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A Gigabyte cumprindo a promessa, RMA e suporte no Brasil

Há pouco menos de um ano estendi minha função de colunista transformando-me em um entrevistador. Tive o privilégio de conversar calma e reservadamente com o Sr. Henry Kao, vice-presidente mundial da Gigabyte, gigante fabricante de placas mãe (e outros artefatos eletrônicos ligados a informática). Na ocasião escrevi uma colunachamada Para onde vai a Gigabyte? na […]

Publicado: 14/05/2026 às 19:55
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9 minutos
A Gigabyte cumprindo a promessa, RMA e suporte no Brasil
Construção civil — Foto: Reprodução

Há pouco menos de um ano estendi minha função de colunista transformando-me em um entrevistador. Tive o privilégio de conversar calma e reservadamente com o Sr. Henry Kao, vice-presidente mundial da Gigabyte, gigante fabricante de placas mãe (e outros artefatos eletrônicos ligados a informática). Na ocasião escrevi uma colunachamada Para onde vai a Gigabyte? na qual o Sr Henry teceu comentários interessantíssimos sobre a visão da empresa, seu mercado, seu foco e seus planos para o Brasil. A conversa foi encerrada com o Sr, Henry divulgando os planos de montar um escritório local mais robusto, com equipe técnica treinada pela Gigabyte para que fosse prestado o serviço de suporte técnico e processamento de RMAs em terras brasileiras. Era uma promessa. Era!!

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Henry Kao ? Vice Presidente Mundial da Gigabyte

O novo Centro de Serviços e Suporte

Em meados de abril a promessa do Sr. Henry Kao tornou-se realidade. Tive o prazer de participar da solenidade de inauguração do Centro de Serviços e Suporte localizado na cidade de São Paulo. Estavam presentes além do Sr. Kao, Eric Lu (Country Manager EUA e Brasil) e mais vários executivos da empresa, todos vindos de Taiwan só para este evento. Mas qual a real importância desta inauguração?? No passado as placas da Gigabyte eram fabricadas pelo parceiro nacional Digitron e há algum tempo pelo parceiro TEIKON, com fábrica em Manaus. Embora a Gigabyte se orgulhe de seu baixo nível de placas defeituosas ou ocorrência de falhas, esta situação deve ser administrada da melhor forma possível. Abrir a caixa de uma placa mãe e descobrir que ela tem alguma imperfeição que impede seu melhor funcionamento é frustrante. Ainda mais quando se pensa que ao acionar o fabricante local (seja qual for, de que marca for), a troca ou reparo desta placa costumam ser morosos ou burocráticos.

Com a abertura deste centro de serviços e suporte a Gigabyte torna-se o primeiro fabricante a ter este tipo de serviço no Brasil, feito por seus próprios técnicos. Viva!! No centro técnico há o gerenciamento de RMAs e capacidade de reparo das placas (mesmo após término da garantia) cuja capacidade é processar 3000 placas por mês com possibilidade de expansão para absorver até o volume de 5000 placas por mês.

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Sr. Eric Lu e Sr. Henry Kao ? uma verdadeira solenidade

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Outra visão de uma das bancadas de trabalho ? RMA, Serviço e Suporte

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Tarefas complexas exigem pessoas bem preparadas e equipamentos especiais

Um pouco sobre o mercado

A Gigabyte vendeu ano passado 20 milhões de placas mães (ou “mobos” como chamam alguns leitores do ForumPCs) no mundo todo. Internacionalmente há uma linha de produtos mais extensa que envolve placas de vídeo, netbooks, celulares, etc. Comparativamente as vendas do iPhone da Apple em 2009 foram de 30 milhões, um número semelhante (a mesma ordem de grandeza) às vendas de “mobos” da Gigabyte, mas com uma diferença. O iPhone foi (é) um produto que experimentou uma explosão de vendas e adoção em 2009 enquanto o mercado de placas mãe é algo muito mais “estabelecido” e estável. Por isso considero estes números muito interessantes.

Embora visando o mercado mais sofisticado a empresa, segundo suas próprias palavras expande o mercado trazendo o entusiasmo da tecnologia “high-end” para a linha intermediária-aquela pela qual a maioria pode pagar. Em uma placa de nível intermediário, por exemplo, pode ser usado o recurso Turbo Boost que permite fazer até 30% de overclock de forma segura por qualquer pessoa leiga. Em placas para processador AMD com vídeo integrado, com o chipset 785G, é possível fazer overclock da placa de vídeo. Existe uma parceria “Premium” da Gigabyte tanto com Intel como AMD suprindo a ambos os segmentos de mercado.

Tive a oportunidade de conhecer a fábrica do antigo parceiro em Manaus no final de 2007, mas não a fábrica da TEIKON. Mas por imagens exibidas do local o capricho na produção é muito grande. Visitei a fábrica em TAIWAN e pelas fotos não se diz qual é uma qual é outra, seguem os mesmos preceitos técnicos de produção e qualidade. Contei sobre a visita à fábrica da Gygabyte em Taiwan no coluna Computex-As inovadoras placas mãe P45 .Mesmo após os testes durante a montagem (“burnin”), no final do processo de fabricação cada caixa contendo uma placa mãe é pesada com uma balança digital de alta precisão. Assim pode-se identificar rapidamente a falta de algo na caixa (cabo, CD, adaptador, etc.). E mesmo entre as placas aprovadas ainda há uma nova bateria de testes por amostragem em placas retiradas da expedição.

