<span lang=PT-BR>Corsair XMS PC4000 Pro Series</span> Tivemos a oportunidade de testar mais uma memória especial, dessa vez a Corsair XMS PC4000 Pro, desenhada para operar em 250 MHz (DDR500) e testada em algumas placas pela própria Corsair. Esse par de módulos nos foi cedido por um amigo, mas a Buscar Imports ( ) que […]
Tivemos a oportunidade de testar mais uma memória especial, dessa vez a Corsair XMS PC4000 Pro, desenhada para operar em 250 MHz (DDR500) e testada em algumas placas pela própria Corsair.

Esse par de módulos nos foi cedido por um amigo, mas a Buscar Imports (
) que representa a Corsair no Brasil, também nos ofereceu um outro par para avaliação, o modelo PC4400 que em breve estará publicado.
A Corsair é uma marca consagrada entre os praticantes de overclock, mas é antes de tudo um fabricante de memórias tal como a Kingston ou outra marca de renome. Entre seus produtos existem a linha ValueSelect, equivalente a ValueRam da Kingston, a linha XMS, que podemos considerar similar a HyperX da Kingston, e agora a linha XMS Pro Series com um dissipador bem maior, e os exclusivos leds que sinalizam a atividade da memória.


Para os mais conservadores também existe uma PC4000 XMS comum, com o clássico dissipador de alumínio da Corsair e sem os leds, e tudo indica que se ambas usam o mesmo chip Hynix. O grande diferencial da linha Pro é mesmo os leds, que oscilam conforme o uso da memória. Quando o acesso da memória é pequeno, como nas situações de repouso do processador, apenas 2 ou 3 fileiras de leds verdes estão acesas, mas à medida que os acessos se tornam mais intensos aparecem os leds amarelos e por fim os vermelhos. Que fique bem claro que se trata apenas de efeitos visuais, sem nenhuma aplicabilidade prática.

Por outro lado, os dissipadores são maiores fazendo a altura da memória passar dos clássicos 3 cm para 4.5 cm. Isso pode ser um problema em alguns gabinetes, e não ficou claro se a maior área se traduz efetivamente em melhor dissipação térmica. Parece que existe uma pasta térmica entre o chip e o dissipador, mais eficiente do que a fita adesiva térmica tradicionalmente usada. Em uma ABIT KV8-MAX3 equipada com o Zalman 7000Cu, a altura maior desse módulo não permite a instalação no primeiro Slot, e nos demais não conseguimos a estabilidade necessária.


O SPD da memória deveria ser ajustado com timing 3-4-4-8, mas isso pode variar dependendo da placa mãe. Na IS7 e na AI7 foram reconhecidas como 3-4-4-7 e DDR466, e não DDR500. Por isso verifique antes de realizar o overclock qual o timing reconhecido pela placa mãe, pois se for diferente de 3-4-4-8 dificilmente se conseguirá os aclamados DDR500. Em nossos testes usamos uma ABIT AI7 com um Pentium 4 de engenharia, com o multiplicador desbloqueado, procurando sempre manter a freqüência total perto de 3.0 GHz, e conseguimos o seguinte quadro de possibilidades:
|
Timing |
2.6v |
2.7v |
2.8v |
|
2-3-3-7 |
215 MHz |
220 MHz |
230MHz |
|
2.5-3-3-7 |
225 MHz |
225 MHz |
232 MHz |
|
3-4-4-8 |
255 MHz |
255 MHz |
260 MHz |
Para chegar a esses números realizamos inúmeros testes de estabilidade, e conseguimos assim uma visão aproximada de algumas características desse módulo. Para começar, é um dos poucos módulos DDR500 que conseguem operar em 400 MHz também com baixas latências, pois os outros tipicamente não suportam qualquer CAS diferente de 3. Notamos também que embora a freqüência aumente com voltagens mais altas quando a latência é baixa, isso não se confirma na mesma intensidade quando usamos latências altas. Na sua forma padrão de uso, em 250 MHz com ajuste 3-4-4-8 não há nenhum beneficio significativo ao aumentar a voltagem de 2.6v (padrão) para 2.8v, e mesmo acima disso os ganhos não compensam o risco de uma instabilidade.
Realizamos algumas medidas de performance com uma Radeon 9800XT, sempre mantendo a freqüência do processador perto de 3.0 GHz. A fonte utilizada foi uma TTGI 350W, e o divisor de memória 1:1 (síncrono).
|
Aida |
Sandra |
||||
|
leitura |
escrita |
Float |
Int |
3dmark2001 |
|
|
200/200 2-3-3-7 |
4244 |
1699 |
4610 |
4585 |
17242 |
|
200/200 2-3-3-7 (PAT) |
5135 |
1859 |
4871 |
4900 |
17832 |
|
233/233 3-3-3-7 |
4852 |
1953 |
5300 |
5300 |
19135 |
|
250/250 3-4-4-8 |
5183 |
1998 |
5640 |
5671 |
19345 |
Usamos a AI7 em overclock com FSB em 250MHz e essas memórias DDR500 por horas a fio, sem nenhum erro ou travamento, provando ser uma configuração plenamente utilizável mesmo em uso constante. Acima de 255 MHz notamos alguma instabilidade com a voltagem original, que pode ser corrigida com um aumento para 2.8v, mas não recomendamos isso para uso regular. Nesse nível de overclock inúmeros fatores podem comprometer um bom resultado, e muitos deles não estão relacionados à memória isoladamente. Para quem conseguir comprar um Pentium 4 2.8 GHz do step M0 (código SL6Z5), é perfeitamente possível atingir 3.5 GHz usando uma AI7 e essa Corsair PC4000 Pro Series. Porém precisamos ser francos, esse módulo é mais caro do que as demais DDR500 existentes no mercado e seu limite está muito próximo do valor nominal de 250 MHz. Para ficarmos confortáveis, o ideal seria poder atingir 10% acima do valor nominal, atingindo 275 MHz (550 MHz). O efeito dos leds é realmente interessante, mas não temos como saber se compromete o desempenho ou aumenta o calor sem ter outro módulo sem os leds para comparar lado a lado.

É preciso avaliar se realmente uma DDR500 é mesmo a melhor opção para um overclock desses, pois algumas memórias DDR400 bem mais baratas são capazes de operar em 250:200 (modo assíncrono, divisor 5:4) com ajustes mais agressivos e bastante estabilidade, atingindo um nível de desempenho bastante próximo ao modo síncrono 250:250. Parece-nos ser uma opção mais interessante pelo custo. Não custa lembrar que pelo menos por enquanto essas memórias são indicadas apenas para overclock em Pentium 4, não há nenhum beneficio com Athlon XP ou Athlon 64 por enquanto, por não haver placas que suportem a operação continua com FSB em 250MHz.
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