ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

[262724] Core i5 de 32 nm – Clarkdale – GPU no processador

Como o tempo passa rápido! Ou será que o ritmo dos avanços que continua frenético? Seja por um ou por outro motivo, fiquei entusiasmado ao obter para testes na segunda quinzena de dezembro o processador Core i5 , soquete LGA 1156, geração Clarkdale. É a primeira “fornada” de processadores Nehalem feitos usando o processo de […]

Publicado: 15/05/2026 às 03:03
Leitura
10 minutos
[262724] Core i5 de 32 nm  –  Clarkdale  –  GPU no processador
Construção civil — Foto: Reprodução

Como o tempo passa rápido! Ou será que o ritmo dos avanços que continua

frenético? Seja por um ou por outro motivo, fiquei entusiasmado ao obter para

testes na segunda quinzena de dezembro o processador Core i5 , soquete LGA 1156,

geração Clarkdale. É a primeira “fornada” de processadores Nehalem feitos usando

o processo de fabricação de 32 nm. É a Intel realizando por si mesma suas

próprias profecias. Em um ano ela introduz uma arquitetura inovadora e no ano

seguinte ela aprimora aquela arquitetura lançada, geralmente reduzindo o tamanho

do chip pela diminuição do processo de fabricação (neste caso 32 nm). É o

denominado processo “TICK-TOCK”.

Visão traseira do processador Core i5 661

O equipamento recebido foi um PC da própria Intel com o promissor

processador Core I5. Digo promissor porque seu irmão mais velho, o Core i7 já

provou para que veio e pulverizou testes e benchmarks. Mas o Core i7 atende à

demanda dos entusiastas e pelo seu preço mais elevado atinge um público menor. O

Core i5, em 32 nm, muito ágil e esperto e por um preço mais acessível pretende

ser o “Nehalem para todos”, bem como seu irmão menor, o Core i3. Uma informação

essencial sobre o Core i5, que não pode

passar despercebida, é o fato dele ser um processador DUAL CORE (não quad core

como o Core i7), mas com o uso da tecnologia HT (hyper threading) há quatro

filas de execução de tarefas. Simplificando é como se os dois núcleos pudessem

administrar certas ociosidades e executar algumas outras tarefas enquanto o

processador está a espera de alguma outra informação. O HT surgiu nos tempos do

Pentium 4, foi provisoriamente “aposentado” com o surgimento do Core 2 Duo.

Voltou melhorado nos processadores Nehalem (vou mostrar isso nos testes).

Além disso, a grande novidade e

esperada inovação é a inclusão da GPU dentro do mesmo encapsulamento do

processador, chamada de Intel HD Graphics, que eleva a um novo patamar soluções

integradas para PCs de uso geral.

Configuração do equipamento testado

?

Processador: Core i5-661 ? 3.33 Ghz

? Placa mãe : INTEL Desktop Board DH55TC

? Memória: 2 X 2GB ? DDR3 ? 1333MHZ ? Kingston

? HD: HITACHI ? 320GB ?

16MB ? SATA2

? Disco ótico : DVD-RW ? SATA;

? Fonte: 450W ? Corsair

? Gabinete: IN-WIN ? preto

? OS: Windows 7 Ultimate 64 bit ? Português

A placa mãe

DH55TC foi o “berço” para o teste com Core i5 deste PC com seu chipset H55

Express. É um chipset ágil e eficaz, mas sua principal diferença é não conter o

tradicional sistema de vídeo integrado pois este está agora embutido da CPU Core

i5. Esta nova implementação, na própria CPU (compatível com DirectX 10 e rodando

a 900 Mhz) faz subir mais um bom degrau o nível de gráficos “onboard” (neste

caso a solução “in-a-chip”).

Há apoio do hardware para decodificação de

vídeo em alta definição, porta HDMI, resolução máxima de 2560×1600, memória

compartilhada até 1.7 Gb, decodificação AVC/H.264, OpenGL 2.1, DVD upscaling e é

capaz de rodar jogos casuais e jogos populares com excelente desempenho. Claro

que jogos para entusiastas, com exigências muito altas não são atendidos por

esta plataforma principalmente em nível máximo de detalhes e máxima resolução.

