Eu já tinha escrito diversas colunas aqui no ForumPCs que falavam sobre virtualização, muitas mesmo. Mas nenhuma teve a repercussão que teve a última Um PC “justo”, mas com resultados fenomenais! que nem versava só sobre este assunto. Sem dúvidas as pessoas têm percebido mais e mais a utilidade deste recurso, que não é novo. […]
Eu já tinha escrito diversas colunas aqui no ForumPCs que falavam sobre
virtualização, muitas mesmo. Mas nenhuma teve a repercussão que teve a última Um PC “justo”, mas com resultados fenomenais! que nem versava
só sobre este assunto. Sem dúvidas as pessoas têm percebido mais e mais a
utilidade deste recurso, que não é novo. Na década de 70 já se fazia isso em
computadores de grande porte (mainframes).
Há quase dois anos eu falei
sobre o uso “pesado” da tecnologia, em empresas, usando clusters, com
balanceamento de carga, etc., nas colunas
Virtualização cada vez mais fascinante e séria! Parte 1 e Virtualização cada vez mais fascinante e séria! Parte 2.
E finalmente uma doce lembrança, de um e-mail que me foi enviado há
quase nove anos, por uma pessoa que não está mais entre nós chamando a minha
atenção para o assunto :

É de dezembro de
1999. E pensar que eu NÃO ACREDITEI!! Parecia ser bom demais para ser verdade.
Somente um ano depois que comecei a dar os primeiros passos nesta área.
Esta coluna visa responder pontos muito discutidos nos comentários da
coluna da semana passada. Sobre as alternativas para uso de virtualização e com
aproveitar um PC ou servidor existente e virtualizá-lo.
Inicialmente
quero informar a todos que está em progresso um teste que estou fazendo com o
Windows Server 2008 com HYPER-V Technology. A Microsoft não dorme no ponto.
Aconteceu igualzinho nos primórdios da Internet. A MS não deu muita atenção.
Quando percebeu que estava “perdendo o barco” comprou tecnologia de terceiros,
gastou fortunas e virou o jogo com o Internet Explorer (que se não é unanimidade
é de fato o navegador mais usado até porque já vem com o Windows). Se a VMware
me encanta a quase nove anos a Microsoft vem MUITO FORTE!! Ela vai embutir o
recurso de virtualização no Windows Server 2008, mas da forma “certa”, ou seja
com um HYPER-V nativo (que carrega antes do próprio Windows).
O Virtual
PC 2007 ou mesmo o Virtual Server feitos por ela são bons produtos mas rodam
ACIMA do Windows. A solução ESX da VMware roda “nativa” na máquina. É uma camada
de software chamada HYPERVISOR, magrinha, magrinha, menos de 20 Mbytes. Em cima
desta camada NATIVA o VMware ESX tem um módulo de gerenciamento que para ser
“leve” usa um Linux modificado e simplificado. Mas o HYPERVISOR é separado e faz
o controle e as interfaces das VMs com o hardware. Quando se usa o VMware
Workstation, VMware Player, MS Virtual PC, MS Virtual Server, estes rodam sobre
o Windows, tendo todas as APIs do Windows no “meio do caminho” tornando o acesso
ao hardware mais lento. Dados da VMware estimam que o “overhead” de usar o
Windows no meio de campo pode oscilar entre 10% a 40% dependendo da situação.
Processadores mais modernos da AMD e da INTEL já têm instruções especialmente
feitas para auxiliar o desenvolvimento destes tipos de gerenciadores de
virtualização.
A solução da MS do novo Windows Server 2008 é LINDA!!
Antes do Windows 2008 ser carregado o gerenciador de VMs é quem controla a
máquina. Na seqüência as VMs disparadas “passam por cima” do Windows e acessam o
hardware diretamente (pelo Hyper-V), assim como faz o VMware ESX. Haverá recurso
para “mover” VMs entre distintos servidores, balanceamento de carga, “templates”
de VMs para bancos de dados, Exchange, Web Server, File Server, etc. Tudo isso
dentro do próprio Windows Server. Praticamente “de graça”, pois não se pagará a
mais por isso. VMware que se cuide.
Porém nos testes preliminares que
fiz com a nova plataforma de VMs da Microsoft não achei (ainda) uma ferramenta
SIMPLES e SUPER IMPORTANTE que VMware tem faz tempo, que é o VMware CONVERTER.
Esta pequena jóia antes se chamava P2V (Physicall to Virtual) e faz isso mesmo
que parece (pelo nome). Eu de novo tive um momento de INCREDULIDADE, igualzinho
quando meu saudoso amigo Henry Deberdt em 1999 me falou sobre o assunto. Como
pode um programa transformar uma máquina REAL em VIRTUAL???!!! Pode sim e é
estupidamente simples!! E GRATUITA!!
Inicialmente se escolhe a máquina (nome
ou IP) e credenciais de administrador da máquina. O CONVERTER instala
remotamente um AGENTE na máquina que viabiliza a conversão. A própria máquina
pode virtualizar a si mesma desde que grave a máquina resultante em outro PC.

