Acesso a serviços públicos por meio da internet evoluiu cinco pontos percentuais sobre os números de 2008
Iniciativas de acesso a serviços do Estado por meio da internet evoluem de forma tímida no Brasil. De acordo com a 5ª edição da pesquisa TIC Domicílios, conduzida pelo Centro de Estudos sobre Tecnologia da Informação e da Comunicação (Cetic.br), 27% dos internautas brasileiros utilizaram o e-Gov em 2009. O resultado mostra um avanço de cinco pontos percentuais frente ao desempenho do ano anterior.
Considerando apenas pessoas residentes em zonas urbanas, o porcentual de internautas que utilizou os serviços no período sobe para 30%, com expansão também de cinco pontos percentuais sobre os números de 2008.
Quando avaliado o cenário nas zonas mais afastadas das grandes cidades, o estudo mostra que somente 10% das pessoas que acessam a internet utilizaram serviços de governo eletrônico. “A Zona Rural sofre bastante e o e-Gov ainda não chega”, comentou Augusto Cesar Gadelha, secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, acreditando que o Plano Nacional de Banda Larga – que há meses tramita nas esferas políticas – poderá remediar tal situação.
O Cetic.br destaca que uma das barreiras reside, basicamente, no comportamento dos cidadãos. Segundo o estudo, os motivos para não usar os serviços online devem-se a preferência pelo contato pessoal (apontado por 56% dos que não usam e-Gov); preocupação com segurança dos dados (15%) e dificuldade de usar a internet para acesso à administração pública (12%).
A entidade lista, ainda, questões como disponibilidade do serviço na internet e a dificuldade de encontrar a solução para problemas nas páginas do Governo como outros fatores que distanciam os internautas.