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60% das startups no Brasil não têm ações de diversidade

Apesar da grande maioria das startups brasileiras (96%) afirmar apoiar a diversidade, na prática a realidade é bem diferente. Mais de 60% não possuem ações ou processos seletivos voltados para a inclusão, segundo o Mapeamento do Ecossistema Brasileiro realizado pela Abstartups em parceria com a Deloitte. “Quase 70% do ecossistema é composto por pessoas brancas […]

Publicado: 20/03/2026 às 20:09
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3 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Apesar da grande maioria das startups brasileiras (96%) afirmar apoiar a diversidade, na prática a realidade é bem diferente. Mais de 60% não possuem ações ou processos seletivos voltados para a inclusão, segundo o Mapeamento do Ecossistema Brasileiro realizado pela Abstartups em parceria com a Deloitte.

“Quase 70% do ecossistema é composto por pessoas brancas e mais de 90% das pessoas são héteros, o que demonstra que o ecossistema não vai se tornar mais inclusivo se não houver um esforço para isso”, ressalta Cristiano Freitas, diretor financeiro e diretor executivo interino da Abstartups.

Mesmo diante do aumento de startups nos últimos anos, em especial desde o início da pandemia, a representatividade não melhorou. O número de fundadores autodeclarados brancos aumentou em torno de 5%, chegando a 69%, enquanto o de pessoas pardas caiu na mesma proporção, sendo apenas 17,8%.

Leia também: Número de negros e pardos contratados em tecnologia supera o de brancos

O estudo também indica que homens cisgênero são a maioria dos que fundam startups, chegando a cerca de 75%, independentemente da etnia. Já entre as mulheres que mais fundaram startups o destaque fica com as indígenas, mas elas ainda estão muito distantes da equidade, apenas 33,3% das startups fundadas por mulheres são de mulheres indígenas.

“Este tipo de informação chega para nós como um termômetro de como está o nosso ecossistema. Isso não quer dizer que apenas homens brancos têm boas ideias — quer dizer que falta diversidade também no ambiente de investidores”, conclui Freitas.

Quando se olha para o quadro de colaboradores é possível ver uma melhora na proporção de pessoas pretas e mulheres cisgênero, mas ainda muito longe do ideal. Enquanto em 2020 não era possível encontrar nenhuma pessoa preta em mais de 50% das startups, em 2021 essa porcentagem caiu para 31,2%.

No caso das mulheres essa redução foi menor, cerca de 19,1% das startups não possuem mulheres no time, uma diferença de 7% com relação ao ano anterior, em que esse número era 26,9%.

Ainda segundo o mapeamento, outro fator preocupante é que 62,3% não contam com pessoas de 50 anos ou mais no seu quadrado de colaboradores e esse número sobe para mais de 90% quando o recorte é de pessoas com deficiência ou pessoas transexuais.

Para chamar atenção desse cenário e apoiar startups em ações que melhorem a representatividade em seus quadros de colaboradores e lideranças, a Abstartups disponibilizou o Guia da Diversidade das Startups.

Trata-se de um material gratuito com orientações para que startups sejam mais ativas em relação à promoção da diversidade no ambiente corporativo.

“O ecossistema não vai se tornar mais inclusivo se não houver um esforço para isso. Há necessidade de ser propositivo nas ações e o guia veio com o objetivo de incomodar com a realidade apresentada”, finaliza Freitas.

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