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von Neumann IV: pioneiro da informática

Theres no sense in being precise when you don”t even know what you”re talking about. (Não faz sentido ser preciso quando nem ao menos se sabe do que se está falando) – J. von Neumann Os computadores modernos não têm um “inventor”. Pode-se falar em precursores, indo até os tempos de Babbage e Jacquard ou […]

Publicado: 27/05/2026 às 14:48
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14 minutos
von Neumann IV: pioneiro da informática
Construção civil — Foto: Reprodução

Theres no sense in being precise when you don”t even know what you”re talking about. (Não faz sentido ser preciso quando nem ao menos se sabe do que se está falando) – J. von Neumann

Os computadores modernos não têm um “inventor”. Pode-se falar em precursores, indo até os tempos de Babbage e Jacquard ou mesmo dos artesãos que criaram as caixas de música do século XVI, a rigor os primeiros artefatos programáveis. Mas não se atribui a um único indivíduo ? ou pelo menos não há consenso sobre o tema ? a glória de haver “inventado” os computadores. Eles são, na verdade, uma criação coletiva, um trabalho em conjunto de diversas equipes de mentes privilegiadas, trabalhando juntas ou de forma independente, tomando ou não conhecimento do trabalho umas das outras. Nossos computadores são, portanto, fruto do trabalho e esforço colaborativo de um formidável grupo de grandes cientistas.

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Alguns nomes, naturalmente, se destacam. Alan Turing e seu Colossus é o primeiro que me vem à mente, mas não se podem esquecer as figuras de Herman Hollerith e sua “máquina de tabular” de 1888 que usava os cartões perfurados inventados por Jacquard como dispositivos de entrada, Howard Aiken e seu Harvard Mark I construído em 1944 e os jovens John Mauchly e J. Presper Eckert, com seu magnífico ENIAC. Cada um deles ofereceu uma contribuição extraordinária para a concepção do que hoje chamamos de “computador”. Perto delas, talvez, a contribuição de John von Neumann talvez não fosse tão gigantesca. Mas foi ele que deu, talvez, o maior impulso para que a primeira máquina digna de ser chamada de “computador” fosse efetivamente construída. Pois, mostrando mais uma vez sua peculiar habilidade de “continuar de onde os outros não conseguiam prosseguir”, foi ele que “juntou as partes”, reuniu concepções esparsas, algumas delas já eventualmente estabelecidas e, literalmente, arquitetou um meio de reuni-las em algo prático, que funcionasse. E é justamente graças a esta concepção que, até hoje, todas as máquinas que de uma forma ou outra são classificadas como “computadores”, desde os pequenos artefatos de bolso até os supercomputadores modernos, são consideradas “máquinas de von Neumann” porque obedecem à “arquitetura de von Neumann” engendrada por ele.

Mas por que cargas d?água ele se meteu nesta empreitada?

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