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5 maneiras fáceis de matar a sua carreira

Conheça as dicas do especialista em carreira Calvin Sun para entender o que não deve ser feito se a sua intenção é crescer profissionalmente.

Publicado: 23/04/2026 às 18:24
Leitura
8 minutos
5 maneiras fáceis de matar a sua carreira
Construção civil — Foto: Reprodução

BANG! Sem aviso, o rifle disparou, abrindo
um buraco no chão do carro de um coronel do exército. O rifle pertencia a um
jovem tenente que havia sido convidado para caçar com o coronel.

Ninguém se feriu, mas todos que estavam no
carro ficaram abalados com o incidente. Pior ainda, ao dar o tiro, o tenente acabou com as chances de receber uma promoção. Essa história foi contada pelo coach de executivos Bruce Sillers, que era do
mesmo batalhão na época.

Mas não é preciso disparar com um rifle para acabar com a sua carreira. Há situações mais sutis e mais cotidianas que podem significar suicídio profissional. Veja cinco comportamentos que você
deve evitar.

1. Enviar e-mail impróprio
A maioria é lúcida o suficiente para
saber que piadas de mau gosto ou correntes não têm vez na comunicação
corporativa. A maior parte dos funcionários de escritório se complica mesmo é
com respostas impulsivas a e-mail.

Algum dia você já leu um e-mail rápido
demais, disparou uma resposta colérica para todos os lados e depois descobriu
que tinha interpretado mal a mensagem daquele primeiro remetente? Além de
desperdiçar o tempo das pessoas, você acaba envenenando suas relações de
trabalho, talvez para sempre.

Antes de responder a um e-mail que elevou
sua pressão sangüínea, aplique o teste útil de perguntar a si mesmo: “Será que
eu me sentiria à vontade explicando minha resposta no banco dos réus?” ou “Eu
ia querer que minha resposta fosse publicada na primeira página do The New York
Times?”

Você sabe qual é o profissional ideal daqui a 5 anos para o Gartner?

Se a resposta for não, esfrie a cabeça.
Salve a mensagem em uma pasta de rascunhos e examine-a depois. Você tem certeza
de que é isso que deseja escrever, sobretudo se estiver insultando diretamente
o destinatário? Será que suas palavras poderão ser interpretadas mais
negativamente do que você pretende?

Por fim, você quer que esta mensagem chegue
ao seu chefe – ou ao diretor de RH? A propósito, não se apóie em nenhum recurso
“unsend”. Ele vai falhar quando você mais precisar. E tome muito cuidado para
não apertar o botão Responder a todos, ou sua conversa supostamente pessoal
será a mais nova fofoca do escritório.

2. Humilhar colaboradores
Depois de executar um volume de trabalho
significativo para um determinado cliente, decidi, um dia, tentar ter mais presença junto a este cliente. Telefonei para um executivo de outra área
desta organização, apresentei-me e disse que “Carl” (nome fictício do executivo
de TI com quem eu costumava trabalhar) estava satisfeito com meu trabalho.

Este executivo replicou: “E por que eu
deveria ligar para o que Carl pensa?”

Não foi inteligente da parte dele dizer
isso, em especial para alguém que é de fora da organização. Se Carl tivesse ouvido
esta observação – este tipo de coisa se espalha – um gigantesco abismo seria
criado entre ele e seu indiscreto colega. Mais importante, observações como
esta afetam a credibilidade da organização.

Veja outro exemplo: digamos que você seja a
pessoa a quem o help desk leva os problemas que não consegue resolver. Você
descobre, ao conversar com um cliente, que o membro da equipe com quem ele
falou deu-lhe informações escassas. Talvez você ache este membro da equipe um
idiota, mas não é uma boa idéia dizer isso ao cliente.

Antes de tudo, se seu chefe ficar sabendo
que você fala mal dos seus colegas para os clientes, você poderá ter sérios
problemas. Denny Brown, CIO da concessionária de energia elétrica Arizona
Public Service, é categórico: este tipo de comportamento constitui
insubordinação e, portanto, é “motivo de demissão”.

O ideal é manter uma frente unida ao lidar
com o cliente. Resolva o problema com seu colega nos bastidores.

3. Contradizer o chefe em público
Suponha que seu chefe cometa um erro
factual ao fazer uma apresentação. Será que você deve corrigi-lo no ato,
achando que ele vai agradecê-lo por chamar atenção para o erro na frente de
todos?

Hum… não.

Você dificilmente será benquisto se
corrigir o chefe em público. O mais provável é que ele fique aborrecido por
fazer papel de bobo e talvez até queira saber por que você não detectou o erro
antes da apresentação.

