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[262724] Core i5 de 32 nm – Clarkdale – GPU no processador

Como o tempo passa rápido! Ou será que o ritmo dos avanços que continua frenético? Seja por um ou por outro motivo, fiquei entusiasmado ao obter para testes na segunda quinzena de dezembro o processador Core i5 , soquete LGA 1156, geração Clarkdale. É a primeira “fornada” de processadores Nehalem feitos usando o processo de […]

Publicado: 14/05/2026 às 10:49
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10 minutos
[262724] Core i5 de 32 nm  –  Clarkdale  –  GPU no processador
Construção civil — Foto: Reprodução

Como o tempo passa rápido! Ou será que o ritmo dos avanços que continua frenético? Seja por um ou por outro motivo, fiquei entusiasmado ao obter para testes na segunda quinzena de dezembro o processador Core i5 , soquete LGA 1156, geração Clarkdale. É a primeira “fornada” de processadores Nehalem feitos usando o processo de fabricação de 32 nm. É a Intel realizando por si mesma suas próprias profecias. Em um ano ela introduz uma arquitetura inovadora e no ano seguinte ela aprimora aquela arquitetura lançada, geralmente reduzindo o tamanho do chip pela diminuição do processo de fabricação (neste caso 32 nm). É o denominado processo “TICK-TOCK” .

O equipamento recebido foi um PC da própria Intel com o promissor processador Core I5. Digo promissor porque seu irmão mais velho, o Core i7 já provou para que veio e pulverizou testes e benchmarks. Mas o Core i7 atende à demanda dos entusiastas e pelo seu preço mais elevado atinge um público menor. O Core i5, em 32 nm, muito ágil e esperto e por um preço mais acessível pretende ser o “Nehalem para todos”, bem como seu irmão menor, o Core i3. Uma informaçãosobre o Core i5, que não pode passar despercebida, é o fato dele ser um processador DUAL CORE (não quad core como o Core i7), mas com o uso da tecnologia HT (hyper threading) há quatro filas de execução de tarefas. Simplificando é como se os dois núcleos pudessem administrar certas ociosidades e executar algumas outras tarefas enquanto o processador está a espera de alguma outra informação. O HT surgiu nos tempos do Pentium 4, foi provisoriamente “aposentado” com o surgimento do Core 2 Duo. Voltou melhorado nos processadores Nehalem (vou mostrar isso nos testes).

Além disso, a grande novidade e esperada inovação é a inclusão da GPU dentro do mesmo encapsulamento do processador, chamada de Intel HD Graphics, que eleva a um novo patamar soluções integradas para PCs de uso geral.

Configuração do equipamento testado

• Processador: Core i5-661-3.33 Ghz

• Placa mãe : INTEL Desktop Board DH55TC

• Memória: 2 X 2GB-DDR3-1333MHZ-Kingston

• HD: HITACHI-320GB-16MB-SATA2

• Disco ótico : DVD-RW-SATA;

• Fonte: 450W-Corsair

• Gabinete: IN-WIN-preto

• OS: Windows 7 Ultimate 64 bit-Português

A imagem abaixo mostra o gerenciador de dispositivos do PC testado com destaque para os principais componentes. Em destaque a GPU integrada Intel Graphics Media Accelerator HD, e os “4 processadores”. É um sistema DUAL CORE com Hyper Threading. Ressalto que para os aplicativos que ainda não são capazes de explorar a fundo inúmeros núcleos, estes dois núcleos são bem suficientes.

A placa mãe DH55TC foi o “berço” para o teste comCore i5 deste PC com seu chipset H55 Express. É um chipset ágil e eficaz, mas sua principal diferença é não conter o tradicional sistema de vídeo integrado pois este está agora embutido da CPU Core i5. Esta nova implementação, na própria CPU (compatível com DirectX 10 e rodando a 900 Mhz) faz subir mais um bom degrau o nível de gráficos “onboard” (neste caso a solução “in-a-chip”).