Reprodução de vídeos em HD e Blu-Ray são efetuadas com grande eficiência (gasta

muito pouca CPU ? o trabalho é feito pela GPU integrada) inclusive com suporte a

PIC (“picture in picture”) no Blu-Ray. Em resumo, a inclusão da GPU no mesmo

elemento junto com o processador fez com que o desempenho aumentasse

sensivelmente em relação à geração anterior. Curiosamente o elemento gráfico

ainda é feito em 45 nm que se integra ao Core i5 661 (3.33 Ghz e 4MB de cache

L3).

Para ilustrar esta qualidade e o desempenho vou expor em alguma

imagens abaixo resultados dos testes que fiz com o sistema gráfico deste PC (do

Core i5 661). Ainda uso o velho e bom 3DMARK03, que apesar de sua idade, ainda

me ajuda, pois tenho uma larga base de resultados acumulados e experiência,

tanto em 1024×768 como 1680×1050.

Para ajudar como referência, até pouco

tempo atrás as soluções integradas da INTEL mal chegavam aos 1000 ou 1200 pontos

nestes testes. Não consegui rodar o 3DMARK06. O teste era estranhamente

encerrado sem valores aferidos. Mas testei também com o mais moderno 3DMARK

VANTAGE na resolução 1024×768 (“Entry”). Neste teste a diferença a favor do

chipset H55 Express (vídeo onboard), foi muito grande. Neste teste mal se

obtinha 800 ou 900 pontos. As telas abaixo falam por si.

3DMARK03 1680x1050

Vídeo sendo executado em FULL HD ? baixo uso de CPU ? vídeo onboard

Tabela comparativa Core 2 Duo E 8400 x Core i5 661

Agora indo direto ao objeto final do teste, o poder

de processamento do Core i5 661, nos testes específicos mostrou seu valor como

um processador DUAL CORE. Por isso comparo-o apena como referência ao Core 2 Duo

E8400 (3.0 Ghz 6 Mb), um processador muito popular e muito usado e que ainda

hoje presta bons serviços aos usuários. Resgatei dados de vários testes que fiz

para poder comparar o Core i5 661 com o E8400 tendo como objetivo medir o grau

de evolução, o ganho de eficiência entre as diferentes gerações. Como o meu

E8400 roda a 3.0 Ghz, menos que 3.33 Ghz do Core i5, apresentarei algumas

tabelas com o valor “ajustados”, como se o E8400 rodasse na mesma freqüência de

3.33 Ghz

Explicando melhor os testes feitos, o SUPERPI é o clássico

programa MONOCORE que estressa a CPU calculando o valor do número irracional PI

com muitas casas decimais. O SisSandra Arithmetics testa a capacidade de

cálculos com ponto flutuante e é um teste MULTICORE. O WPRIME (dica do Ziebert)

assemelha-se ao SUPERPI, mas calcula números primos também usando tecnologia

MULTICORE. O DVDSHRINK codifica e grava uma imagem de DVD (sempre uso o mesmo

DVD), mas de forma MONOCORE.

Esta tabela fala por si. A comparação com o

E8400 @3.33 foi cruel. Houve ganhos entre 20% e 56% nas mesmas tarefas. Estamos

comparando um processador de 45 nm da arquitetura anterior com o Core i5 de 32

nm da arquitetura atual. São apenas dois ou três anos de evolução, por isso os

números impressionam. Afinal um ganho médio de quase 44% foi atingido neste mix

de tarefas. Para mim foi surpreendente.

SisSandra

Arithmetic

WPRIME ? cálculos com 32M e 1024 M

Um

ponto que se destaca é a grande diferença a favor do Core i5 quando mais

processos (threads) simultâneos são executados. Ou seja, o HT fez uma boa

diferença. Os números do E8400 foram “compensados” para 3.33 Ghz e mesmo assim

os testes multicore revelaram toda a vantagem. Claro que não é o mesmo resultado

que se obteria se quatro núcleos reais estivessem presentes, mas ficou provado

que o gasto em silício com o HT no projeto deste processador compensou

largamente.

