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[124921] Porque a memória fez tanta falta

Há algumas semanas atrás eu fiz um teste do notebook Asus M6 . Neste teste eu usei uma abordagem diferente. Transformei o ASUS em meu próprio computador por quase dez dias. Os detalhes estão na respectiva coluna. O notebook tem características muito interessantes, mas para o meu perfil de uso o que pegou mesmo foi […]

Publicado: 14/05/2026 às 14:08
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6 minutos
[124921] Porque a memória fez tanta falta
Construção civil — Foto: Reprodução

Há algumas semanas atrás eu fiz um teste do notebook Asus M6 . Neste teste eu usei uma abordagem diferente. Transformei o ASUS em meu próprio computador por quase dez dias. Os detalhes estão na respectiva coluna. O notebook tem características muito interessantes, mas para o meu perfil de uso o que pegou mesmo foi a quantidade de memória disponível (ou seria indisponível?). Em princípio qualquer computador em situação de estresse vai se comportar melhor que outro com metade da memória. O meu notebook atual, um Toshiba P4 2.8 Ghz HT tem 1 Gbyte de RAM enquanto o ASUS testado tinha 512 Mbytes. Mas encher os computadores de memória as vezes é desperdício de dinheiro. Já vi pessoas enterrarem centenas de dólares em memória extra para suas máquinas ou notebooks e com certeza não teriam feito diferença, uma vez que estes usuários não estressam o computador.

Observem com muita atenção as duas telas abaixo. São “fotografias” do Task Manager do ASUS M6 (512 Mb) e do TOSHIBA A45 (1 Gb) na mesma condição de uso. Carreguei os mesmos programas, na mesma ordem, com os mesmos dados. Mesmo assim uma pequena diferença existiu que pode ser desconsiderada para efeito da análise que pretendo fazer.

As diferenças mais óbvias ficam por conta do Toshiba usar tecnologia Hyper Threading e por isso ser reconhecido pelo Windows XP como tendo dois processadores. Há outras sutis diferenças. Veja a memória “livre” do Toshiba, cerca de 171.596 kbytes enquanto o ASUS tinha somente 8.632 Kbytes. Lembrem que são os mesmos programas carregados em ambas as máquinas. Observem agora o consumo de memória virtual. No Toshiba havia cerca de 979.588 kbytes em uso enquanto no ASUS havia 991.204 kbytes. Além disso, o “pico” de utilização da memória virtual foi maior no ASUS 1.028.308 kbytes. O número de Threads e processos são parecidos, fruto de serem os mesmos programas carregados. Mais adiante estes programas serão apresentados.

O Windows reservou em ambos os casos na hora de administrar a sua memória quantidades bem diferentes de “cache do sistema”, um com cerca de 241.976 Kbytes e outro DEZ VEZES MENOS, cerca de 26.392 Kbytes. Esta área de memória serve entre outras coisas para ajudar a efetuar a paginação de memória entre a memória virtual e memória real. Com tamanha diferença já começamos a entender os problemas enfrentados e se começa a poder tirar conclusões. Em ambas as situações o Windows XP (que não foi ajustado ou modificado de nenhuma forma especial) acabou alocando praticamente a mesma quantidade de memória virtual. Fica muito fácil perceber que se um dos notebooks tem só a metade da memória real (física) em relação ao outro, este que tem metade da memória terá que efetuar uma quantidade muito maior de acessos físicos ao disco para manipular o mesmo conjunto de programas. Acessou o disco, a performance acaba, pois a velocidade de acesso do disco é no mínimo de 1000 a 4000 vezes mais lenta que memória real. O Windows XP é meio “safado”. Às vezes ele aloca a memória virtual mesmo ser estar precisando explicitamente. Mas neste caso se analisarmos o valor do “Pico” de consumo de memória virtual observamos que de fato esta foi utilizada em ambos os casos.

Também podemos observar que no notebook com 1 Gbyte de RAM a quantidade de memória alocada pelo núcleo do XP (Kernel) é maior. É o efeito “espalhamento” como costumo dizer. Se há mais espaço podemos nos esparramar com mais conforto e usar mais espaço.

Observem agora as próximas duas telas. São outras duas fotografias do TASK MANAGER de ambas as máquinas. Agora vemos os respectivos aplicativos carregados e que foram ordenados por consumo de memória.

Perceberão que os mesmos programas estão contidos na relação, mas no caso do ASUS todos alocando menos memória. A exceção feita ao SQL SERVER, o primeiro da lista, mas para o qual eu tenho uma explicação. O efeito “espalhamento” que citei anteriormente ocorre aqui, mas de forma ainda mais intensa. Um caso extremo é o OUTLOOK, aberto em ambas as máquinas, com o mesmo universo de dados e e-mails, em um consumindo 49 Mbytes contra 8 Mbytes no outro caso. Neste caso de extrema carga de programas o Windows XP envia para a memória virtual a máxima quantidade de memória real sendo consumida por cada aplicação naquele momento (mesmo que seja uma parte da memória em uso). O SQL SERVER do ASUS ficou com um consumo maior pelo simples fato de ter sido o último programa utilizado (eu tinha executado algumas consultas antes de capturar a tela). Outro caso extremo é a execução de uma máquina virtual VMware que aloca cerca de 160 Mbytes de RAM, que no caso do ASUS teve sua memória real alocada somente 32 Mbytes.

Isto tudo que estou falando pode ser melhor explicado de uma forma que não seja somente análise fria destes números. Eu preciso contar para vocês que neste caso a singela operação ALT-TAB para mudar de janela o ASUS demorava no mínimo 60 segundos nesta situação de estresse, um horror. O Toshiba também sentia a carga, mas muito menos. Vários ALT-TABs no Toshiba eram instantâneos enquanto outros demoravam alguns poucos segundos. No ASUS, pela exígua (!!?!!) quantidade de memória, 512 Mbytes, cada ALT-TAB exigia uma manobra incrível de paginações para o discos, emagrecendo a memória usada pelos aplicativos que não estavam em foco, trazendo de volta o pedaço de memória do aplicativo que estava paginado, alternando grandes blocos do disco para atender a solicitação de mostrar o aplicativo ficando ativo.

De uma forma prática já sabíamos o óbvio, ou seja, quanto mais memória melhor. Mas o que consegui enxergar nestas quatro telas que mostrei para vocês é a forma como as coisas acontecem. Ter feito o teste nas máquinas diferentes, com memórias diferentes, mas com os mesmos programas ajudou muito a enxergar isso tudo.

Imagino que devam existir ainda muitas outras explicações e visões interessantes que vocês podem trazer para esta discussão. Aposto que outros olhos vendo esta minha análise podem trazer mais informações, correções e explicações. Mas de uma coisa eu tenho certeza. Se meu perfil de uso continuar sendo este, mais um pouco vou acabar precisando de 2 Gbytes de RAM em meu notebook!!

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