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O que vou fazer com as minhas imagens?

FIF, você sabe o que significa esta sigla? Talvez sim, ou talvez não. FIF significa FRACTAL IMAGE FORMAT. É um algoritmo de compressão de imagens com características muito especiais. Os níveis de compressão possíveis são incríveis. Acredite. Bem mais eficiente que o famoso JPEG. Também é um processo “com perdas” (como o JPEG). É baseado […]

Publicado: 13/05/2026 às 04:04
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6 minutos
O que vou fazer com as minhas imagens?
Construção civil — Foto: Reprodução

FIF, você sabe o que significa esta sigla? Talvez sim, ou talvez não. FIF significa FRACTAL IMAGE FORMAT. É um algoritmo de compressão de imagens com características muito especiais. Os níveis de compressão possíveis são incríveis. Acredite. Bem mais eficiente que o famoso JPEG. Também é um processo “com perdas” (como o JPEG). É baseado no uso de matemática bem sofisticada, um ramo razoavelmente recente (criada nos anos 70 do século passado), a Teoria dos Fractais. Não tenho a pretensão e muito menos a capacidade (e competência) para explicar esta teoria s aqui no ForumPCs. Mas posso resgatar algumas palavras a respeito.

Um fractal é um objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhante ao objeto original. Diz-se que os fractais têm infinitos detalhes, são geralmente auto-similares e independem de escala. Em muitos casos um fractal pode ser gerado por um padrão repetido, tipicamente um processo recorrente ou iterativo.

Vamos simplificar (como faz Mestre Piropo muitas vezes em suas colunas). Fractal são formas geométricas compostas por formas elementares repetidas inúmeras vezes seguindo algum padrão ou regra matemática.

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www.fractalism.com

Por esta definição pode-se perceber algumas das características desta tecnologia quando usada para comprimir imagens são realmente singulares. É bem apropriado para representar paisagens e cenas da natureza como montanhas, nuvens, árvores, etc. Partes da imagem são convertidas em padrões geométricos e “códigos fractais” que são usados para recriar a imagem (ou cada uma de suas partes). Há uma grande diferença para os algoritmos de compressão bit a bit como JPEG, GIF, pois NENHUM PIXEL É SALVO (só as relações ou funções matemáticas que descrevem a imagem). Perde-se a relação com a resolução da mesma. Assim as imagens convertidas por algoritmo fractal podem ser ampliadas ou reduzidas para qualquer tamanho sem perda de qualidade sem o aparecimento de “borrões” ou perda de nitidez que ocorre em redimensionamento de imagens pelos processos tradicionais.

Quando pensamos nisso tudo, em todas estas qualidades, parece ser o processo ideal. Foi assim que pensei em 1992 !!!!! Sim isso tudo que falei já existe há mais de 16 anos. Chegou a ser também desenvolvido um processo de codificação de vídeo usando fractais (frame a frame) que deixava os vídeos extremamente pequenos. A empresa que desenvolveu estes algoritmos tem um nome bem sugestivo, “Interated Systems”, abandonou a codificação de vídeo, pois na época os computadores levavam cerca de 15 horas de processamento para gerar apenas um segundo de vídeo. Claro que hoje em dia isso seria bem mais rápido, mas seria rápido o bastante??

Esta longa introdução é para contar para vocês que em 1992, quando ainda não havia máquinas fotográficas digitais, eu já tinha uma pequena coleção de imagens. Uma boa parte delas eram fotos capturada por scanners, algumas obtidas em BBSs que eu freqüentava e algumas que trocava com amigos. Talvez fossem de 100 a 200 imagens. Nesta ocasião eu fiquei tão encantado com o emergente formato FIF que converti todos os meus arquivos e apaguei os originais.

Sabem qual foi o resultado? Perdi todos os arquivos. Depois de algum tempo não encontrei mais as DLLs que suportavam este formato e perdi a possibilidade de vê-los novamente. Um belo dia fiquei desencantado e apaguei todos os arquivos FIF que tinha. Hoje em dia, com Internet e Google, até se encontra algo. Até um antigo plug-in para Photoshop existe, mas sem suporte e o codificador de vídeo foi descontinuado.

Voltando de novo no tempo, em 1991 ou 1992, antes do JPEG se tornar tão popular, fato este impulsionado pela Internet que alavancou muito o GIF e JPEG, o formato de arquivos que reinava quase que absoluto era o PCX. O aplicativo PC PAINTBRUSH, um avô do PAINT do Windows (que na verdade foi bem simplificado e vendido para a Microsoft) reinava quase que absoluto no mercado gerava arquivos PCX. O formato TIFF, usado bastante pelo pessoal que já trabalhava com editoração eletrônica também sobreviveu, mas hoje em dia fala-se pouco nele. Sem contar que o TIFF tinha problemas crônicos, pois tinha a versão comprimida e a não comprimida, a versão MAC e a versão PC (que raramente se falavam).

Toda este turbilhão de fatos veio a minha cabeça dias atrás quando saí de férias com minha família (por isso que fiquei duas semanas sem escrever no ForumPCs). Hoje em dia não há a menor dúvida de que o formato JPEG é o formato “universal”. Mas será que em alguns anos ou mesmo poucas décadas isso continuará assim? Será que conseguirei mostrar para meus netos as fotos (ou mesmo filmes) que fiz nesta ocasião??

Há três anos eu escrevi uma coluna aqui no ForumPCs (uma das primeiras por aqui) que se chamava O pesadelo da memória pessoal , na qual eu discutia algo parecido mas relacionado com as mídias : disquetes de diversos tamanhos, fitas DAT, QIC, TRAVAN, VHS, Betamax, 8 mm, Hi8, CD, DVD, DVD-DL, Blu-Ray… Quem garante que o que gravei hoje em certa mídia, vou conseguir ler daqui a alguns anos?

Se ainda pensar que o que está escrito nestas mídias (independentemente das mesmas) também pode ser tão “frágil”, fico assustado. Se com imagens este temor acontece, que dizer dos inquestionáveis formatos DOC (Word), XLS (Excel) ou PPT (PowerPoint) que são quase unanimidade hoje em dia? Será que estou neurótico demais?

Voltando ao tema das imagens, o formato que PARECE mais perene é o BMP por um simples motivo. O BMP é uma matriz de pixels, com bytes que os representam. Tomemos uma imagem de 1000 x 2000 pontos, com cor de 24 bits. Isso significa que para cada pixel há 3 bytes que as representam. São 8 bits para vermelho, 8 bits para verde e 8 bits para azul. Assim esta imagem de é armazenada como uma matriz ponto a ponto com 3 bytes para cada ponto, resultando em 6 milhões de bytes. Se por um lado este formato é realmente universal e muito simples, ele é muito oneroso em termos de consumo de espaço. Estes mesmo 6 Mbytes em BMP podem ser representados por menos de 90 Kbytes em JPEG, com alguma perda de fidelidade mas praticamente imperceptível aos olhos humanos. Não estou defendendo que as pessoas passem a usar formato BMP para imagens. Estou apenas frisando que pela sua essência é um formato mais longevo que o JPEG pelo seu caráter absoluto.

Infelizmente encerro esta coluna sem conseguir chegar a uma conclusão e por isso mesmo convido os leitores a acrescentar suas opiniões, considerações e idéias. Quem sabe possamos descobrir se vou conseguir ou não mostrar estas fotos aos meus netos (que ainda demorarão muito para nascer) ou se minhas preocupações são infundadas.

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