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Office 2010 ? chega ao varejo e na nuvem

Neste dia 28 de julho foi lançado o Microsoft Office 2010 para o segmento de varejo. A nova versão da suíte de produtividade da Microsoft já fora lançada para o mercado corporativo há várias semanas. Mestre Piropo escreveu uma brilhante sequência de oito colunas sobre as características do Office 2010, a qual eu recomendo fortemente […]

Publicado: 18/05/2026 às 07:03
Leitura
9 minutos
Office 2010 ? chega ao varejo e na nuvem
Construção civil — Foto: Reprodução

Neste dia 28 de julho foi lançado o Microsoft Office 2010 para o segmento de varejo. A nova versão da suíte de produtividade da Microsoft já fora lançada para o mercado corporativo há várias semanas. Mestre Piropo escreveu uma brilhante sequência de oito colunas sobre as características do Office 2010, a qual eu recomendo fortemente a leitura para quem quiser mergulhar nos detalhes do novo Office. Clique aqui para ler esta ótima sequência. Assim neste texto pretendo destacar alguns dos pontos chave e alguns fatos muitos importantes compartilhados com os jornalistas hoje no lançamento do produto.

A Microsoft vem bebendo na mesma fonte que culminou no sucesso do Windows 7 e para o Office 2010 também fez um programa de beta testes sem precedentes. Foram 9 milhões de downloads do programa sendo que só no Brasil foram 260 mil cópias de teste instaladas. “Feed-back” dos usuários foi prioridade.

Particularmente eu gostei bastante do Office 2007 e pensava o tamanho do desafio que a Microsoft tinha nas mãos para lançar futura versão do produto. Há muitas melhorias na usabilidade, novos recursos etc. Mas um dos grandes apelos da versão 2010 é o Office Web Apps, versão online da suíte de produtividade da Microsoft.

Aconteceu também uma bem vinda simplificação da linha de produtos, inclusive com direito a versão nova. Eu explico. Você já comprou um PC que veio com Microsoft Works? Já comprou um PC que veio com uma versão “Trial” do Office? Pois é, o Works embora muito bem feito não é Office, o produto usado por 92% dos PCs (segundo pesquisa da FGV). E nada pior que no exato dia que mais precisa, seu Office “Trial” expirar (geralmente após 60 dias). Para solucionar este problema de vez a Microsoft trouxe a versão “Office 2010 Starter“. É composta apenas por Word e Excel (os dois aplicativos mais usados) e não expira. Esta versão somente existe pré-instalada pelo fabricante de PCs (não é vendida no varejo). Mas tem a vantagem de permitir que seja feito o upgrade a qualquer momento, de forma online, para qualquer outra das versões regulares do Office. Nem precisa instalar nada, nem fazer download algum. Basta apenas ativar o Office com a nova chave serial adquirida. As novas e simplificadas versões são :

Office 2010 Home and Student : Word, Excel, Power Point e OneNote, custa R$ 199,00 e pode ser instalado em até 3 PCs. Apesar do nome sugerir que seja para estudantes, não requer identidade acadêmica. Pode ser comprada por qualquer um. É sim uma versão para uso doméstico e com um preço bárbaro pois no final custará R$ 63,00 para cada usuário doméstico. Não faz mais sentido criticar o preço do Office.

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Office 2010 Home and Business : Word, Excel, Power Point, OneNote e Outlook, custa R$ 499,00 e pode ser instalado em até 2 PCs, seja em casa ou na empresa. Essencialmente uma evolução da versão Home and Student incluindo o Outlook e habilitado para uso em empresa. Tem um preço também agressivo, pois custará R$ 249,50 para cada usuário.

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Office 2010 Professional : Word, Excel, Power Point, OneNote, Outlook, Access e Publisher, custa R$ 1399,00 e pode ser instalado em até 2 PCs, seja em casa ou na empresa. Essencialmente uma evolução da versão Home and Business  incluindo o Access e Publisher, também para uso em empresa. É a versão mais completa, destinada àqueles que precisam de todo o poder de todos os aplicativos. Seu preço final por usuário é R$ 649,50.

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Versão 64 bits ? um caso interessante

Um aspecto que tem sido pouco comentado sobre o Office 2010 é a disponibilidade de versão 64 bits. Não deixe isso passar despercebido. Vou relatar um caso pessoal. Tenho uma apresentação em Power Point a qual na verdade é uma coleção de fotos. São mais de 240 slides contendo entre uma e três fotos em cada um. Um belo dia, usando o Office 2007 obtive uma mensagem de erro ao abrir o PPT e diversas fotos não eram exibidas (ficava um “X” denotando erro). Tive o bom senso de não gravar este PPT nesta situação e acabei me esquecendo dele. Quando instalei o Office 2010 versão 64 bits tive a curiosidade de abrir este arquivo e… Viva!! Todas as fotos estavam lá sendo corretamente exibidas. Agora a explicação. Existe uma limitação no Windows e aplicativos 32 bits. O sistema operacional não consegue gerenciar mais que 3 Gbytes e uma única aplicação não consegue alocar mais que  2 Gbytes. Aquele PPT com centenas de arquivos JPG colados ao serem carregados na memória acabavam tentando alocar mais memória do que era suportado. Ao mudar para Windows 64 bits e o Office 2010 64 bits estes limites não existem mais. Planilhas e documentos muito sofisticados também se beneficiam desta nova e oportuna possibilidade.

