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GPSs para todos os gostos – Tomtom EASE e XXL, 3 GPSs no carro

GPSs era dispositivos que estavam fora de minha vida até pouco mais de um ano atrás. Usava eventualmente em viagens para o exterior, mas não sentia falta deles aqui na nossa adorada terrinha. Isso começou a mudar quando tive a oportunidade de testar dois modelos da TOMTOM em julho e setembro de 2009. Experimentei as […]

Publicado: 19/05/2026 às 23:35
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14 minutos
GPSs para todos os gostos – Tomtom EASE e XXL, 3 GPSs no carro
Construção civil — Foto: Reprodução

GPSs era dispositivos que estavam fora de minha vida até pouco mais de um ano atrás. Usava eventualmente em viagens para o exterior, mas não sentia falta deles aqui na nossa adorada terrinha. Isso começou a mudar quando tive a oportunidade de testar dois modelos da TOMTOM em julho e setembro de 2009. Experimentei as versões ONE Brasil e GO 920 e conforme contei nos textos descobri utilidades além das óbvias que é não se perder em uma cidade gigante como São Paulo.

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Agora praticamente refaço a lição de casa, mas com versões evoluídas daqueles dispositivos. E com um desafio a mais. Estive nos EUA em Maio passado e antes de retornar tinha apenas um dia livre (na verdade 8 horas). Queria passar em diversos locais. Apenas com mapas no colo não ia dar muito certo, seria perda de tempo na certa. Optei com comprar um GPS para mim e calhou de ser um GARMIN Nüvo 255, que desde então vem me ajudando. Quando tive a oportunidade de testar estes dois TOMTOM imediatamente pensei em confrontar os três dispositivos, com as devidas ressalvas (suas particulares características).

O GARMIN é mais parecido com o TomTom XXL 540, ambos têm telas grandes  – 5 polegadas o XXL e 4.3 polegadas o GARMIN. O EASE tem tela de 3.5 polegadas. Mas tamanho à parte as diferenças entre eles são muito grandes em alguns aspectos e idênticos em outros pontos. Falemos um pouco de cada um deles.

TomTom EASE Brasil (e características comuns)

É a evolução do ONE Brasil que testei ano passado. Cativa pela simplicidade e pelo tamanho. Cabe em qualquer bolso. Sei sistema de fixação é um pouco diferente do ONE, pois tem além da tradicional ventosa um sistema de rosqueamento que faz aumentar a pressão sobre o vidro do carro. Muito engenhoso e eficiente. É o chamado Kit EasyPort.

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Dispõe de memória interna de 2 GB e vem com mapa do Brasil pré carregado. Há espaço para carga de outros mapas, mas não muitos. Por exemplo, mapas da Europa são grandes e por isso mesmo quem for viajar para este local pode comprar mapas de setores do continente.

Há suporte para 36 idiomas, acompanha o cabo USB, carregador veicular, disco adesivo para fixar o GPS no painel e não no vidro.

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No dia a dia o uso do EASE surpreende. Quase me arrependi de ter comprado um GPS maior e mesmo por ter pego o XXL Brasil para testes. Apesar de sua tela pequena a sua função principal de apoio a navegação se faz com perfeição. Os mapas do Brasil incluídos não ofereceram grandes surpresas. São Paulo é uma cidade muito dinâmica. Ruas mudam de mão de direção e novas vias são abertas (como por exemplo a extensão do Rodo Anel). Houve alguns incidentes com mãos de direção na Vila Olímpia e faltou o trecho sul do Rodo Anel. Nada que em uma próxima atualização do mapa (paga) não possa resolver.