Em que circunstâncias você pode contradizer
o chefe em público com segurança? Vislumbro apenas duas.

Se o prédio estiver em chamas e o chefe
apontar a saída errada para as pessoas, provavelmente você poderá corrigi-lo
com poucas conseqüências.

Se o chefe achar que cometeu um, mas não
cometeu, você pode falar – quanto mais alto, melhor. Por exemplo, o chefe
menciona o fornecedor correto de backup off-site, mas em seguida diz:
“Desculpem, me enganei”, você pode dizer: “Não, chefe, você estava certo”.  Não é sempre que você tem uma oportunidade
destas, portanto, aproveite.

Do contrário, exercite extrema discrição
quando seu chefe errar em público. Se o assunto for realmente importante (o CIO
informa a data errada em que a implementação SAP entrará em operação), aborde-o
durante o intervalo e mencione o erro discretamente. No reinício da sessão, um
CIO inteligente e generoso aponta o erro, desculpa-se e lhe dá o crédito da
correção.

Se faltar muito tempo para o intervalo,
tente atrair a atenção do chefe com o olhar e falar-lhe em particular. Mas
nunca o corrija em voz alta na frente do grupo.

4. Cometer erros sociais grosseiros em um
evento da companhia

Comportamento inadequado de funcionários em
festas do trabalho é clichê desde os anos 50, mas isso não significa que as
pessoas não façam um papelão. Don Michalak, co-autor de Making the Training
Process Work e consultor de empresas como Ford, KPMG e Marsh & McLennan
Co., enfatiza que estes encontros não são eventos puramente sociais. “Não faça
nada que não faria no escritório da sua empresa ou de um cliente.”

Sim, haverá comida na festa. Vá em frente e
coma, mas não chame atenção estacionando na mesa do coquetel de camarão. (Certo
ou errado, as pessoas vão reparar se você exagerar.) Uma boa idéia é comer
alguma coisa antes da festa para não parecer esfomeado ao chegar. Tome cuidado
se houver bebidas alcoólicas, você sabe o que pode acontecer se beber demais.

Se levar um convidado, peça-lhe que tome
cuidado com as palavras. Você não vai quer que ele diga ao seu chefe: “Você não
é tão careca quando falaram”.

A propósito, por mais que você se dê bem
com seus colegas, uma festa não é o momento certo para reclamar das horas
extras que precisou trabalhar para implementar SAP. Se você chegar a conversar
sobre as horas ou o projeto, procure ser positivo: “Foi difícil, mas consegui”.

5. Eliminar possibilidades de retorno ao
sair

Muita gente tem a fantasia de criticar o
chefe ao deixar a empresa. Pense duas vezes antes de soltar o verbo. Você se
lembra da bolha da internet dos anos 90? Muitos profissionais de TI saíram de
empresas tradicionais com a idéia de faturar milhões em start-ups de internet,
que acabaram fracassando. Quem saiu em bons termos com seu antigo empregador
teve mais chance de ser recontratado.

Christian Bass acredita piamente em manter
boas relações com empregadores anteriores. Até 2006, Bass era diretor de
tecnologias acadêmicas na George Washington University. Depois que se desligou
da GWU, trabalhou por dois anos em uma empresa de consultoria. Em 2008, criou
sua própria companhia, a Successant. Recentemente, Bass negociou um contrato de
consultoria com seu antigo chefe na GWU.

Ao sair da GWU, Bass deixou claro que era
por razões positivas, e não negativas. “Quando alguma coisa me aborrecia no
trabalho, eu resolvia, não permitia que se transformasse em um motivo para ir
embora.” Bass também ressaltou a importância de deixar atrás de si uma boa
reputação e um histórico de realizações sólidas.

Portanto, quando se desligar de uma
empresa, que seja da maneira mais amistosa possível. Ao fazer o Grande Anúncio
da saída, enfatize as vantagens do futuro emprego, nunca as desvantagens do
atual. Aponte razões para ser grato por ter trabalhado ali, mas seja sincero,
não invente coisas.

Se você aprendeu alguma coisa com seu chefe
e seus colegas de trabalho, diga-lhes. Mesmo que você tenha enfrentado
dificuldade com alguém, pode dizer, por exemplo: “Obrigado por me ensinar a
fazer um benchmark de um ambiente Active Directory”. Sair em bons termos só
poderá ajudá-lo se você reencontrar estas pessoas posteriormente.

O suicídio profissional pode acontecer com
muita facilidade, de várias maneiras. Felizmente, tomando atitudes sensatas,
você pode reduzir as chances de isso acontecer.

Calvin Sun – Computerworld, EUA

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