Outra prova deste ponto é o teste CINEBENCH R10, que

renderiza uma imagem complexa com e sem multiprocessamento e aponta o ganho

obtido. Na imagem abaixo que resume o resultado deste teste, o ganho em relação

a apenas um processador foi de 2.31 vezes, ou seja, mais que apenas a soma de

dois núcleos.

HD Tune efetuado no HD da máquina de testes

Índice de experiência do Windows 7 ? um valor

expressivo

O IEW (índice de experiência do Windows 7) é um teste

muito simples e criticado por alguns por conta disto. Mas gosto de citá-lo, pois

TODAS AS PESSOAS que tem VISTA ou W7 podem executá-lo e muitos já o fizeram

muitas vezes. Neste teste o elemento limitador é o vídeo integrado, que obtém

nota 5.1 para AERO e 5.5 para jogos 3D. Por outro lado em passado recente o

vídeo integrado costumava ser também o “vilão” (o elemento com pontuação menor),

porém resultando entre 2.8 e 3.5. O progresso é bem interessante e é fruto da

GPU integrada ao processador Core i5 661. Da mesma forma é notável a pontuação

7.1 obtida pelo processador, próximo da máxima 7.9.

Conclusão

Esta nova plataforma é muito

consistente. Pela própria foto da placa mãe pode ser visto que é uma placa

simples e que não precisa ter custo muito elevado. O processador Core i5 661 de

3.33 Ghz, 4 Mb de cache L3, com dois núcleos mais HT, que em modo TURBO BOOST

eleva sua freqüência para 3.6 Ghz (auxiliando também as aplicações monocore) tem

um desempenho bastante interessante e consistente (comprovados pelos testes

feitos), com grande evolução em relação às arquiteturas anteriores. Seu preço

será menor que o já consagrado Core i7. Nesta implementação não trabalha em

triple channel DDR3 que também favorece o custo da placa e do uso das memórias

(pode ser usado com dois módulos DDR3 e não três).

São quatro novos

processadores Core i5 e dois Core i3 os quais são apresentados em freqüências

distintas (entre 2.93 Ghz e 3.46 Ghz) e conjuntos de recursos (com vídeo

integrado ao processador ou não, com ou sem turbo boost, etc.), sendo o 661

(modelo testado) o segundo mais poderoso. Mas este tem um bom custo benefício,

pois seu preço sugerido nos EUA (para lotes de 1000) será de US$ 196 e o mais

simples dele (Core i3 2.93 Ghz sem turbo boost) custará (para lotes de 1000) US$

113. A Intel também acredita que esta plataforma seja muito bem aceita pelo

mercado “do-it-yourself”, ou seja, aqueles que montam seus próprios PCs por se

tratar de um solução com ótimo custo benefício.

A máquina de

testes jamais consumiu mais que 90 W

durante todo o teste, mesmo sob estresse total, vídeo, CPU, etc. Em repouso seu

consumo era cerca de 38 W. É, portanto

uma plataforma econômica e amiga no meio ambiente (e do bolso do consumidor). Em

alguns sites que pesquisei, foi citado que versões preliminares (protótipos) do

Core i5 32 nm é amigável em relação ao overclock sendo que 4.0 Ghz foi obtido

sem grandes dificuldades. Por tudo isso eu vejo o Core i5 como o Nehalem que

veio para ficar. É tecnicamente sofisticado, rápido, consome pouca energia e seu

ecossistema não é tão caro como o Core i7 (que fica restrito a usos mais

específicos e para entusiastas e gamers mais exigentes). Quando o comparei o

Core i5 661 com o Core 2 Duo E8400, nas entrelinhas ou mesmo no meu

subconsciente acho que já estava imaginando que este poderia ocupar o lugar que

o Core 2 Duo tinha até então conquistado no mercado. Sim, é isso mesmo. O Core

i5 será o grande processador para os mercados intermediários e com grande ganho

de qualidade e naturalmente tenderá a conquistar este espaço com o tempo. Seja

bem vindo!!!

============================ FIM

===============================

Outras imagens relevantes obtidas durante o

teste

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas