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A volta para a Lua!!

Os “jovens há mais tempo” viram isso com seus próprios olhos. Eu vi! Parecia algo inimaginável alguém colocando os pés na superfície de lua, dando um pequeno passo para o homem e um passo gigante para a humanidade, segundo Neil Armstrong. As viagens à Lua foram suspensas por motivos econômicos e políticos. Já não mais […]

Publicado: 12/05/2026 às 22:17
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8 minutos
A volta para a Lua!!
Construção civil — Foto: Reprodução

Os “jovens há mais tempo” viram isso com seus próprios olhos. Eu vi! Parecia algo inimaginável alguém colocando os pés na superfície de lua, dando um pequeno passo para o homem e um passo gigante para a humanidade, segundo Neil Armstrong. As viagens à Lua foram suspensas por motivos econômicos e políticos. Já não mais trazia grande visibilidade para a Nasa e para os políticos “papagaios de pirata” que saiam nas fotos da época. Os mais aficionados sabem que a última viagem da Apolo 17 foi de longe a mais brilhante e mais profícua cientificamente falando. Mas aposto que ninguém é capaz de lembrar o nome dos valorosos astronautas dessa missão. A saber, Eugene Cernan, Harrison Schmitt (geólogo-o único entre todos os que voaram nas missões Apollo) e Ronald Evans.

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Mas quase 40 anos depois, uma nova missão está em progresso, já idealizada pela Nasa. Chama-se projeto ORION. A tecnologia sendo desenvolvida tem a previsão de fazer seus primeiros vôos em 2014 e chegar de novo à Lua entre 2018 e 2020. Mas o que tem este assunto a ver com o ForumPCs? Eu li algumas coisas sobre o projeto e me dei conta de fatos interessantes. Na essência o que será feito é um “remake” da viagem da década de 60 com equipamentos novos (é claro), mas usando o mesmo modelo de anos atrás. Vou comentar e provar isso a seguir. Mas porque será assim se pelo menos no lado de informática os computadores da década de 60 são milhares e milhares de vezes menos potentes??Os circuitos integrados ainda estavam engatinhando à época. Mas verdade seja dita. O projeto Apollo foi um dos

Mas com todo avanço extraordinário que ocorreu de lá para cá, não era para se esperar uma mudança no paradigma de viagem à Lua, uma nova forma de se fazer a jornada? Mais poder computacional, mais capacidade de simulações, computadores bem menores, tempo muuuuuuuito menor para realizar as tarefas gigantes de cálculos deste projeto… Só para dar uma idéia RÉGUAS DE CÁLCULO ainda eram usadas pelos engenheiros da Nasa nessa época! Quem não sabe o que é uma régua de cálculo clique aqui e pasme ao ver que essa tecnologia, brilhante mas primitiva, levou o homem à Lua. A promessa de Kennedy era chegar a Lua em uma década (que foi cumprida) e nós hoje temos um poder de cálculo absurdamente maior demoraremos quase 14 anos para refazer a mesma tarefa. Vamos ver como a Nasa planeja fazer esta nova viagem.

A foto acima ilustra o tipo de foguete que será usado. O Constellation não parece tão imponente como o Saturno V, mas há uma explicação para isso. É uma ilusão. A nova cápsula tem o diâmetro 2.5 vezes maior (mede cerca de 5 metros) que a cápsula da Apollo original, que faz na foto o foguetão parecer mais delgado. O velho Saturno V ia “afinando” de baixo para cima enquanto o foguete do projeto Orion tem diâmetro uniforme.A exemplo do Ônibus Espacial há dois foguetes ligados na base do Constellation que se desprendem após darem a impulsão inicial e colocá-lo na órbita da Terra.

Para descer na Lua a história se repete. Será usada a técnica “lunar orbit rendevouz”, ou seja, uma pequena nave descerá na lua com os astronautas enquanto a nave principal fica em órbita aguardando o retorno dos astronautas. Ao contrário da Apollo dessa vez todos os três astronautas farão a alunissagem ficando a nave principal voando em modo automático em órbita da lua.

Cabe aqui um comentário “informático”. Uma das razões de Michel Collins ter ficado em órbita da Lua em 1969 (bem como todo terceiro integrante das outras missões que pousaram na Lua) era falta de confiança no sistema de navegação informatizado do módulo de comando para realizar o vôo “solo”. Por causa do “delay” da comunicação de rádio entre a Terra e a Lua, eventuais ajustes ou uma pilotagem remota pelo centro de Houston na Terra não seriam possíveis. Seria como dirigir um carro não olhando pelo para-brisas e sim por um vídeo que estaria de 2 a 3 segundos atrasado (comunicação ida e volta). Eu não me arriscaria a dirigir meu carro nessas condições. Esse 2 ou 3 segundos fazem toda a diferença. Mas com o novo sistema de navegação a Nasa passou a confiar no seu novo sistema de navegação automática feita pelos computadores da nave. Veja abaixo nas fotos a grande semelhança conceitual do módulo lunar antigo e o atual (futuro).

