Relatório da Symantec aponta diversificação dos criadores de vírus e revela que, em 2008, foi identificado 1,6 milhão de códigos maliciosos
O número de vírus de computador vem crescendo de forma bastante rápida e a tática de seus criadores está mudando, de emails que se fazem passar por mensagens de fontes legítimas para ameaças ocultas em sites aparentemente seguros, como o de uma pousada local, informou a empresa de software de segurança de computadores Symantec, ao divulgar, na terça-feira (14/04), seu Relatório Sobre Ameaças de Segurança na Internet.
De acordo com o documento, houve grande aumento no número de vírus e outras pragas eletrônicas na web, com 624.267 identificados em 2007 ante 1,6 milhão em 2008,.
“Dentre todas as ameaças (de softwares malignos) dos últimos 20 anos, 60% surgiram nos últimos 12 meses”, disse Vincent Weafer, vice-presidente de informações e segurança de conteúdo. Os atacantes estão deixando de lado a técnica de spam por email conhecida como phishing, usada para obter informações pessoais sobre usuários, e recorrendo à invasão de sites legítimos para praticar roubos de dados.
Os criminosos tendem a evitar sites de grandes empresas que têm condições de reparar páginas rapidamente, se concentrando em sites menores, não operados por profissionais, como os de uma pousada. O relatório da Symantec menciona outros exemplos como sites do governo dos Estados Unidos e do Reino Unido, que foram infectados.
“Os bandidos estão invadindo sites legítimos e os comprometendo”, disse Weafer.
O objetivo dos vírus é roubar, e a expansão do acesso em banda larga em vários países torna mais fácil que áreas sem controle sirvam como anfitriãs a crackers.
“Em 2008, 78% das ameaças a informações confidenciais exportaram dados sobre os usuários e 76% utilizaram um sistema de registro de digitação para roubar informações como as senhas de contas bancárias online”, afirma a Symantec em relatório.
Assim que números de cartões de crédito, nomes de usuário e senhas são roubados, eles são vendidos no mercado negro.
“O item mais popular à venda nos servidores da economia clandestina em 2008 foi informação sobre cartões de crédito, que respondeu por 32% do total”, segundo o levantamento. “O preço de cada cartão pode ser de apenas US$ 0.06, quando as informações são compradas em lotes.”
Já senhas de contas bancárias foram o segundo item mais vendido, com participação de 19%, por entre US$ 10 e US$ 1.mil cada. Nomes de acesso a contas de email e senhas ficaram em terceiro lugar, com 5% e custando entre US$ 0,05 a US$ 100.