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Gigabyte EP31-DS3L – economizando energia com tecnologia DES

Ainda bem que os fabricantes de PCs e componentes têm ampliado sua preocupação com consumo de energia. Começou com os processadores. Tanto Intel como AMD vêm reduzindo a energia necessária para “mastigar” os bytes , sistemas operacionais, aplicativos… O que já foi quase 200W, hoje chega a 65W (ou 45W em séries especiais de processadores) […]

Publicado: 15/05/2026 às 02:15
Leitura
9 minutos
Gigabyte EP31-DS3L  –  economizando energia com tecnologia DES
Construção civil — Foto: Reprodução

Ainda bem que os fabricantes de PCs e componentes têm ampliado sua preocupação

com consumo de energia. Começou com os processadores. Tanto Intel como AMD vêm

reduzindo a energia necessária para “mastigar” os bytes , sistemas operacionais,

aplicativos… O que já foi quase 200W, hoje chega a 65W (ou 45W em séries

especiais de processadores) ou ainda menos em casos para processadores

“ultra-mobile”.

Mas os fabricantes de placa mãe perceberam que além do

próprio processador a placa e seu chipset também poderiam proporcionar um bom

quinhão de economia extra. Grandes fabricantes como ASUS e GIGABYTE já lançaram

seus produtos com estas novas tecnologias. Há inclusive “barulho” no mercado com

a chegada destes recursos e os fabricantes chamam para si o mérito da excelência

no uso da nova tecnologia.

Quais as vantagens de se utilizar este tipo

de recurso? Quais os benefícios de uma placa mãe gastar menos energia? A

pergunta parece óbvia, mas não vejo desta forma. Em princípio posso dizer que é

a formalização do “underclock on demand”, ou seja, a placa alimenta o

processador com voltagens diferenciadas e também alterna a freqüência do mesmo

de forma a obter menor consumo de energia.

Obtive para testes uma destas

placas, a Digitron-Gigabyte EP31-DS3L que

é uma motherboard pronta para os processadores Intel de 65 nm e 45nm (Core 2

Duo, Core 2 Quad, Core 2 Extreme, etc.) , além dos tradicionais Pentium

D,Pentium 4 e Celeron. Tem uma excelente relação custo benefício. É uma placa

“de entrada”, cujo custo é mais baixo e por isso mesmo entrega um serviço

compatível com seu nível de preço. Mas em minha opinião supera as expectativas.

A criticar somente dois pontos. Há somente quatro portas SATA (3.0 Gb) e o

chipset P31 não implementa funções de RAID (para espelhamento de discos visando

segurança e/ou desepenho ? em função da configuração escolhida).

Seu

front side bus (FSB) trabalha entre 800 Mhz a 1333 Mhz. A EP31 também é generosa

no suporte a memórias, pois trabalha com DDR2 667 Mhz, 800 Mhz e 1066 Mhz em

dual channel, propiciando um ótimo desempenho. Aceita módulos de 1 Gbytes e 2

Gbytes de memória porém somente até o limite de 4 Gbytes. Não há vídeo integrado

e sim um habitual slot PCI-express 16x , 3 slots PCI-PCI-express 1x e 3 slots

PCI tradicionais. Traz som de alta definição, rede Gigabit ethernet, até 8 USBs

usando conectores adicionais (4 na própria placa) e saída paralela (importante

por questões de compatibilidade com impressoras e scanners mais antigos.

Visão geral da GA-EP31-DS3L

O preço

sugerido no Brasil para esta placa, segundo a assessoria de imprensa de

Digitron-Gigabyte é cerca de R$ 170, embora pesquisando alguns sites descobri

esta placa sendo vendida por valores entre R$ 279 e R$ 320. É novidade,

lançamento, talvez o preço ainda não tenha alcançado seu ponto de equilíbrio.