Há apoio do hardware para decodificação de vídeo em alta definição, porta HDMI, resolução máxima de 2560×1600, memória compartilhada até 1.7 Gb, decodificação AVC/H.264, OpenGL 2.1, DVD upscaling e é capaz de rodar jogos casuais e jogos populares com excelente desempenho. Claro que jogos para entusiastas, com exigências muito altas não são atendidos por esta plataforma principalmente em nível máximo de detalhes e máxima resolução. Reprodução de vídeos em HD e Blu-Ray são efetuadas com grande eficiência (gasta muito pouca CPU-o trabalho é feito pela GPU integrada) inclusive com suporte a PIC (“picture in picture”) no Blu-Ray. Em resumo, a inclusão da GPU no mesmo elemento junto com o processador fez com que o desempenho aumentasse sensivelmente em relação à geração anterior. Curiosamente o elemento gráfico ainda é feito em 45 nm que se integra ao Core i5 661 (3.33 Ghz e 4MB de cache L3).

Para ilustrar esta qualidade e o desempenho vou expor em alguma imagens abaixo resultados dos testes que fiz com o sistema gráfico deste PC (do Core i5 661). Ainda uso o velho e bom 3DMARK03, que apesar de sua idade, ainda me ajuda, pois tenho uma larga base de resultados acumulados e experiência, tanto em 1024×768 como 1680×1050.

Para ajudar como referência, até pouco tempo atrás as soluções integradas da INTEL mal chegavam aos 1000 ou 1200 pontos nestes testes. Não consegui rodar o 3DMARK06. O teste era estranhamente encerrado sem valores aferidos. Mas testei também com o mais moderno 3DMARK VANTAGE na resolução 1024×768 (“Entry”). Neste teste a diferença a favor do chipset H55 Express (vídeo onboard), foi muito grande. Neste teste mal se obtinha 800 ou 900 pontos. As telas abaixo falam por si.

Agora indo direto ao objeto final do teste, o poder de processamento do Core i5 661, nos testes específicos mostrou seu valor como um processador DUAL CORE. Por isso comparo-o apena como referência ao Core 2 Duo E8400 (3.0 Ghz 6 Mb), um processador muito popular e muito usado e que ainda hoje presta bons serviços aos usuários. Resgatei dados de vários testes que fiz para poder comparar o Core i5 661 com o E8400 tendo como objetivo medir o grau de evolução, o ganho de eficiência entre as diferentes gerações. Como o meu E8400 roda a 3.0 Ghz, menos que 3.33 Ghz do Core i5, apresentarei algumas tabelas com o valor “ajustados”, como se o E8400 rodasse na mesma freqüência de 3.33 Ghz

Explicando melhor os testes feitos, o SUPERPI é o clássico programa MONOCORE que estressa a CPU calculando o valor do número irracional PI com muitas casas decimais. O SisSandra Arithmetics testa a capacidade de cálculos com ponto flutuante e é um teste MULTICORE. O WPRIME (dica do Ziebert) assemelha-se ao SUPERPI, mas calcula números primos também usando tecnologia MULTICORE. O DVDSHRINK codifica e grava uma imagem de DVD (sempre uso o mesmo DVD), mas de forma MONOCORE.

Esta tabela fala por si. A comparação com o E8400 @3.33 foi cruel. Houve ganhos entre 20% e 56% nas mesmas tarefas. Estamos comparando um processador de 45 nm da arquitetura anterior com o Core i5 de 32 nm da arquitetura atual. São apenas dois ou três anos de evolução, por isso os números impressionam. Afinal um ganho médio de quase 44% foi atingido neste mix de tarefas. Para mim foi surpreendente.

Um ponto que se destaca é a grande diferença a favor do Core i5 quando mais processos (threads) simultâneos são executados. Ou seja, o HT fez uma boa diferença. Os números do E8400 foram “compensados” para 3.33 Ghz e mesmo assim os testes multicore revelaram toda a vantagem. Claro que não é o mesmo resultado que se obteria se quatro núcleos reais estivessem presentes, mas ficou provado que o gasto em silício com o HT no projeto deste processador compensou largamente.

Outra prova deste ponto é o teste CINEBENCH R10, que renderiza uma imagem complexa com e sem multiprocessamento e aponta o ganho obtido. Na imagem abaixo que resume o resultado deste teste, o ganho em relação a apenas um processador foi de 2.31 vezes, ou seja, mais que apenas a soma de dois núcleos.

