Oito em cada dez grandes empresas brasileiras foram vítimas de ao menos um ciberataque nos últimos 12 meses, segundo pesquisa divulgada pela Logicalis em parceria com a Vanson Bourne. O CIO Report 2025 aponta um cenário preocupante para a segurança digital corporativa no país, com o surgimento de novas modalidades de ameaças. O levantamento indica […]
Oito em cada dez grandes empresas brasileiras foram vítimas de ao menos um ciberataque nos últimos 12 meses, segundo pesquisa divulgada pela Logicalis em parceria com a Vanson Bourne. O CIO Report 2025 aponta um cenário preocupante para a segurança digital corporativa no país, com o surgimento de novas modalidades de ameaças.
O levantamento indica que malwares e ransomwares continuam sendo os principais vetores de ataque, atingindo 40% das organizações pesquisadas. Na sequência aparecem o uso malicioso de deepfakes (37%), vazamentos de dados (34%), ataques com inteligência artificial (31%) e tentativas de phishing (28%).
“Estamos observando um novo tipo de ataque que vai além das abordagens tradicionais. A chegada de IA generativa e de deepfakes eleva a sofisticação das ameaças, especialmente em fraudes de identidade e acessos indevidos”, afirma Alexandre Murakami, Security Director da Logicalis.
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Dos casos registrados, 84% das empresas atacadas sofreram ao menos uma violação efetiva de segurança, enquanto 29% passaram por múltiplos episódios. Embora 41% das companhias tenham percebido redução no volume de ataques, 20% relataram aumento no período.
Para os próximos 12 meses, 97% dos executivos acreditam que suas organizações enfrentarão riscos cibernéticos significativos. Vazamentos de dados (36%), malwares (34%) e ataques internos maliciosos (33%) estão entre os maiores temores dos gestores.
As ameaças ligadas à inteligência artificial preocupam 32% dos entrevistados, enquanto deepfakes são considerados risco real por 20% das empresas. A falta de conscientização dos funcionários aparece como preocupação para 29% dos respondentes.
Apesar de 55% das empresas considerarem que seus investimentos em segurança atendem às necessidades atuais, 94% reconhecem espaço para melhorias – sendo 37% em avanços significativos.
O estudo revela ainda que 40% das organizações acreditam ter investido em ferramentas que não utilizam plenamente, enquanto 38% consideram que os produtos adquiridos não entregam o valor prometido. Outros 37% classificam a infraestrutura de correção de falhas como excessivamente complexa para gerenciamento eficiente.
Por outro lado, 95% dos gestores acreditam que os investimentos em segurança trouxeram retorno financeiro positivo, e 83% afirmam conhecer onde estão as principais brechas de segurança em suas organizações.
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