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O poder de backup, recuperação e arquivamento integrados

Por Ko Lam Ng Este texto foi escrito por um executivo da EMC no Brasil. Eu gostei tanto do texto que resolvi (com sua autorização) utilizá-lo aqui no ForumPCs pois este tem vários ganchos que permitem discussões adicionais. Todos os comentários em itálico (como este parágrafo) são de minha autoria enquanto os parágrafos em estilo […]

Publicado: 12/05/2026 às 13:44
Leitura
9 minutos
O poder de backup, recuperação e arquivamento integrados
Construção civil — Foto: Reprodução

Por Ko Lam Ng

Este texto foi escrito por um executivo da EMC no Brasil. Eu gostei tanto do texto que resolvi (com sua autorização) utilizá-lo aqui no ForumPCs pois este tem vários ganchos que permitem discussões adicionais. Todos os comentários em itálico (como este parágrafo) são de minha autoria enquanto os parágrafos em estilo “normal” são de autoria de Ko Lam Ng.

O assunto é bem oportuno, uma vez que na semana passada minha coluna

“Não apague minha lixeira de jeito nenhum”

tratava do assunto de perda de dados e informações.

As empresas hoje em dia utilizam-se de processos de backup e recuperação obsoletos. Para agilizar esses processos, os profissionais de TI usam backups diferenciais ou incrementais, conectam servidores múltiplos a um sistema de fita ou até deixam de fazer backup totalmente ou com menos freqüência.

Embora isso possa aumentar a velocidade de backup, aumenta também o tempo de recuperação, o que deveria ser a prioridade. Ao integrar e alinhar os processos de backup, recuperação e arquivamento, as empresas poderão otimizar a busca e recuperação de informações, bem como melhorar o desempenho produtivo.

Na minha própria experiência como consultor de empresas vejo no dia a dia muita confusão. Há falta de regras formais, como backups não rigidamente periódicos e subtração dessas fitas para arquivamento. Ao longo desse texto ficará mais claro entender que cada uma dessas funções tem um propósito, uma tecnologia e uma forma própria.

O primeiro passo ao migrar para uma nova solução consiste em compreender a diferença entre backup e arquivamento. Backups são cópias de informações produtivas ativas, utilizadas quando surge um problema dentro de um ambiente de produção, e precisa-se de uma cópia de recuperação para as coisas voltarem a funcionar. Já que os backups visam as informações da empresa que estão em constante mutação, prefere-se sempre uma cópia boa, conhecida e mais recente a uma cópia mais antiga. Portanto, backups são, geralmente, de curto prazo e freqüentemente sobrescritos.

Já o arquivamento, por sua vez, não visa à “recuperação” de um aplicativo ou dados de negócio e sim a recuperação de uma informação, geralmente arquivo, e-mail ou outro item de conteúdo individual. Arquivamente não é uma cópia dos dados de produção, mas sim a versão primária de um dado de conteúdo fixo, ou seja, que já se encontra em estado “inativo” ou “inalterado”. Quando os dados não são mais alterados ou usados com freqüência, o ideal é retirá-los do fluxo de backup periódico, movendo-os para uma outra área, mas mantendo o acesso a eles de forma transparente.

Para ilustrar melhor este conceito exemplifico com os dados de vendas de uma empresa de um período anterior, já contabilizado, analisado e encerrado, como as vendas de 2004. Esta base de informações pode ser arquivada por inúmeras razões, desde tornar mais “leve” a base de dados de produção como isolar os dados brutos de vendas de um período. Uma vez que as vendas de 2004 não serão mais alteradas, faz sentido separá-las da base de informações e tirá-la do processo regular de backup da empresa.

Integrante arquivamento e backups

Há certas vantagens ao mover o conteúdo fixo para um arquivamento ativo online, fora do ambiente de produção. Uma delas é que o volume de dados desse ambiente é reduzido e os volumes e tempos de backup também. Assim, a recuperação dos dados torna-se mais focada, rápida e simples, pois vem do arquivo passível de busca online e não de uma imagem de backup.

Finalmente, com menor volume de dados, o desempenho do aplicativo melhora, tornando-se mais consistente e previsível. Uma vez reduzido o volume de backup, o backup propriamente dito e a recuperação em disco tornam-se justificáveis e mais simples. Isso gera vários benefícios e o resultado é um aumento na capacidade de busca e recuperação da informação.

Tecnologia de arquivamento

Há muitas tecnologias recentes que ajudam as empresas integrar e alinhar os processos de backup, recuperação e arquivamento. Para este último, temos ferramentas de software que trabalham com aplicativos para buscar e mover dados estáticos com base em políticas pré-determinadas do sistema primário para um segundo nível de armazenamento. Isso deixa as informações online para o aplicativo, fora da janela periódica de backup, em um meio de armazenamento mais econômico.

O meio alternativo citado por Ko Lam pode ser desde um segundo nível de storage, um outro set de discos menos nobres (mais lentos), um disco simples, uma unidade de fita robotizada etc. Tanto quanto mais provávelo acesso a esta informação mais “online” esta deve estar. Mesmo o acesso a dados que residem em fitas é possível, mas com uma latência de acesso bem maior.

