Segundo a Wikipedia, “Um satélite natural ou lua (em letra minúscula) ou ainda planeta secundário é um corpo celeste que orbita um planeta ou outro corpo menor“. No Sistema Solar há 240 objetos classificados como tal. Em torno de Marte, giram dois deles. De Vênus e Mercúrio, nenhum. Orbitando Júpiter há quatro, um deles, Ganimedes, […]
Segundo a Wikipedia, “Um satélite natural ou lua (em letra minúscula) ou ainda planeta secundário é um corpo celeste que orbita um planeta ou outro corpo menor“. No Sistema Solar há 240 objetos classificados como tal. Em torno de Marte, giram dois deles. De Vênus e Mercúrio, nenhum. Orbitando Júpiter há quatro, um deles, Ganimedes, maior que o planeta Mercúrio. O campeão é Saturno, com nove. Urano tem quatro, Netuno três e até o triste Plutão, recentemente rebaixado para a categoria de “planeta anão”, tem seu satélite natural, o desprezado Caronte. Se bem que a relação entre eles é muito estranha: Plutão é tão pequeno e, proporcionalmente, Caronte tão grande (metade do diâmetro de Plutão), que neste caso incomum o satélite não gira, propriamente, em torno do planeta, mas ambos giram em torno de um ponto situado no espaço entre eles, o baricentro (ou centro de gravidade) do sistema formado pelos dois corpos celestes. Ponto este que se move em torno do Sol em uma órbita perfeita, o que leva alguns astrônomos a classificá-los como um “planeta duplo”. Pobre Plutão, deixou de ser planeta, passou a anão e ainda querem fazer dele só metade de um corpo celeste. O coitado deve estar acometido de uma brutal crise de identidade.
Mas o que nos interessa no momento é nosso próprio planeta e seu satélite.
Pois acontece que a Terra tem só um satélite natural, a Lua, cujo diâmetro (3.476 km) é pouco mais de um quarto do da Terra (12.756 km no equador). Bem grande, como se vê, mas mesmo levando em conta que a distância entre ambas é de cerca de 380 mil quilômetros, isto não é suficiente para fazer com que o centro de gravidade do sistema se desloque para fora da Terra. Assim, podemos afirmar que “a Lua gira em torno da Terra”, o que livra a ambos da pecha de planeta duplo. Se bem que por pouco.
A Lua, além da Terra, é o único corpo celeste já visitado por nós. O que não deixa dúvidas sobre sua importância para nós, humanos. E não só por esta razão ? embora algumas das demais estejam associadas a comportamentos não muito recomendáveis. Basta lembrar o que se quer dizer quando se acusa alguém de “viver no mundo da lua”. Ou do significado do adjetivo “lunático”. Ou ainda atentar para aqueles que afirmam que em noites de lua cheia aumenta o índice de criminalidade e o número de atendimentos nas emergências hospitalares. Pois há quem jure que a Lua exerce importante influência no comportamento humano.
Por outro lado há quem afirme que tudo isto não passa de crendice. E, quando confrontados com os índices estatísticos que apontam para alguma correlação entre tais ocorrências e períodos de lua cheia, respondem que o comportamento humano é influenciado pelas crenças dos grupos sociais, portanto se um grupo acredita que o plenilúnio afeta o comportamento humano, este comportamento de fato muda na época de lua cheia ? não por efeito desta Lua cheia, mas pela força da crença.
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Por outro lado, há quem diga que isso não passa da chamada “Ilusão de Ponzo”, um efeito demonstrado pelo psicólogo italiano Mario Ponzo em 1913.
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Para entender a ilusão, examine com atenção a Figura 2 onde, atravessando os trilhos de uma ferrovia, eu desenhei dois bastões horizontais de diferentes comprimentos. Não precisa ser um gênio para descobrir qual deles é o mais longo, pois não? Basta prestar um pouco de atenção.