Disponibilidade

A partir do dia de hoje (28 de julho de 2010) o Office 2010 está disponível em mais de cinco mil pontos de venda nas três versões apresentadas acima. Mas não somente quem vier a comprar o Office 2010 nas lojas que terá acesso ao produto. As pessoas que compraram o Office 2007 e o ativaram depois do dia 5 de março passado têm garantia de atualização do produto. Estes poderão fazer o download o Office 2010 em versão compatível àquela por ele comprada e atualizar seu produto sem custo extra. Esta prática não é novidade. Algumas empresas de software chamam isso de “garantia de atualização” ou “upgrade garantido” ou algo parecido. A diferença é que com a progressão do uso de banda larga no Brasil, já não é estranho delegar ao usuário a tarefa de realizar um download de 2 ou 3 Gbytes e assim fornecer o upgrade para o usuário de forma ágil e com custo de distribuição quase nulo. Bom para todos. Também é bom destacar que os produtos já incorporam as novas regras de ortografia da língua portuguesa.

Office na nuvem

Office Web Apps é o nome do novo componente da família. Uma versão online usada pelo navegador da Internet com as principais funcionalidades de Word, Excel e Powerpoint. Para usar o produto o usuário deve ter uma conta ativa no Windows Live. Neste momento apenas usuários fora do Brasil podem usar o serviço ou quem já tem o serviço Live habilitado. A previsão é que ao longo deste segundo semestre o serviço Live e Office Web Apps estará disponível para todos os brasileiros, em português.

Quem já tem a conta Windows Live e o serviço Skydrive ativado (disco virtual do Live) vai ter uma experiência online muito interessante. Segundo a Microsoft o conceito de seu produto online é diferenciado. Proporciona um nível de serviço de ótima qualidade e mimetiza de forma muito próxima a experiência real dos produtos e ainda assim não tem custo. Ainda segundo a Microsoft seu ambiente online é potencializado pelo uso dos produtos “reais” (pagos), pois há uma forte interação e sinergia entre ambos. Algo como “use o produto real e sempre que precisar complemente o uso na nuvem e em qualquer lugar com o produto online”. Esta é a estratégia, este é o discurso. Faz sentido. “A nuvem muda tudo”, arquivos podem ser editados em qualquer lugar. Apresentações Power Point podem ser feitas ao vivo pela Internet e Documentos Office, por exemplo, podem ser publicados e compartilhados no Facebook. Interessante. Só testando a fundo para realmente perceber o quanto este ambiente se diferencia dos outros ambientes online de produtividade como Google Apps. Farei isso.

Um passeio nos novos recursos e mercado

Mas não vou me furtar a destacar alguns pontos que capturaram a minha atenção hoje no lançamento. Os recursos de colaboração (e coautoria), mesmo na versão varejo são um dos destaques (a versão corporativa do Office tem recursos sofisticados para este tipo de aplicação), são de grande valia e facilidade de uso. O Outlook ganhou a interface “faixa” como os demais membros do Office, traz gerenciamento de “conversas” (e-mails agrupados por assunto e gerenciamento de respostas). Visualização de múltiplos calendários. Há funções de edição de fotos e vídeos no PowerPoint, muito mais estilos para aprimorar os trabalhos. No Excel há tabelas dinâmicas e gráficos ao mesmo tempo, mini-gráficos nas células, segmentação de dados… São muitas novidades, importantes é claro, mas penso ser o “conjunto da obra”, as mudanças conceituais e mercadológicas que fazem o Office 2010 uma versão diferente.

O aspecto preço merece ser destacado. O produto é novo, mas o preço é “velho”, no caso da versão Home and Student (não mudou). Novidade é a versão Home and Business e Professional que podem ser instaladas em duas estações. Ainda bem que está longe em minha memória o dia que uma “caixinha” de Office custava quase mil reais (para apenas um usuário). O que aconteceu foi uma gradual e consistente queda no preço da suíte de produtividade da Microsoft. Um surto de “bondade”? Não exatamente. O mercado, nosso país e o consumidor vêm evoluindo. Mesmo que não admita, a concorrência das plataformas gratuitas deve ter afetado a postura da Microsoft. Nossa moeda valorizada também ajuda o consumidor a perceber um preço menor. Não sou capaz de me lembrar com certeza da real idade do MS Office, mas deve estar perto dos 18 ou 20 anos. Não é a toa que o sinto maduro e se esforçando para se manter no “topo” nesta fase de interessante competição e ainda assim mantendo 92% do mercado como já citei (fonte ? pesquisa FGV).

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