A máquina de testes veio com um bom HD SATA Hitachi de 320 Gb que apresentou um ótimo desempenho analisado individualmente, cerca de 86 Mb/s de tempo médio de leitura. Fazia tempo que não via HDs que não fossem “especiais” (ou de rotação super rápida ou SSDs) obterem taxas boas assim, talvez porque tenha testados muitos notebooks ultimamente… De toda forma isso acabou por compor um índice de experiência do Windows bem interessante, cerca de 5.1-lembrando que o Windows 7 pontua até 7.9 e seu critério de aferição dá continuidade ao mesmo processo do VISTA que só pontua até 5.9.

O IEW (índice de experiência do Windows 7) é um teste muito simples e criticado por alguns por conta disto. Mas gosto de citá-lo, pois TODAS AS PESSOAS que tem VISTA ou W7 podem executá-lo e muitos já o fizeram muitas vezes. Neste teste o elemento limitador é o vídeo integrado, que obtém nota 5.1 para AERO e 5.5 para jogos 3D. Por outro lado em passado recente o vídeo integrado costumava ser também o “vilão” (o elemento com pontuação menor), porém resultando entre 2.8 e 3.5. O progresso é bem interessante e é fruto da GPU integrada ao processador Core i5 661. Da mesma forma é notável a pontuação 7.1 obtida pelo processador, próximo da máxima 7.9.

Esta nova plataforma é muito consistente. Pela própria foto da placa mãe pode ser visto que é uma placa simples e que não precisa ter custo muito elevado. O processador Core i5 661 de 3.33 Ghz, 4 Mb de cache L3, com dois núcleos mais HT, que em modo TURBO BOOST eleva sua freqüência para 3.6 Ghz (auxiliando também as aplicações monocore) tem um desempenho bastante interessante e consistente (comprovados pelos testes feitos), com grande evolução em relação às arquiteturas anteriores. Seu preço será menor que o já consagrado Core i7. Nesta implementação não trabalha em triple channel DDR3 que também favorece o custo da placa e do uso das memórias (pode ser usado com dois módulos DDR3 e não três).

São quatro novos processadores Core i5 e dois Core i3 os quais são apresentados em freqüências distintas (entre 2.93 Ghz e 3.46 Ghz) e conjuntos de recursos (com vídeo integrado ao processador ou não, com ou sem turbo boost, etc.), sendo o 661 (modelo testado) o segundo mais poderoso. Mas este tem um bom custo benefício, pois seu preço sugerido nos EUA (para lotes de 1000) será de US$ 196 e o mais simples dele (Core i3 2.93 Ghz sem turbo boost) custará (para lotes de 1000) US$ 113. A Intel também acredita que esta plataforma seja muito bem aceita pelo mercado “do-it-yourself”, ou seja, aqueles que montam seus próprios PCs por se tratar de um solução com ótimo custo benefício.

A máquina de testes jamais consumiu mais que 38 W . É, portanto uma plataforma econômica e amiga no meio ambiente (e do bolso do consumidor). Em alguns sites que pesquisei, foi citado que versões preliminares (protótipos) do Core i5 32 nm é amigável em relação ao overclock sendo que 4.0 Ghz foi obtido sem grandes dificuldades. Por tudo isso eu vejo o Core i5 como o Nehalem que veio para ficar. É tecnicamente sofisticado, rápido, consome pouca energia e seu ecossistema não é tão caro como o Core i7 (que fica restrito a usos mais específicos e para entusiastas e gamers mais exigentes). Quando o comparei o Core i5 661 com o Core 2 Duo E8400, nas entrelinhas ou mesmo no meu subconsciente acho que já estava imaginando que este poderia ocupar o lugar que o Core 2 Duo tinha até então conquistado no mercado. Sim, é isso mesmo. O Core i5 será o grande processador para os mercados intermediários e com grande ganho de qualidade e naturalmente tenderá a conquistar este espaço com o tempo. Seja bem vindo!!!

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Outras imagens relevantes obtidas durante o teste

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