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Virtualização a passos largos no Brasil

Cá estou novamente a falar sobre este assunto que há tanto tempo me fascina. A grande quantidade de textos já publicados no ForumPCs sobre virtualização que o diga! Participei da quarta edição do VMware Virtualization Forum no dia 03 de agosto de 2010 no qual pude me situar novamente em relação às últimas informações sobre […]

Publicado: 18/05/2026 às 13:17
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8 minutos
Virtualização a passos largos no Brasil
Construção civil — Foto: Reprodução

Cá estou novamente a falar sobre este assunto que há tanto tempo me fascina. A grande quantidade de textos já publicados no ForumPCs sobre virtualização que o diga! Participei da quarta edição do VMware Virtualization Forum no dia 03 de agosto de 2010 no qual pude me situar novamente em relação às últimas informações sobre este fascinante mercado e tecnologia.

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Tempos atrás conversando com o amigo Paulo Couto, editor do ForumPCs, ele questionava quanto de fato tinha “pegado” esta tecnologia nas empresas.  Se ainda havia dúvidas sobre o grau de adoção e maturação deste mercado,. Para mim estas dúvidas foram eliminadas no dia de hoje.

No começo deste ano escrevi uma coluna sobre o conceito de “Nuvem Privada”, a aposta da VMware além da virtualização “pura” de servidores. É o conceito de “cloud computing” aplicado dentro da empresa, preparando-a para migrar para uma “nuvem híbrida” (parte dentro e parte fora da empresa) e também para a adoção do “TI como serviço”, 100% na nuvem pública. E foi muito sobre isso que ouvi durante o evento.

O mercado evolui fortemente para a direção da virtualização (total?) da infraestrutura de TI das empresas. Visualiza-se que empresas possam internamente oferecer para seus usuários sistemas “self-service” para disponibilização de recursos de hardware e software alocados dinamicamente de um “pool” de recursos. Este “modelo” já tem até nome para a VMware. “Redwood” é nome de código da camada de software que irá integrar os ambientes e prover alocação dos recursos sob demanda pelo usuário. Esta é a direção que vai a VMware, provisionamento de servidores, rede e desktops virtuais. Em um segundo momento este “pool” poderá ser alocado a partir de redes públicas (a famosa nuvem) e realmente TI virar prestação de serviços como é hoje luz, água, gás…

No Brasil o crescimento do mercado de virtualização (sob a ótica da VMware) tem acontecido de forma quase que explosiva. O Brasil já representa cerca de 55% a 60% do volume de vendas da empresa na América Latina. Isso vem acontecendo nos últimos dois anos sendo que a expectativa de crescimento para o ano de 2010 é de 60%, um número formidável!! Entendendo melhor este mercado, o segmento financeiro é no Brasil “early adopter” de tecnologias, obviamente apoiadas por fortes estudos de custo-benefício. Assim este segmento a despeito do alto custo inicial (por adotar tecnologias de vanguarda em primeiro lugar), tem hoje alta participação no volume de vendas e clientes da VMware (oscilando entre 25% a 30% do total). Este só tem sido superado pelo segmento de Governo e empresas estatais que representa entre 35% e 55% do volume de vendas (varia em função da época ? atualmente com queda por conta de ser ano eleitoral ? restrições de gastos). Os segmentos de Telecomunicações e Data Centers completam o portfólio principal de clientes da VMware.

Foi apresentado um interessante “case” de implantação de virtualização na PRODESP (Processamento de Dados do Estado de São Paulo). Teve início em 2008 e segue o processo de conversão de servidores reais por servidores virtuais. Hoje em dia cerca de 40% dos servidores já rodam sob VMware. São 400 servidores virtuais sendo executados em 100 servidores físicos que já têm capacidade de absorver até 1200 servidores virtuais no total.

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Segundo o Celso Azanha, Diretor geral de Vendas da VMware no Brasil (quem compartilhou conosco todas estas informações sobre o mercado), o volume de vendas da empresa na América Latina corresponde a cerca de 5% do volume mundial. Vendo por este lado percebo o quanto ainda há de espaço para crescimento desta tecnologia no Brasil. Celso relatou que cerca de um terço das empresas clientes no Brasil já são do segmento “Pequenas e Médias”. Isso mostra que não se pode mais dizer que virtualização é apenas para grandes corporações (que de fato já deram largos passos nesta área). A disponibilidade de produtos gratuitos como VMware Server (para testes de VMs) e VMware ESX (ou Vsphere) facilitam a experimentação da tecnologia. Segundo Celso cerca de 50% das empresas que se iniciam na versão gratuita passam a usar a solução “paga”, com produtos e suporte mais evoluídos. A presença de outros produtos também gratuitos como HyperV (Microsoft) e XEN (open source) entre outros, também faz aquecer este segmento, acirrando a competição.

Virtualização em “pequena escala”? Celulares??