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O módulo de comando, além do tamanho maior, que resultará em mais espaço para carga de instrumentos úteis e suprimentos para a viagem, traz outras novidades. Talvez pensando na quase catástrofe da Apollo 13, que ficou praticamente sem energia após a pane de seu sistema de oxigênio líquido (usado para gerar energia não para respiração), traz coletores de energia solar.

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Além disso as velocidades envolvidas serão incrementadas. A reentrada na atmosfera serámais de 40.000 km/h, mais de 50% de aumento em relação às cápsulas da Apollo. Isso traz um imenso problema extra, a dissipação do calor que é altíssima. Novos materiais desenvolvidos para o Ônibus Espacial mais evoluídos, serão usados para não carbonizar os astronautas na reentrada na atmosfera.

Outra novidade é o pouso, no retorno à Terra. No projeto Apollo era realizado no mar, em 100% das vezes. Os russos tinham desenvolvido uma tecnologia de pouso na terra firme, que usavam e continuam usando até hoje em seus vôos. No projeto Orion o pouso em terra é o padrão com a alternativa de pouso no mar como segunda opção. Um sistema de pára-quedas triplos muito reforçado, e um sistema da air-bags, parecido com as naves que pousaram em Marte recentemente ajudam a realizar esta tarefa.

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Na foto abaixo da para ver os dois novos foguetes do projeto. O menor deles será basicamente usado para levar o módulo de comando para acoplar-se à Estação Espacial Internacional para outros tipos de missões. O foguete maior encerra o módulo de comando e o módulo lunar devidamente guardado em seu interior (igual ao projeto Apollo), com seus foguetes destacáveis para maior propulsão.

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Eu posso estar sendo exigente em minha expectativas mas apesar de diversos pontos de clara evolução no projeto, a viagem será basicamente igual a viagem de quase 40 anos atrás. Haverá foguetão a empurrar para cima um módulo de comando e um módulo lunar. Este último realizará o pouso e será descartado quando o módulo de comando voltará à Terra. Cabe ressaltar que este projeto visa tornar rotineiras as viagens à Lua, pois querem estabelecer uma base espacial na Lua no médio prazo. Da mesma forma espero que o empurrão que a corrida espacial deu na ciência dos computadores e na informática na década de 60 e 70 ocorra de novo. E é bem vinda essa nova “corrida espacial”, pois como sabem os limites físicos de miniaturização dos chips e processadores está perto de serem atingidos. Intel e AMD quando chegarem aos 32 nm TALVEZ cheguem a 22 nm, mas além disso as características e dimensões atômicas serão um entrave definitivo para a evolução dessa ciência apaixonante que nos cativa. Será que um “pontapé para o espaço” será o motivador para a quebra de algum paradigma da construção de chips e processadores? Mas isso já é assunto para outra coluna em outra “data estelar”. Spock desligando…

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PS: para quem for incrédulo ou quiser se divertir um pouco, clique The Faked Apollo Landings e veja uma das páginas que defende que o pouso na lua foi uma farsa, com requintes de Hollywood. Só dou um aviso. Não leiam tudo. Correm o risco de serem convencidos, pois o fulano que escreveu o texto é muito habilidoso e persuasivo!!

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Xandó, ótimo texto como sempre, eu só gostaria de fazer algumas considerações, primeiro os tempos eram outros, na época havia a guerra fria e a corrida espacial onde era vital para os EUA chegar a lua antes que os soviéticos. Além disso eu não acho que seja a mesma viagem, a Lua é só começo, o objetivo é Marte, além da base Lunar que a Nasa que construir apartir de 2024.

No texto há alguns errinhos, o nome do projeto é Constellation , Orion é o nome da nave, os nomes dos foguetes são Ares V para o maior e Ares I para o menor, além disso o nave Orion com os astronautas será sempre lançada pelo Ares I, quando a missão for para Lua o Ares V será lançado alguns dias antes com o módulo lunar ao qual Orion acoplará. Essa é outra diferença para a apollo, utilizando dois foguetes a carga será muito maior e o número máximo de astronautas será seis.

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