Mas o meu maior objetivo com esta paca era testar o recurso DES, ou

seja, DINAMIC ENERGY SAVER. Este recurso,

como sugere seu nome, alterna o consumo de energia em função da demanda efetiva

do processador. A configuração usada para o teste foi :

  • Processador :

    Intel Core 2 Duo E8400 ? 3.0 Ghz

  • Memória : 2 pentes DDR2 Kingston 1 Gb 667

    Mhz

  • Vídeo : ATI 3870 512 Mb DDR3
  • Disco rígido : SATA 2 Samsung 250

    Gb

  • Sistema operacional : Windows Vista 32 bits

A propósito os dois

últimos artigos que escrevi AMD Phenom

X3 REVELADO para o ForumPCs e Se testei o

Phenom X3 porque não também o X4? usaram esta placa. Mas como!?!?!? Se

testei o AMD Phenom X3 e X4 se a placa é para processadores INTEL?? Muito

simples. TODOS os TESTES COMPARATIVOS que fiz com o Core 2 Duo E8400 foram com a

EP-31-DS3L. E os resultados, o desempenho do E8400 foi brilhante, fazendo frente

aos processadores de 3 e 4 núcleos da AMD, superando-os inclusive em varias

situações, principalmente no caso de programas “mono-thread ” (que não usam

vários núcleos). Para não ser repetitivo, não ter que republicar os resultados,

recomendo uma visita aos dois artigos mencionados. Os resultados obtidos falam

por si. A placa entrega um ótimo desempenho ainda mais pelo seu preço. Por isso

destaco a excelente relação custo desempenho da mesma.

Mas a minha

imensa curiosidade era mesmo o DES. Será que os formidáveis benefícios e

economia propalados pela Gigabyte se confirmariam? Vejam a figura abaixo. Há

referência a um ganho de ATÉ 70% que é algo incrível. Também a solução da

Gigabyte comparada com a concorrência (leia-se ASUS) é 20% mais eficiente ao

poupar energia. Este teste eu não fiz, pois não tinha placa ASUS para comparar,

mas eu vi uma demonstração da Digitron-Gigabyte na qual havia as duas

plataformas, rodando o mesmo processador e os recursos de economia podiam ser

ligados e desligados. Havia um medidor de potência em cada PC. Gerou-se uma

demanda altíssima no PC (programa de cálculos) e esta diferença de 20% se

confirmou a favor da placa da Gigabyte.

Para desfrutar

destes benefícios deve ser instalado no sistema operacional o módulo de software

do DES. Está disponível para toda plataforma Windows (Vista inclusive), mas não

para Linux (pelo menos até o momento). Com o software carregado e “estacionado”

no systray do Windows, ele pode ser ligado ou desligado a qualquer momento.

Simplificadamente ele se baseia em variáveis simples e diretas: voltagem e

freqüência. Claro que nos bastidores é bem mais complexo mas não quero entrar no

máximo detalhe. Interessante saber que estas duas variáveis são administradas

dinamicamente. A maior eficiência da solução da Gigabyte reside no fato do DES

ser mais “discreto”, ou seja, permite variações em maior número de passos. No

caso da EP31 são 4 “marchas” no DES da Gigabyte contra 2 da solução da ASUS. No

caso da placa X48, uma placa mais sofisticada, o DES é ainda mais refinado,

permitindo 6 “marchas” para ajuste da economia de energia.

O usuário tem

opções para ajuste fino do DES. São três forma de alterar a voltagem (veja na

figura abaixo) e ativar ou não o recurso “CPU Throtling” (que é na essência

muito semelhante ao recurso existente em notebooks que alteram a freqüência para

obter mais duração nas baterias).

O grafismo usado

da tela do DES é muito feliz e interessante. Há um conjunto de pistões, como um

motor de automóvel, os quais são ativados ou desativados em função da demanda

(na figura os desligados estão apagados e não se movem na animação). Nesta tela

também se observa o consumo da CPU a cada momento e há um interessante

acumulador que mostra a economia obtida desde que ligou o PC e desde que o DES

foi instalado. No exemplo acima o PC tinha sido ligado a apenas alguns minutos e

ficara em repouso por isso apenas houve apenas 0.235Wh de economia. No geral,

desde que foi instalado o software há uma economia de 70Wh. Mas vamos aos

números.