A VMware está trabalhando com parceiras e com a indústria de telecomunicações em um projeto que considero fascinante. Que os “smartphones” têm se tornado cada vez mais os atuais computadores de bolso não é novidade. Mas que tal ter ambientes virtualizados nos celulares?? O conceito vem ao encontro de grandes empresas que têm larga base de dispositivos e que precisam cada vez mais agilizar a disponibilização de aparelhos com todo o ambiente da empresa como políticas de segurança, aplicativos específicos, listas de endereços, base de e-mails, dados sensíveis protegidos, etc. Imagine que em um celular poderá rodar o “hypervisor”, o núcleo do sistema operacional de virtualização da VMware e sob este ambiente o titular do aparelho apenas “transfere” seu celular virtual para “qualquer” aparelho (que seja capaz de rodar o hypervisor) agilizando incrivelmente esta distribuição bem como a manutenção e backup dos aparelhos dos funcionários da corporação.

Esta tecnologia NÃO ESTÁ PRONTA, nem é produto ainda, mas é uma das direções apontadas pela VMware durante este fórum. Não deixa de ser curioso, pois logo pensamos em potentes servidores quando ouvimos falar de virtualização e dessa vez a tecnologia vai para o extremo oposto dos dispositivos, os diminutos “smartphones”. Eu entendo que isso se torna possível pela adoção em “menor escala” da tecnologia JÁ EXISTENTE da VMware de Desktops Virtuais (VMware View ou VDI). Esta habilita um PC ser entregue a um usuário de forma virtual, independente da máquina física em frente da qual ele está naquele momento sentado. Seu ambiente inteiro é virtualizado no servidor e acessado como se fosse um “terminal”, mas com uma diferença fundamental. Alterações feitas em seu ambiente virtual (programas ou dados) são refletido em uma versão “off-line” da máquina virtual (imagine um notebook em viagem por exemplo) de tal forma que se esta pessoa estiver sem acesso à rede (e o servidor de desktops virtuais) ela pode continuar trabalhando da mesma forma que ao retomar a conexão as mudanças efetuadas serão refletidas e  preservadas no servidor. Da mesma forma se sua estação de trabalho (ou notebook) sofrer um pane catastrófica e fatal (ou mesmo roubo) seu ambiente virtual continua preservado no servidor e rapidamente recopiado para uma máquina nova. Fantástico.

A queda dos mitos

Já faz algum tempo que ouço recomendações, ditas por gestores de TI  de empresas, ditando regras no uso de virtualização de alguns ambientes ou aplicações. Lembro-me bem, “não se deve virtualizar servidores de bancos de dados”, “não se deve virtualizar Active Directory”, “não se deve virtualizar Microsoft Exchange”… Até que ponto estas recomendações eram bem fundamentadas ou apenas um certo excesso de zelo por parte destes gestores?  E o que dizer se não apenas estes tipos de aplicações fossem virtualizados, mas também “publicados” na nuvem!? Veja a figura abaixo :

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Pode chocar saber que as aplicações mais virtualizadas hoje em dia entre os clientes da VMware estão MS SQL Server e ORACLE (banco de dados), MS SharePoint, MS Exchange, IBM Websphere (servidor de aplicações)… A evolução da plataforma, tanto de software (com o Vsphere da VMware) como hardware (melhor acesso aos dispositivos físicos pelas máquinas virtuais) definitivamente jogou por terra estes antigos mitos!! SIM hoje em dia TUDO pode ser BEM virtualizado. Sempre há uma perda, mas se no passado esta perda foi de 20% a 25% hoje em dia está cerca de 10 vezes menor.

Mas e publicar estes serviços na nuvem??? Se pudesse perguntar para meu bisavô onde ele guardava seu dinheiro no começo do século XX, provavelmente ele o guardava sob o colchão de sua cama. Assim ele teria sempre a “visão” de suas economias. Saber que está ali ao seu alcance o deixava seguro. Já meu avô e meu pai já delegaram esta função para um banco. As nossas economias deixaram de ser “reais” (em baixo do colchão) para serem “virtuais” (um número no extrato bancário. As economias de nossos bisavôs saíram de dentro de suas casas e foram para a “nuvem bancária”. Este mesma queda de paradigma esta por acontecer com o apoio de virtualização e uso de nuvens privada e nuvens públicas.

Essencialmente este é o recado dado pela VMware : “NUVEM diz respeito a COMO você usa os recursos de computação e não ONDE vocês aloca estes recursos“. Esta frase encerra completamente o que tenho observado ao passar do tempo. Inicialmente virtualização era um fim em si mesmo para a empresa visando benefícios palpáveis de consolidação de servidores. Hoje em dia virtualização virou o meio pelo qual as empresa poderão aderir à nuvem, interna, externa ou híbrida e consumir os recursos necessários sob demanda.

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