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20 anos de Windows! Vamos comemorar?

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Publicado: 14/05/2026 às 07:31
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9 minutos
20 anos de Windows! Vamos comemorar?
Construção civil — Foto: Reprodução

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Nem parece que faz tanto tempo assim. O Windows faz 20 anos neste mês de maio de 2005. Poucos tiveram a oportunidade de usar as “janelas” na ocasião de seu lançamento porque nosso mercado tinha características sui generis. Havia lei de reserva de mercado, equipamentos muito caros e defasados, cultura de micro informática incipiente, etc. Os tempos eram outros. Tão diferentes que a maioria dos monitores de vídeo apresentava as letras verdes em um fundo preto. Mouse, nem pensar. O ano era 1985 e poucas eram as empresas que tinham microcomputadores. Nas casas era ainda mais raro. As que tinham, muitas trabalhavam somente com disquetes. Lotus 1-2-3, dBase II e Wordstar eram praticamente tudo que existia na época. As máquinas eram cerca de 500 vezes mais lentas que as de hoje. Por isso jamais me esquecerei do dia que cinco disquetes chegaram às minhas mãos. Era o Windows 1.0. Na ocasião era inconcebível um programa precisar de tantos disquetes assim. Felizardos eram aqueles que tinham discos rígidos de 5 ou 10 Mbytes (sim-está certo-os HDs tinham este tamanho mesmo). A expectativa era enorme! Após uma demorada rotina de instalação a máquina foi reiniciada e… a única coisa que consegui foi fazer aparecer uma tela com um imenso relógio analógico desenhado em uma tela gráfica!! É só isso? Um relógio? Claro que não, mas a interface era tão diferente de tudo que se usava até então que não se conseguia ver as outras funcionalidades. Sem uma quebra de paradigma não seria possível digerir este novo ambiente.

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Existe um registro em vídeo “delicioso” que eterniza o lançamento do Windows 1.0. Mostra o Steve Ballmer, atual presidente da Microsoft,fazendo uma propaganda parecida com aqueles programas de venda de bugigangas na TV, super escandaloso e engraçadíssimo. Não perca, clique no link abaixo e no site carregado clique em PLAY.

O Windows, principalmente para o mercado brasileiro era totalmente adiante de seu tempo. Não havia por aqui monitores coloridos a baixo custo. As máquinas eram muito lentas para ele. Se me lembro bem raras eram as máquinas que tinham 512 Kbytes de RAM. O padrão da época era 256 Kbytes. Por conta disso confesso que após esta experiência abandonei aquele “relógio de 5 disquetes” por um bom tempo. No exterior já existia o processador 286 e PCs já eram mais rápidos e vinham com 640 Kbytes.

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A Microsoft envolvera-se em uma disputa com a Apple na criação de uma plataforma gráfica. A Apple tinha criado o Lisa, o primeiro computador com interface gráfica, o precursor do Mac aproveitando as idéias criadas pela Xerox naquela época. A Microsoft por sua vez inspirou-se no Lisa e criou a sua versão. Nascia o Windows. Há algumas controvérsias neste pedaço da história, pois Steve Jobs e Bill Gates trocaram acusações mútuas de apropriação indevida de informações. Jamais saberemos 100% da história. Há um filme muito divertido que deve ser do conhecimento de muitos chamado “Piratas no Vale do Silício” que conta de uma forma romanceada esta parte da história. Um pouco mais sobre o filme nos links abaixo :

e

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Um dos atributos que conhecemos hoje do Windows é ser multitarefa. Nessa época também nasciam produtos como o IBM TOPview e Quartedeck DESQview que eram resumidamente ambientes multitarefa para DOS. Eu utilizai o DESQview por muito tempo, antes de ser seduzido pelo Windows e era de fato um super produto. Mas só aceitava aplicativos DOS em modo caracter rodando em janelas, qualquer programa com gráficos tinha que rodar em full screen. O antológico MANDIC BBS em seu começo rodava sob DESQview, até ter 4 linhas de acesso, depois disso abandonou esta plataforma e migrou para rede local (na época Novell).

Mas por que ao longo do tempo o Windows venceu essa disputa? Um dos motivos foi a parceria da Microsoft com a IBM visando desenvolver o “novo Windows”, que foi chamado OS/2, um produto IBM, mas com grande participação da Microsoft. O Windows continuou meio à margem até que pontos divergentes entre as duas empresas provocaram uma ruptura e as lições aprendidas no projeto OS/2 foram aos poucos sendo incorporadas ao Windows. Não todas. No início era sabido que a capacidade multitarefa do OS/2 era de fato muito melhor, mas este era um sistema operacional muito “técnico”, difícil de instalar e configurar embora com excelentes qualidades. Seguiram-se o Windows 2.0 e o Windows 386. Nessa época nascia um produto vencedor da Microsoft, o EXCEL que só rodava em Windows. Quem comprava o Excel instalava junto o Windows e talvez nem soubesse disso. O WORD “gráfico” seguiu os passos da conhecida planilha.