Consumo em watts com e sem o DES ativado

PC

em repouso sem DES : 87W

PC rodando SUPERPI sem DES : 113W

PC rodando

DVDSHRINK sem DES : 115W

PC rodando SANDRA Aritmethic Benchmark sem DES

(dois cores) : 119W

PC em repouso com DES :

79W

PC rodando SUPERPI com DES : 104W

PC rodando DVDSHRINK com DES :

106W

PC rodando SANDRA Aritmethic Benchmark com DES (dois cores) : 109W

Analisando estes números a economia parece modesta.

Mas olhe bem. Uma máquina “aliviada” só pelo uso do DES economizou mais de 10%.

O SUPERPI que “consome” 26W (113W ? 87W) com o DES ligado consumiu 17W (104W ?

87W) , ou seja 35% de economia. Reduções parecidas foram obtidos com o

DVDSHRINK. Mudando um pouco a configuração padrão do DES consegui chegar perto

de 65% de economia, número este próximo do máximo divulgado pela Gigabyte.

Mas é importante que se saiba que a máxima economia tem seu preço. Na

configuração padrão do DES a economia se reflete em uma perda de desempenho.

Pequena, é verdade, entre 1% e 9%, dependendo do programa utilizado e dos

parâmetros do DES em uso. Em algum momento do teste escolhi uma combinação

“macabra” de parâmetros que fez todos os testes ficarem duas vezes mais lentos!!

Um susto. Mas foi só retornar ao padrão e voltar a alternar os parâmetros que

tudo se normalizou.

Tempos de execução com e sem o DES ativado

SUPERPI sem DES : 16 seg

DVDSHRINK sem DES : 761 seg (12min 41 seg)

SANDRA Aritmethic Benchmark (multicore): 24300 MIPS

SUPERPI com DES : 17.5 segundos ? 9% mais lento

DVDSHRINK com DES : 779 seg (12 min 59 seg) ? 2% mais lento

SANDRA

Aritmethic Benchmark (multicore) com DES: 23997 MIPS ? 1.2% mais lento

Os resultados são singelos, mas foram horas de teste

até chegar a estes números finais, com muito cuidado. Mas não vejo apenas os

frios números ao julgar o DES. O benefício financeiro é mais perceptível, pois

principalmente em ambiente corporativo onde há centenas de PCs, um benefício

monetário poderá ser bem sensível. Mas para o usuário doméstico, se a economia

não é tão grande, eu vejo como altamente benéfico o ganho em ROBUSTEZ do PC.

Toda redução de carga na CPU, chipset, processador se refletirá em aumento de

vida útil do sistema, pois toda vez que pode trabalhará com a carga aliviada.

Mesmo com os componentes de qualidade como os capacitores sólidos usados na

placa, isso faz diferença.

Para um uso quotidiano as diferenças do DES

são totalmente desprezíveis. O DES é instalado automaticamente no processo de

instalação de drivers de placa mãe, que torna seu uso mais simples. Sei que o

DES será o “pesadelo dos overclockers” que visam exatamente o resultado oposto

(maior velocidade com maior consumo). Mas mesmo para este seleto público o DES

se aplica, pois este pode ser desligado a qualquer momento para obter ganho

máximo, com ou sem overclock. Assim pode ser desfrutado o melhor dos dois

mundos.

Pesquisando o que se fala do DES em outras fontes de informação

descobri que apesar deste recurso ser otimizado para os processadores da Intel

de 45nm, processadores de 65nm também têm benefícios. Há ainda alguns

aperfeiçoamentos no software e alguns padrões nas BIOS das placas, que sugere

versões ainda mais evoluídas do recurso em futuro próximo (exigiria atualização

da BIOS e do software do DES), que trará economias adicionais. A Gigabyte também

terá placas para a plataforma AMD com o recurso DES, ainda não disponível no

Brasil.

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