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Tecnologias para aumentar a duração das baterias – 1

Não é de hoje que se persegue forma de ampliar o uso de dispositivos móveis como notebooks. A própria Intel quando lançou a plataforma Centrino deu um bom passo nessa direção. Nesta ocasião os notebooks que tinham autonomia de uma hora e meia até duas horas e meia puderam se beneficiar com a ampliação para […]

Publicado: 12/05/2026 às 22:33
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Tecnologias para aumentar a duração das baterias – 1
Construção civil — Foto: Reprodução

Não é de hoje que se persegue forma de ampliar o uso de dispositivos móveis como notebooks. A própria Intel quando lançou a plataforma Centrino deu um bom passo nessa direção. Nesta ocasião os notebooks que tinham autonomia de uma hora e meia até duas horas e meia puderam se beneficiar com a ampliação para quatro a cinco horas de uso contínuo. Mas isso ainda não é o bastante. Nem sempre se consegue todo este tempo de usopor conta do perfil de uso do notebook. Se aplicações mais pesadas e que demandam mais recursos são usadas, este tempo pode diminuir sensivelmente.

Recentemente foi divulgada uma pesquisa por um instituto independente que cita grande a duração das baterias como o segundo critério mais importante na hora da compra e este mesmo motivo como sendo o principal desejo de melhoria dos atuais proprietários de notebooks.

Estive em uma discussão no IDF sobre este tema e esperava ter contato com novos tipos de baterias, mas qual não foi minha surpresa ao perceber que todas as pesquisas estão em outra direção, ou seja, no uso mais eficiente do software, do processador e dos periféricos do computador móvel como telas de LCD, discos rígidos etc. Algumas das tecnologias aqui apresentadas já estão em uso ou muito perto disso enquanto outras são promissoras pesquisas. A nova plataforma de mobilidade da Intel chamada Santa Rosa, conterá boa parte das tecnologias aqui apresentadas, conseguindo galgar mais um degrau no caminho proposto há alguns anos que é prover 8 horas de autonomia para as baterias de notebooks.

As iniciativas apresentadas são uma somatória de diversos fabricantes como a própria Intel, Toshiba, Hitachi, Microsoft (que se fizeram presentes no IDF nesta apresentação). Cada uma delas traz melhorias em sua área de competência. Parecem ganhos pequenos, mas um a um, quando somados fazem toda a diferença.

Advanced Smart Cache : é uma area de cache L2 do processador que pode ser compartilhada pelos dois núcleos. Isso reduz muito o “cachê miss”, ou seja, a necessidade de qualquer núcleo ler a memória principal e por conseqüência gastando menos energia (e também obter melhor performance).

Dynamic Power Coordination : os núcleos do processador podem fazer uma transição independente e dinâmica para estados de baixa potência como HALT, STOP CLOCK, DEEP SLEEP, DEEPER SLEEP e ADVANCED DEEPER SLEEP. Nos estados de mais baixo consumo o processador consegue liberar dinamicamente o conteúdo da memória cache de forma a desenergizar esta parte do processador e assim o mesmo pode usar uma tensão muito mais baixa. Quando requisitado o processador entra instantaneamente nos estados mais energizados provendo o desempenho que se espera dele.

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Robson : memórias não voláteis (tecnologia NAND-algo como Flash) serão usadas na nova plataforma “Santa Rosa” como cache dos discos rígidos. Com a vantagem de ser não volátil, persistirá o conteúdo da mesma após desligar e ligar os equipamentos. Por causa disso diminuirá a solicitação de leituras “reais” (mecânicas) aos discos rígidos, poupando energia. Curioso que várias empresas estão experimentando sobre este conceito. A Microsoft no Vista vai detectar a presença de memórias não voláteis e usá-las como cache. A Samsung já está fabricando discos rígidos híbridos cujo cache interno também usa memórias não voláteis e a Intel que com Robson traz este recurso no chipset.

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Display Power Savings Technology : Esta é a parte que mais me surpreendeu. Existem várias pesquisas e iniciativas para melhorar o consumo do LCD dos notebooks. Algumas óbvias, algumas surpreendentes. Intel e Toshiba (fabricante de painéis LCD para notebooks) estão juntas nesta empreitada. Algo que já existia mais foi aperfeiçoado é a tecnologia de controle da luminosidade do LCD em função da luz ambiente, com ganhos potenciais de até 25% . Além do controle da intensidade, uma forma de intensificar a imagem sem aumentar o consumo de energia, permite melhorar a legibilidade da tela.

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São várias técnicas desenvolvidas que envolvem o Display pois este é um dos componentes que mais consomem energia. Semana que vem continuarei esta coluna detalhando mais os esforços na área de Display feitos pela Intel e seus parceiros além dos esforços nas áreas de HDs e também do software. Não perca!

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