Mas foi o Windows 3.0 que de fato conquistou as pessoas. Era fácil de instalar e rodava bem nas máquinas da época. Tive um PC 386 com 4 Mbytes de memória com esta versão que trazia um conjunto de aplicativos (básicos é verdade), como o PAINT, WRITE, CALC, SOLITAIRE, etc. Acreditem, na a época esses programas causavam frisson nas pessoas. Estas adoravam fazer desenhos multicoloridos usando o PAINT que nem podiam ser impressos, pois as impressoras coloridas de baixo custo ainda não tinham aparecido.

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No começo dos anos 90 havia uma disputa entre Windows e OS/2 que lembra muito o embate atual entre o Windows e o Linux. O OS/2 era tido como tecnicamente mais elaborado e melhor construído. Usuários mais especializados se deliciavam com o OS/2 que a exemplo do Linux às vezes exigia horas de afinação e “escovação de bits” para um perfeito funcionamento. Mas a facilidade do Windows acabou vencendo. A IBM tentou algo incrível, fez o Windows rodar dentro do OS/2 para cativar os usuários, mas isso não surtiu o efeito esperado de arrebanhar os usuários das janelas.

O Windows 3.1 e 3.11 foram evoluções importantes, pois introduziram multimídia e rede ponto a ponto respectivamente. O Windows 3.11 se espalhou rapidamente pelas empresas por causa de seu recurso de rede a baixo custo. O Windows 95 apareceu com uma revolução na interface, mais elaborada, mais eficiente e prometia ser muito melhor que seu predecessor. Era anunciado pela Microsoft como um sistema de 32 bits, mas isso era uma meia verdade. Parte da funcionalidade ainda se apoiava no velho DOS (16 bits) e por isso ainda aconteciam alguns fenômenos de instabilidade inerentes a esta herança genética. O Windows 98 não era assim tão diferente, mas tinha melhorias e acrescentou diversas funcionalidades, suporte a novos dispositivos (USB por exemplo). Seu sucessor o Windows Millenium (ME) seguiu os mesmos passos com melhorias, suporte a dispositivos, integração com as câmeras digitais e a herança 16 bits foi reduzida a quase zero (mas ainda existia).

A Microsoft vinha em paralelo desenvolvendo um Windows mais “corporativo” e robusto chamado NT (New Technology), este sim totalmente 32 bits. Seu sucessor para este mercado foi o Windows 2000, os quais inovaram ao criar versões “Server” e “Workstation” que serviam respectivamente para servidores e estações de trabalho mais sofisticadas ou que requeriam mais robustez.

Quando foi lançado o Windows XP em 2001 a Microsoft entendeu que o mercado estava maduro para aderir à robustez da “linhagem” NT/ 2000, pois o XP é herdeiro destes em seu código genético. Inovou mais uma vez criando o conceito de produto HOME e PROFESSIONAL e por isso encerrou a “dinastia” paralela do Windows 9x (95,98 e ME). O XP trouxe para os usuários toda a estabilidade e robustez do NT e 2000, mas com toda a roupagem amigável e cheia de novas funcionalidades. Exigia máquinas mais fortes mas com justa compensação pelos serviços prestados. Era o Windows verdadeiramente de 32 bits, usado tanto nas residências como nas empresas.

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A próxima versão do Windows, cujo nome de código é Longhorn deverá chegar na segunda metade de 2006. Essa data já foi postergada uma vez, pois a Microsoft tem planos ambiciosos para esta versão e por isso este desenvolvimento está se estendendo além do prazo originalmente previsto. Não é uma evolução do Windows XP, e sim um desenvolvimento praticamente todo novo, quase uma revolução. Tem uma nova interface gráfica que tira partido das placas com aceleração 3D, popularizadas pelo jogos. Traz um novo sistema de arquivos que permite armazenar informações criando associações de uma maneira totalmente diferente e mais versátil. E traz inovações nos bastidores que permitirão o desenvolvimento de aplicações bem diferentes das que estamos acostumados a ver hoje, tudo isso é a promessa da Microsoft. Eu vi o Longhorn pela primeira vez em 2003, no Professional Developers Conference e já sinalizava que o hardware natural na ocasião de seu lançamento previsto (2006) seria composto por um processador entre 4 e 6 Ghz ou com dois núcleos, mais que 2 Gbytes de RAM, 1 Tbyte de disco, GPUs pelo menos 3 vezes mais rápidas que as de 2003, Gygabit Ethernet e Wireless 54 mb/s. Ainda não chegamos lá mas este PC ainda parece um tanto robusto demais para mim. E será em uma plataforma dessas que o Longhorn espera rodar para que possa ser extraído todo o seu máximo proveito.

Olhando para trás vemos que a grande evolução foi nos serviços prestados e na estabilidade, embora ainda haja queixas pelos usuários. Mas não se pode negar que do “grande relógio” da versão 1.0 até o atual Windows XP um caminho imenso de inovações e progressos ocorreram, até versão 64 bits está chegando. No meio desta história, com o advento da Internet aspectos de segurança apareceram e obrigaram revisões destes sistemas. Ainda há críticas nesta área, mas não se pode comparar o nível de segurança do Windows 95 e do XP. Parabéns Windows!! Vimos você nascer e crescer. Ainda crescerá mais para atender a necessidades que ainda nem conhecemos! Ou será que veremos algum outro sistema operacional dividir para valer o espaço com ele?

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