Muitos clientes acham vantajoso arquivar dados de e-mail e servidor de arquivos. O arquivamento de banco de dados e produtos de gerenciamento de conteúdo corporativo para fora do ambiente de produção também podem ser feitos.

A situação ideal seria que os sistemas de armazenamento de arquivos oferecessem funcionalidade para dar suporte às necessidades de retenção de dados a longo prazo para arquivos ativos, escalabilidade e gerenciamento mais fáceis, a um custo total de propriedade (TCO) mais baixo do que o ambiente produtivo. As plataformas avançadas de arquivamento também oferecem garantia de autenticidade do conteúdo, independência em sua localização e funcionalidade embutida de replicação.

Tecnologia de backup

São muitas as opções de software para backup em disco que podem melhorar o desempenho e maximizar os benefícios do disco em relação a fita. As melhores soluções devem ter alto desempenho e funcionalidade comprovada para recuperação de ambientes mistos de disco e fita.

A introdução de disk drives mais econômicos (ATA) levou à criação de plataformas de backup com base em disco também mais econômicas, com múltiplas opções. Sistemas básicos com proteção RAID e drives ATA podem oferecer soluções acessíveis de backup e a flexibilidade de suportar outros aplicativos e necessidades com drives mais baratos. Esses sistemas funcionam com software de backup avançado, que pode usar a capacidade de disco para backup e recuperação.

Um outro tipo comum de arquitetura de backup em disco é um dispositivo que emula as bibliotecas de fitas. Esse dispositivo implementa a virtualização de um ambiente de fita, o que permite a manutenção dos processos e dos softwares de backup utilizados. Alem disso, essa solução geralmente oferece funcionalidade embutida de compressão e replicação dos dados de backup e gerenciamento simplificado.

Como custo é tudo!! Como os discos atuais são bem baratos, essa tecnologia de emular o ambiente de fitas é muito exeqüível. A tecnologia de bilbioteca de fitas vem da época dos mainframes da década de 70. Não é novidade. Mas a virtualização deste ambiente, aproveitando a inteligência de software já existente, com performance bem melhor. O acesso aos discos sempre será muito mais rápido que as fitas pela natureza do acesso seqüencial das mesmas contra o acesso aleatório dos discos.

Algumas empresas já implantaram sistemas integrados de backup, recuperação e arquivamento. Uma delas, um banco, buscava uma solução para recuperação de dados mais rápida e confiável, ao mesmo tempo em que gerenciava um crescimento constante de informações, sem adicionar novos custos administrativos.

A empresa implantou uma tecnologia de arquivamento para a extração de imagens de cheques, baseado em políticas, para um arquivo ativo. Seu conteúdo fixo é periodicamente migrado de seu armazenamento Fibre Channel para uma plataforma de arquivamento de custo inferior, o que reduziu a capacidade nível 1 do aplicativo em 80% e impulsionou o crescimento para uma plataforma mais barata. Ao mesmo tempo, enquanto os dados continuavam a crescer a uma taxa de 30% ao ano, os backups permaneciam estáveis, já que o conteúdo fixo é automaticamente movido para fora do ambiente de backup. Um sistema de backup para disco permitiu que o banco melhorasse seu tempo de recuperação de dados e otimizasse seus recursos de fita.

Integração e alinhamento

Para a implementar uma solução integrada e alinhada de backup, recuperação e arquivamento de dados, a empresa precisa primeiro compreender melhor quais as informações que se encontram em seus ambientes e onde se encontram os maiores desafios. Aqui estão algumas das perguntas que podem ajudar a deslanchar o processo:

• Quais são os aplicativos mais problemáticos em termos de backup, recuperação e arquivamento?

• Qual é o volume de dados em aplicativos primários que representam conteúdo estático que pode ser movido para um arquivamento inativo?

• Para quais aplicativos é necessário reter os dados por longos prazos? Existem regulamentos específicos a serem obedecidos?

• Quais são os aplicativos que precisam do tempo menor de recuperação? Quanto tempo de paralisação é aceitável?

• Quanto se gasta com mídias em fita? E quanto ao gerenciamento e manutenção destas mídias fora da empresa? Uma parte desse dinheiro poderia ser aplicada em um upgrade para um ambiente integrado usando discos para backup, recuperação e arquivamento?

Encontrar as respostas para essas perguntas exigirá planejamento, capital humano, uma cuidadosa análise das metas empresariais, e investimento em equipamento e software. Isto pode ser um projeto complexo, mas as vantagens de se implantar uma solução integrada e alinhada de backup, recuperação e arquivamento podem ser significativas. E a melhor coisa a fazer é começar a pensar sobre o assunto.

Backup e arquivamento jamais deixarão de ser preocupações sensíveis dentro da empresa. A boa notícia é que se por um lado o volume de dados cresceu de forma exponencial, os dispositivos e os softwares que os controlam evoluíram sobremaneira, tornando a tarefa de manter os dados, arquivos e backups muito mais simples e mesmo mais acessíveis (custo).

Ko Lam Ng é gerente de Produtos de Backup, Recovery e Archive (BURA) da EMC Brasil

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