ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

A Internet no Brasil, como vai?

A primeira resposta é “bem, obrigado”.Mas algumas considerações importantes devem ser feitas. A empresa CISCO, gigante no segmento de roteadores e equipamentos de telecomunicações tornou público no mês passado o resultado de sua pesquisa chamada “Barômetro Cisco de Banda Larga Brasil 2005-2010” . Um dos objetivos da pesquisa é aferir se a meta estabelecida de […]

Publicado: 14/05/2026 às 19:53
Leitura
7 minutos
A Internet no Brasil, como vai?
Construção civil — Foto: Reprodução

A primeira resposta é “bem, obrigado”.Mas algumas considerações importantes devem ser feitas. A empresa CISCO, gigante no segmento de roteadores e equipamentos de telecomunicações tornou público no mês passado o resultado de sua pesquisa chamada “Barômetro Cisco de Banda Larga Brasil 2005-2010” . Um dos objetivos da pesquisa é aferir se a meta estabelecida de chegar em 2010 com mais de10 milhões de conexões poderá ser atingida. A Cisco desenvolve esta pesquisa em vários países do mundo como Argentina, Chile, Colômbia, México, Venezuela, Peru, além de Hungria, Polônia, Bulgária, República Tcheca, etc.

[singlepic id=8558 w=320 h=240 float=]

A pesquisa é bastante ampla pois analisa vários aspectos como total de conexões, por tipo de consumidor, tecnologia, velocidades, distribuição geográfica e preço. Mas afinal, o que é considerado “banda larga” na pesquisa? São as soluções “sempre conectadas” cuja velocidade seja igual ou superior a 128 Kbps, tanto para download como upload. Cabe aqui um comentário maldoso. A solução ADSL SPEEDY da TELEFONICA entrou por pouco na pesquisa, pois apesar de ter serviços cujo download excede em termos nominais 4 a 8 Mbps, sua velocidade de upload para quase todos os serviços é de 128 kbps.

Foram pesquisados quase 70 provedores de acesso, dentre os quais Diveo, Embratel, Oi, Telium, Brasil Telecom, Equant, RJNet, TVA, Comsat, GVT, Telefonica, CTBC, Star One, IP2, Intelig, etc.

Analisando o gráfico abaixo vemos a grande diferença que ainda existe na penetração da tecnologia de Banda Larga no Brasil e no mundo : Brasil 3%, 0,2% na Índia, 2% na Venezuela, 4% na Argentina, 7% no Chile. No outro extremo temos Coréia 26%, Hong-Kong 25%, França21%, EUA19%e Alemanha 18%. Mesmo se ignorarmos os países mais avançados, a posição do Brasil na América do Sul é apenas razoável, pois Argentina e Chile têm uma situação mais evoluída que a nossa.

[singlepic id=8559 w=320 h=240 float=]

Pelos dados de junho de 2007 faltam 3.4 milhões de conexões para chegar às 10 milhões de conexões. Os primeiros dados disponíveis mostram que em 2001 havia 343 mil conexões, que evoluiu para 5.8 milhões no final de 2006 e já no final do primeiro semestre de 2007 havia quase 6.6 milhões de conexões. A previsão de crescimento de

Interessante saber que Banda Larga compreende uma “cesta de tecnologias”, algumas muito populares e conhecidas e outras nem tanto : ADSL, Cabo, xDSL, WLL, LMDS, MMDS, Wi-Max, satélite e linhas dedicadas à Internet. ADSL segue dominante, mas a tecnologia que mais cresce é o cable modem. Atualmente há 1.4M de conexões a cabo contra 4.9M ADSL, mas cabo cresceu só no último trimestre mais de 11%. Isso é fruto da competição e oferta de serviços diferenciados, bem como agregação de serviços prestados pelas empresas de Cabo (TV, VOIP, etc.) e mercado potencial ainda inexplorado nos grandes centros.

Analisando as velocidades contratadas vemos um cenário interessante. Aumento de penetração nas velocidades mais baixas, aumento nas mais velozes e decréscimo nas velocidades intermediárias.

Distribuição de conexões por Velocidades de

Download

[singlepic id=8560 w=320 h=240 float=]

As setas para cima e para baixo indicam a movimentação (crescimento ou não) e o valor em % é a participação do segmento no total.