As mudanças do mercado são perceptíveis. O desenvolvimento e crescimento dos produtos de mobilidade (netbooks, smartphones, etc.) é cada vez maior, mas sempre haverá mercado para desktops “especializados” voltados para performance e sistemas “high-end”. E o mercado “clone” ou “do it yourself” permanece como o foco principal da empresa. O Sr. Henry Kao foi questionado, porque a empresa não vende VGAs no Brasil. Segundo ele no atual regime de produção precisaria reconfigurar as linhas de produção de placas mãe para placas de vídeo, o que não é conveniente neste momento. Talvez somente no dia que a empresa tiver uma fábrica no Brasil, alternativa que está sendo estudada seriamente.

A Gigabyte já investiu 10 milhões de dólares no Brasil desde que se estabeleceu aqui há dez anos.É um local altamente promissor. O mercado brasileiro de placas mãe representou em 2009 cerca de 10% do total das placas vendidas mundialmente pela empresa. Mas não para por aí. Há a previsão de investimentos de mais 30 milhões de dólares para os próximos 3 anos. Claro que o momento que vive o Brasil, perto de se tornar o 3º maior mercado de PCs mundial tem tudo a ver com estas decisões passadas e futuras da empresa.

Inovações tecnológicas

Além de tudo que já citei, há algumas novidades imperdíveis no aspecto técnico e nos produtos. Vou citar brevemente aquilo mais relevante que capturou a minha atenção. A Gigabyte introduziu uma linha de placas denominada 333. O que isso significa? Cada um dos “3” tem sua explicação:

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USB 3.0 ? nesta linha as placas já contam

com a interface USB 3.0 que é 10 vezes mais rápida e operando de forma

bi-direcional. Em teoria mais rápida que interface SATA 2, usadas pelos HDs hoje

em dia. Claro que os dispositivos precisam estar prontos para a nova conexão.

HDs externos, por exemplo, precisam ter sido montados em “cases” que suportam

USB 3.0. A empresa já vendeu no mundo todo cerca de 1.000.000 de placas com

tecnologia USB 3.0. A Gigabyte fomenta e estimula o desenvolvimento deste novo

padrão. Há uma comunidade na Web criada pela empresa para orientar os

consumidores http://usb3.gigabyte.com.tw .

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3 vezes mais energia ? as portas

USB tanto 2.0 (as atuais) como as 3.0 dispõem do triplo de energia para

alimentar os dispositivos. Isto significa que aqueles HDs externos que usam

discos de 3.5″, que precisam de fontes de alimentação externas estão com os dias

contados. Novos “cases” que prevêem este recurso podem dar adeus às fontes, bem

como outros dispositivos que precisam de mais energia.

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SATA 3.0 ? é a evolução do padrão usado

atualmente (SATA 2) que é 2 vezes mais rápido (6 Gb/s) ou 4 vezes se os HDs

forem usados em array do tipo 0 (RAID 0). Trata-se da incansável busca pelo

desempenho. Com a chegada e eminente popularização dos SSDs, mais velocidade de

transferência tornou-se muito importante e desejável.

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Há outras interessantes inovações nesta série de placas, algumas das quais também iniciando produção no Brasil. Algo que nunca vi é uma porta “combo” USB/eSATA. No mesmo local pode-se usar quaisquer dos dois tipos de dispositivo. Uma ótima idéia.

Citando mais alguns recursos de destaque, a possibilidade de armazenar a chave de criptografia de um sistema TPM em um telefone celular (além do tradicional pendrive) via bluetooth. Assim só quem tem a chave, aproxima o celular do PC (ou insere o pendrive) e consegue acesso aos dados.”Smart Dual Lan”, se um dos chips falha o outro assume sem que precise trocar o cabo de rede de conector ou se ligado em dois cabos proporciona a velocidade de 2 Gbps. Dual BIOS, Dynamic Energy Saver 2, VMR de 24 fases (melhor aproveitamento de energia e eficiência térmica), Quick Boost (overclock fácil), mais cobre na placa para maior eficiência térmica, são apenas mais alguns pontos entre outros, que destacam a tecnologia destas placas, também fabricadas no Brasil (alguns modelos).

Há dez anos o Sr. Henry Kao desembarcou sozinho no Brasil trazendo duas placas na sua mala, mais um punhado de coragem e determinação. Ele veio conhecer nosso mercado, nossos consumidores. A partirdaí começou a desenvolver o mercado brasileiro e hoje, em 2010, a inauguração deste centro de excelência técnica é realmente um marco. Ninguém deseja ou espera que um produto apresente defeitos, sejam de fabricação, por desgaste ou uso inapropriado. Mas saber que determinado fabricante está presente no Brasil com sua tecnologia, sua equipe, seu conhecimento e esperada agilidade é um ponto muito importante. Eu percebo o imenso valor que o Brasil tem para Gigabyte. São detalhes. Viajar de Taiwan para cá não é fácil, são pelo menos 29 horas (quando fui levei 35 horas) e nada menos que seis altos executivos da empresas têm sido presença freqüente nos últimos anos em situações como estas. Parabenizo a empresa pela ótima iniciativa e que ela só cresça mais no Brasil que é carente de bons produtos que também têm um pós venda tão bem cuidado.

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