A propósito dispositivos da TomTom têm garantia de atualização de mapas gratuitamente por 30 dias (caso seja lançado um novo mapa da localidade incluída no aparelho) ou o ótimo recurso MAPSHARE. Usando o GPS conectado ao PC (cabo USB), atualizações feitas pela comunidade de usuários são compartilhadas. Assim casos como mudanças de mão de direção em várias ruas, obras que interditam vias públicas, etc. podem ser marcadas no aparelho pelo próprio usuário. Na próxima vez que conectar o GPS no PC estas alterações feitas são enviadas para a comunidade e as alterações apontadas pela comunidade são recebidas. Há critérios para aceitação das modificações da comunidade : qualquer mudança ou aquelas apontadas por grande número de usuários, etc. Somente vias novas (como o exemplo do Rodo Anel) que não podem ser apontadas pelos usuário (somente um mapa novo resolve esta situação).

Uma exclusividade do EASE é sua possibilidade de personalização por meio de “SKINS” coloridos (veja foto abaixo). O produto vem com a capa padrão na cor preta e outras capas podem ser adquiridas separadamente. Há cores para todos os gostos e estados de espírito.

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Os menus foram revisados e simplificados  (EASYMENU). De fato quando comparado com o ONE Brasil que testei ano passado há menos telas, embora não tenha sentido falta de opções.

Usando o software TOMTOM HOME (que integra a também função MAPSHARE) várias alternativas e recursos podem ser gerenciados. Por exemplo a imagem que representa o seu carro (provavelmente você achará uma com o seu próprio veículo), as vozes que anunciam as orientações ao motorista em diversos idiomas. Há vozes em português (Brasil) alternativas e divertidas.

Ambos os aparelhos têm o recurso TEXT-TO-SPEECH, ou seja, as instruções são dadas também com a pronúncia do nome das ruas : “Em cem metros virar à direita na Avenida Brasil“. Para isso usa-se as vozes “sintetizadas” do aparelho. Algumas da vozes opcionais são “gravadas” e por isso só dão as instruções, sem falar os nomes das ruas.

Tanto EASE como XXL têm o interessante recurso de apontar radares de controle de velocidade. Cerca de 300 metros antes um alerta sonoro é emitido e exibido na tela do aparelho o limite de velocidade. Acho ótimo recurso, pois é normal as pessoas se distraírem e isso ajuda a evitar multas indesejadas. O próprio usuário pode apontar a existência de um novo radar teclando na própria tela. O usuário responde se o radar é fixo ou móvel, confirma o limite de velocidade e se há fiscalização nos dois sentidos ou apenas no sentido que o motorista está conduzindo seu veículo.  Estas informações são compartilhadas com a comunidade de usuários via MAPSHARE no TOMTOM HOME.

O tamanho reduzido do EASE tem apenas um inconveniente. Ao digitar os nomes das ruas no teclado na tela, cada tecla é um pouco pequena e isso provoca alguns erros de digitação (pelo menos para mim). Nada que não possa ser resolvido com um pouco mais de atenção ao teclar cada letra no teclado virtual na tela. Em relação ao uso com bateria, não consegui mais que duas horas de autonomia no EASE. É sempre bom ter o carregador veicular por perto ou carrega-lo usando um cabo USB conectado ao PC.

TomTom XXL 540.S Brasil

Eu definiria XXL como um GPS em roupa de gala. Dispõe de um “mecanismo” de GPS essencialmente igual o EASE. Compartilha praticamente todas suas caraterísticas (não tem os “skins”), com algumas melhorias que serão comentadas. Seu diferencial é a tela grande, bem grande. Cinco polegadas é uma tela das maiores para este tipo de dispositivo. Mas o usuário precisa de um visor grande assim?

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Depende. Pode ser que ele não enxergue bem de perto e dirija sem óculos. É uma questão de preferência pessoal. Eu fiquei com os dois modelos por várias semanas e as vezes usava um e as vezes usava o outro. Falando de maneira racional e pragmática o EASE faz “a mesma coisa” que o XXL. Mas cá entre nós e mais gostoso usar o GPS maior. E tem a facilidade da digitação, pois as letras no teclado virtual (touch) são maiores e mais espaçadas, menor chance de erros. Se comparado ao EASE cabem alguns dados a mais na tela como, por exemplo, horário,  quilometragem percorrida, velocidade média, etc. Há na terceira parte deste texto uma foto que coloca os GPSs um abaixo do outro que dá uma boa visão destas diferenças. Cabe no bolso com certa boa vontade. Se deixar a parte que gruda no vidro no carro, cabe sim, mas vai aparecer um bom volume no bolso na calça.