Estes números podem ser interpretados de várias formas: o amadurecimento dos usuários das velocidades intermediárias que estão realizando uma migração para velocidades mais elevadas. Na outra ponta temos oferta de banda larga de baixo custo e velocidades menores (a partir de 128 Kbps) que estão seduzindo os usuários de linha discada (dial-up) e migrando para a tecnologia “sempre conectada”.

Mas este crescimento tem ocorrido de forma heterogênea. Tem havido uma concentração do uso da tecnologia no estado de São Paulo-dados de junho de 2007:

  • Norte : 5,2%
  • Nordeste : 8,8%
  • • Centro Oeste : 5,1%
  • • Sul : 19,5%
  • • Sudeste (sem São Paulo) : 21,3%
  • • São Paulo : 40%

Vejam também no gráfico abaixo a penetração da tecnologia em cada região, lembrando que a média do Brasil todo é de 3%

[singlepic id=8561 w=320 h=240 float=]

Outro aspecto analisado é a evolução do PREÇO dos serviços nos últimos anos. Houve na média queda em todos os segmentos de velocidade no último ano. Nas conexões mais lentas (128 kpbs) houve queda de 12% até as conexões “top” de 4 a 8 Mpbs que caíram 4%. Um segmento em especial, o intermediário, conexões entre 512 Kbps e 1 Mbps cairam 27% e conexões de 1 a 2 Mpbs houve queda média de 30%. Isso pode ser explicado pelo movimento migratório para as velocidades mais altas citado anteriormente. O segmento que menos cresce é o que tem maiores quedas de preços na média.

A pesquisa da CISCO traz uma interessante visão do custo da banda larga no Brasil comparativamente ao resto do mundo. Quando nos confrontamos com nossos vizinhos argentinos, eles têm um custo de banda larga ADSL de entrada (256 kpbs na Argentina e 128 Kbps no Brasil) de US$ 19,21 enquanto no Brasil o custo é de US$ 26,97 (lembrando que aqui é 128 Kbps e lá 256 Kbps). No outro extremo, a Argentina oferece conexões ADSL de 6 Mbps por US$ 163 enquanto o Brasil oferece conexões de 8 Mbps por US$ 211. Um dos motivos destas diferenças é a carga tributária no Brasil. Raros são os segmentos que há baixas alíquotas, especialmente em telecomunicações.

Outro aspecto muito interessante desta pesquisa da CISCO foi a inclusão do segmento de banda larga móvel, oferecido pelas operadoras de telefonia celular usando tecnologias 2.5G e 3G a preços que variam entre R$ 69 a R$ 139,90 por mês. Eram no final de junho passado 233 mil assinantes, que somados aos 6.550 mil usuários de banda larga “tradicional” somam quase 6.8 milhões de usuários.

Há fatores que explicam e justificam este comportamento de crescimento da Internet brasileira:

• Aumento da penetração dos PCs (incentivos fiscais e queda do dólar)

• Aumento da banda oferecida nas mesmas faixas de preço

• Popularização de pacotes multi-serviços (voz, Internet, TV, etc.)

• Aumento de conteúdo que requer banda larga

Mas por outro lado há fatores que ainda atrapalham a maior penetração da Internet:

• Preço caindo mas ainda muito alto frente à realidade brasileira

• Avanço lento no aumento da infra-estrutura de Telecom necessária à banda larga

• Baixa cobertura da tecnologia de cabos restrita somente aos grandes centros

• Wi-max ainda em testes e não usado como difusor de banda larga em alta escala

No primeiro semestre de 2007 houve um aumento de quase 500 mil usuários de banda larga, que significa 8,1% de aumento em relação ao trimestre. Se esta taxa de crescimento for mantida, fazendo uma projeção simples haverá em 2010 bem mais que 10 milhões de usuários de banda larga no Brasil. Mas crescimento vegetativo por si só não basta. Os movimentos de ajustes de preços e ofertas de velocidades continuarão sendo muito voláteis, ao sabor das características do mercado. Porém um fator chave que é com investimento extra em infra-estrutura, seja Wi-max ampliando o acesso a rincões esquecidos do país, cabo, ou mesmo tecnologia de celular 3G a custo mais baixo podem fazer o país dar um necessário salto no uso desta tecnologia. Fiquei alarmado ao ver que o Brasil com 3% de penetração do uso da tecnologia de banda larga está profundamente aquém de outros países do mundo. Seguiremos crescendo. A pesquisa CISCO do “Barômetro da Internet” seguirá a cada seis meses nos dando este conjunto de informações. Bastará conferirmos se estamos crescendo com qualidade ou apenas crescendo.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas