra de médico que já não é um primor!!). Minha letra parece a de um menino de 6 anos de idade.

Mas com alguma insistência percebi que isso é só questão de treino, como tudo! Lembro-me no começo da era do uso do mouse que via pessoas segurando o mouse com as duas mãos para ter mais precisão nos movimentos. Eu que fiquei com a mesa por algumas semanas já estava mais habilidoso e sentia que melhoraria dia a dia.

Foi uma experiência muito interessante!! Consegui juntar os dois lados, o de articulista e de consultor (e também desenvolvedor) . Os médicos estão considerando a solução. Pediram que eu adaptasse o sistema, um novo protótipo, para uso com um TABLET PC (eles têm um disponível) para sentir a diferença. Isso ainda não foi feito, mas imagino que o resultado com o Tablet será parecido. Talvez a curva de aprendizado da escrita seja mais rápida no Tablet, pois você escreve e vê o que está escrevendo no mesmo lugar (como no papel). A diferença seria o custo. Enquanto uma mesa Wacom 6×11 custa nos EUA cerca de US$ 350 um Tablet não custará menos que US$ 1500 a US$ 2000.

E lá vou eu para mais um protótipo e quem sabe mais um “causo”…

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