O XXL tem o recurso “Quick GPS Fix” que consiste em carregar no aparelho as posições previstas dos satélites para os próximos dias a fim de tornar mais rápido o processo de captação dos satélites ao ser ligado o GPS. Isso é feito pelo software TomTom HOME (que também permite atualizar base de radares e correções ao mapa feitas pelos usuários).

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Um recurso de destaque neste GPS não está disponível no Brasil (ainda), mas achei a ideia tão legal que não posso deixar de comentar. É o IQ ROUTE. Usando o software TomTom Home as informações sobre as suas viagens, rotas, ruas, tempo dispendido, velocidades atingidas, são enviados para a TomTom ANONIMAMENTE (sem saber que você é). Assim ao planejar uma rota alternativas melhores são sugeridas pois levam em conta o histórico de trânsito ao longo do caminho, o seu próprio histórico e da comunidade de usuários. Melhor que isso só mesmo tráfego em tempo real que também ainda não está disponível para o Brasil. É uma questão de tempo para o IQ ROUTE ser também habilitado para o Brasil e este aparelho já suporta esta tecnologia
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Em relação ao uso com bateria, saiu-me melhor que o EASE, consegui pouco mais de três horas de autonomia. Também recomendo ter o carregador veicular por perto ou carregá-lo usando um cabo USB conectado ao PC.

O TESTE TRIPLO : EASE x XXL x NÜVO 255W

Quando me vi com três GPSs não via a hora de fazer este teste. Qual seria a impressão ao usar cada um deles separadamente? E que tal usá-los todos juntos!!! A imagem abaixo mostra os três aparelhos com tamanhos relativos corretos para que se possa ver as diferenças principais entre eles.

Este GARMIN (meu GPS pessoal) entrou de gaiato neste teste. Mas nada melhor que poder ter  visões diferentes dos dispositivos e encontrar onde um é melhor que o outro.

Mapas : a precisão na navegação é muito parecida. Até alguns pequenos erros foram cometidos nas duas marcas. Mas deve ser destacado que a visualização na tela é mais precisa nos aparelhos da TomTom. O GARMIN mostra uma via com múltiplas faixas como apenas uma via enquanto o TomTom mostra as diferentes vias. Em São Paulo, por exemplo, a Marginal Pinheiros ou a 23 de Maio (que têm pista local e pista lateral em alguns pontos) aparecem como pista única no GARMIN. Isso me fez errar um caminho e dar uma bela volta. Era para eu ter pego a pista lateral da 23 de Maio na altura da Luis Goes, mas como o NÜVI não me chamou a atenção para isso fui fazer o retorno lá no Obelisco de Revolução de 1932 (uns 3 quilômetros adiante). Nos TomTom isso não acontece pois o mapa é mais detalhado.

Previsão de Chegada :  o GARMIN parece fazer suas contas considerando trânsito com ótima fluidez e acerta nestas situações. Os TomTom parecem levar em conta velocidades mais realistas com o fluxo médio de trânsito na cidade. Assim o grau de acerto dos TomTom é melhor. Para mim este é um dado importante, ter uma boa ideia da hora que vou chegar a um compromisso.

Duração de Bateria : EASE cerca de duas horas, XXL cerca de três horas e o NÜVI quase quatro horas. Eu sempre ando com o carregador veicular, assim isso não faz tanta diferença, mas na eventualidade de precisar da bateria é bom conhecer a autonomia do dispositivo.