A máquina a ser
convertida pode ser NT 4.0, XP Professional (Home não funciona), Windows 2000
Pro ou Server, Windows 2003 Server e Vista.
A primeira vez que usei isso
foi para resolver uma situação complicada em uma empresa. Eles tinham um antigo
servidor NT 4.0 que era um velho FILE SERVER no qual os dados de uma antiga
implantação do sistema MICROSIGA (versão DOS ? do final da década de 90), que já
tinha sido descontinuada, ainda residia. Era um servidor muito velho e um belo
dia a máquina iria parar (um dia sempre pára). As reduzidas, mas
importantíssimas consultas que se fazem a este antigo sistema estariam
comprometidas. Como não justificava comprar um hardware novo para o velho
servidor NT propus virtualizá-lo sem custo. Usamos o CONVERTER (gratuito) para
transformar a velha máquina hospedeira do MICROSIGA em virtual e o VMware PLAYER
para executá-la, com reduzidíssimo impacto no servidor de AD da rede (Xeon Dual
Core). Uma máquina NT dessas usa somente de 64 a 96 Mbytes de RAM e fica lá
quase que “dormindo” a espera de solicitações. BINGO, problema resolvido!! E a
empresa economizou muito em “velas” que se acendiam todos os dias para pedir que
o velho servidor não parasse 😀 😀 😀 .
Este tipo de aplicação, que é
consolidar servidores “legados” na empresa, foi feito SOB MEDIDA para este tipo
de tecnologia, com dezenas de vantagens!

Vejam que
após a instalação remota do “agent” o processo continua e os HDs reais são
mostrados para que se escolha se todos ou somente quais deles serão convertidos.

Na seqüência se
escolhe o “destino” que pode ser um VMware “de gente grande” como o ESX Server
ou a versão Workstation, Server ou Player. Da mesma forma se escolhe a VERSÃO do
produtos pois algumas pessoas ainda têm VMware 4.0 ou 5.0 em produção.
Mais algumas opções à frente e o processo se inicia. Dependendo do
tamanho e do espaço usado em todos os HDs o processo pode demorar mais ou
demorar menos. Uma conversão rápida leva 20 a 30 minutos e um servidor mais
pesado pode levar algumas horas.

O resultado
final do processo são APENAS dois arquivos (ou mais se a máquina real tinha mais
de um disco rígido). O arquivo HD virtual e um arquivo de parâmetros e
configurações, que se usa para iniciar a VM seja no VMware Player, Workstation
ou Server. No primeiro boot ocorrerão diversos reconhecimentos de “hardware”,
pois os dispositivos reais foram trocados por virtuais como placa de rede,
vídeo, USB hub, etc. Mais um ou dois “boots” e após instalar o VMware TOOLS (um
software que torna mais ágil a VM) tudo está finalizado.
Tenho um outro
caso de sucesso recente a contar. Uma empresa que vai mudar o seu ERP, mas que
sofria com a incrível lentidão de seu obsoleto sistema atual. Os servidores eram
antigos e muito modestos. O novo sistema só será implantado em junho, mas já foi
comprado um novo servidor, uma estupidez, um Xeon Quadcore com 12 Gbytes de RAM
e 3 HDs rapidíssimos em RAID 5, receberam os velhos servidores que foram por mim
convertidas e o resultado foi dramático! As “mesmas” máquinas após serem
virtualizadas passaram a usar todos os núcleos do Xeon e muuuuuuuita memória
RAM. Um processo que demorava 36 horas e que só podia ser processado em finais
de semana agora roda toda noite entre 5 e 6 horas, com grande melhoria da
disponibilidade da informação. Os usuários perceberam um impacto dramático no
dia a dia. O sistema atual será trocado por problemas de obsolescência
operacional, mas não mais pelo fator “lerdeza”. Isso deu um fôlego extra para a
empresa sobreviver até a nova implantação.
Por tudo isso, pelas
aplicações práticas e úteis. Pelo incrível bom aproveitamento do hardware. Pela
genialidade dos recursos. Por tudo isso, fui capturado por esta tecnologia e a
defendo ferozmente. Não por motivos emocionais e sim racionais, super racionais.
VMware, Microsoft com o Windows Server 2008 (será lançado no fim deste mês), Sun
Microsystems e algumas outras soluções “livres” como Xen (Linux), têm todo o meu
apreço e agradecimento por nos proporcionar um uso muito mais intenso,
inteligente e econômico dos PCs. Para as empresas isso fica evidente, mas também
para usuários finais. Seja para testes de ambientes, novos sistemas operacionais
ou separação de funções como faço em meu pequeno servidor X2 4400 que citei na
coluna anterior – Um PC
“justo”, mas com resultados fenomenais!.