Sinal do Satélite : normalmente o GARMIN demorava menos que os TomTom para já começar a funcionar. O XXL melhorava a cada vez que atualizava o “GPS Quick Fix” (já explicado). Perda de sinal é muito raro. Apenas quando entrava em túneis extensos. E aqui tem uma história curiosa. Usando como comparativo o Tunel Maria Maluf em São Paulo, O EASE perde o sinal primeiro e o GARMIN é o que mais tempo fica funcionando dentro do túnel. Mas isso era “falso”. Dentro do túnel o GARMIN perdia o sinal junto com os outros, mas “fingia” que ainda estava funcionando, usando últimas direção e velocidade conhecidas. Descobri isso um dia que o trânsito parou no túnel e o carro no GPS (Nüvi) continuava andando. Resumindo, são equivalentes e logo ao sair do túnel o sinal era restabelecido prontamente. O XL 920 que testei ano passado, bem como modelos mais sofisticados da TomTom têm acelerômetro que permite fazer estimativa correta do movimento do carro. Mas Nüvi, EASE e XXL não têm este recurso.

O real teste triplo : em duas ocasiões eu montei os três GPSs no meu carro, dois no vidro (TomTom) e outro no painel e saí pela cidade assim. Percebi alguns olhares extremamente debochados, curiosos, risos… Até que uma hora no farol fui perguntado “para que mais e um GPS??” e eu respondi : “tenho medo de me perder assim se um errar o outro acerta, e são três porque se um deles indicar um caminho diferente eu vou pela maioria!“.

tomtomX09.jpg

E curiosamente isso aconteceu certo momento. Agradeço ao meu filho Lucas que tirou 53 fotos para mim para que eu pudesse escolher um ou duas para ilustrar este texto. Na foto abaixo, tirada na Marginal Pinheiro em São Paulo, os TomTom me orientavam ir para o Butantã pelo Joquei Clube enquanto o Nüvi me mandava seguir pela Marginal mais alguns quilômetros.

tomtomX08.jpg

Busca por endereços : muito melhoro nos dois TomTom quando comparados ao Nüvi! O Garmin te obriga e escolher sempre a cidade (é um saco) ante de digitar um endereço. Além disso os algoritmos de busca dos TomTom é mais esperto. Enquanto você está digitando ele já esta procurando e se “nos bastidores” ele percebe que são poucas as alternativas ele já te mostra as opções, evitando ter que seguir digitando até o final do endereço.


CONCLUSÃO

Eu ainda tenho um velho e bom guia de ruas no porta luvas do meu carro. Mas acho que seus dias estão contados. Além de ocupar espaço é com certeza muito mais antigo que os GPSs, menos atualizado, meio rasgado e até manchado. Não há motivo para não ter um GPS hoje em dia. Ahhh seu celular tem GPS,e por isso acha que não precisa de um aparelho específico para isso. Não é bem assim. Usar um celular enquanto dirige o carro, segurá-lo e ler o mapa não é muito prático. A própria TomTom vende um acessório para usar o iPhone como um GPS veicular e com amplificação da antena do GPS. Em minha opinião só vale para os fanáticos pelo iPhone (pelo custo).

Pensando somente com a razão eu optaria pelo EASE por ser pequeno e custo acessível, R$ 599. Há um ano o preço sugerido do TomTom ONE era R$ 799, uma queda sensível para um equipamento que é seu sucessor. Cabe no bolso (nos dois sentidos) e tem a mesma qualidade como navegador que seu irmão mais velho o XXL.

Pensando mais no prazer de uso, no conforto visual, ficaria com o XXL pagando um pouco mais, R$ 899. Este com alguns recursos a mais que mesmo ainda não ativos no Brasil como o IQ Route, seria garantia de poder usá-lo no futuro.

Confrontando os TomTom EASE e XXL com o GARMIN Nüvi 255w, fiz uma descoberta um pouco tardia. Teria sido melhor compra ficar com TomTom pelos motivos expostos no TESTE TRIPLO que fiz. Na verdade o Nüvi tem duas coisas que eu gosto que os TomTom não têm : slot para cartão SD (para trocar o mapa trocando o SD ? a Garmin vende SD com mapas) e a possibilidade de usar o Nüvi como porta retratos digital portátil. Gosto, mas são duas funções que teria aberto mão se já conhecesse os dispositivos que testei. Afinal GPS serve para se perder e não para ver fotos…

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