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BlackBerry Developer Day ? começar é mais fácil do que parece!

Aconteceu em São Paulo neste dia 4 de novembro o evento BlackBerry Developer Day, no WTC-Sheraton. Onde foram mostradas as novas soluções da empresa e reuniu a comunidade de desenvolvedores, pois a RIM deseja ampliar cada vez mais a disponibilidade de aplicativos para sua plataforma. A propósito a RIM não se posiciona como fornecedora de […]

Publicado: 22/05/2026 às 09:39
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BlackBerry Developer Day ? começar é mais fácil do que parece!
Construção civil — Foto: Reprodução

Aconteceu em São Paulo neste dia 4 de novembro o evento BlackBerry Developer Day, no WTC-Sheraton. Onde foram mostradas as novas soluções da empresa e reuniu a comunidade de desenvolvedores, pois a RIM deseja ampliar cada vez mais a disponibilidade de aplicativos para sua plataforma. A propósito a RIM não se posiciona como fornecedora de hardware e sim provedora de serviços. Por isso os aplicativos são tão importantes.

Segundo a empresa em 5 anos não haverá mais celular e smartphone. Tudo será a mesma coisa. Há hoje em dia uma base instalada de 115 milhões de aparelhos BlackBerry no mundo, sendo que apenas no último trimestre 12 milhões de novos BlackBerries foram vendidos.

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Dois lançamentos recentes têm capturado a atenção do mercado. O primeiro deles é o BlackBerry TORCH que dispõe de tela sensível ao toque e também teclado destacável (ou escamoteável), pois apesar do telas “touch” serem uma forte demanda, o ótimo teclado do dispositivo não foi esquecido. Conta ainda com o novo sistema operacional, versão 6.0 e um novo browser mais ágil e que conta com “tabs? como os browsers de desktops.  O segundo lançamento recente é o tablet PlayBook. A propósito, em recente pesquisa foi  divulgado que os tablets, liderados pelo iPad da Apple têm provocado queda de interesse por netbooks. Interessante tendência.

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Neste evento ficou forte a forte postura da RIM para estimular os desenvolvedores. Estes dois lançamentos (PlayBook e Torch 9800) serão premiações para os desenvolvedores que criarem as melhores aplicações para os aparelhos. É uma iniciativa chamada “Blackerry Chalenge”.

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Os programas para apoio para desenvolvedores são divididos em vários níveis de relacionamento (elite, selecionado, associado e registrado). Em função do nível de relacionamento proporciona desde informações, acesso à base de conhecimento, empréstimo de aparelhos para testes e testes com aparelhos antes dos seus lançamento (nível elite). Mais informações sobre estes programas podem ser obtidas nos sites  www.BlackBerry.com/developers e  www.BlackBerryalliance. com.

Um caso “clássico” de sucesso é a empresa brasileira NAVITA que desenvolveu um aplicativo TRADUTOR que se tornou mundialmente conhecido. Outro caso interessante é o do portal APONTADOR que oferece aplicativos gratuitos para monitorar trânsito nas cidades, nas rodovias e permite a localização de postos de gasolina, todos eles com “georeferência”. Assim usando a capacidade do dispositivo “saber” onde ele está, aplica esta informação no contexto do aplicativo mostrando o trânsito inicialmente ao redor da localização atual, bem como os postos de gasolina mais próximos. Mais detalhes em http://bit.ly/adDAk1. As operadoras de telefonia celular Claro, Nextel e Vivo também apresentaram deus modelos de parceria com desenvolvedores.

Em conversa  com Guillermo Döring, Consultor para Desenvolvimento de Aplicativos na  América Latina entendi um pouco melhor o caminho para se tornar um desenvolvedor para a plataforma BlackBerry. Antes de tudo o desenvolvedor precisa se libertar do paradigma de desenvolvimento de aplicações para PC. A forma de pensar deve ser diferente. A necessidade de uma aplicação basicamente atende à necessidade de adaptar o uso de uma aplicação Web às características do dispositivo, teclado, tamanho de tela, etc. Assim, por exemplo, o ótimo aplicativo de Twitter para BlackBerry adapta de uma forma muito prática o uso do twitter ao aparelho e resolve problemas de visualização e ajuda a diminuir o uso de teclado.  Dessa maneira a forma mais simples de criar uma aplicação para BlackBerry é construir uma interface melhor para acesso a um site ou a um serviço Web.

Segundo Guillermo a ferramenta WebWorks é a melhor forma para se iniciar neste novo mundo de desenvolvimento de aplicações para BlackBerry. Uma vez que o desenvolvedor já criou alguns produtos ou soluções no WebWorks ele pode (se quiser) dar um passo maior que é desenvolver “SuperApps”. Estas são aplicações mais sofisticadas, mais diretamente ligadas ao servidor da empresa (ou do provedor do serviço). O conceito de “SupperApp”, o tipo de aplicação mais nobre e sofisticado é baseado em certas características que devem estar presentes para receber esta classificação : sempre conectado (ativa ao ligar o dispositivo e aguardando por dados ou enviando dados );  alta integração e proativa (emite notificações sempre que necessário); contextualizada (aplicação sabe onde o usuário está e usa esta informação); social e conectada (promove a integração entre grupos de pessoas) e projetada para eficiência (conserva recursos, bateria, etc.).

A RIM dispõe de ambiente de desenvolvimento bastante “minucioso”, mas que exige certo esforço de codificação. Por isso foram criados conectores e interfaces (plug-ins) para outros ambientes. Há plug-in para a plataforma ECLIPSE (open source gratuito), muito usado por desenvolvedores JAVA, que proporciona acesso e desenvolvimento mais simples.  Há também conector para Microsoft Visual Studio, etc. A propósito, JAVA é a plataforma “natural” de desenvolvimento para BlackBerry, a que mais perto chega da máquina e de suas funcionalidades, com acesso a diversos recursos diretamente pela aplicação.

Mas quem quer começar a desenvolver para BlackBerry qual o caminho mais simples para isso? Depois de tudo que vi e ouvi, a resposta é mesmo o Webworks. É basicamente um ambiente de desenvolvimento de aplicações para a Web, mas com adaptação para o dispositivo BlackBerry, possibilitando estender funcionalidades tradicionais e permitindo criar aplicações mais ricas que apenas acesso a um site pelo BlackBerry browser. Há muitas APIs para realizar acessos a dados gravados localmente, “push” de informações, etc.

Além das soluções da própria RIM existem produtos de terceiros que se propõem a tornar ainda mais fácil o desenvolvimento. São empresas que criaram “framewoks” baseados em conjuntos de funções, rotinas e objetos que realizam diversas tarefas em nível mais alto. O  resultado é maior produtividade. Estas alternativas são ótimas, porém a escolha deste framework deve ser feita com bastante cuidado, pois uma vez escolhido este ambiente todo o desenvolvimento será feito neste “dialeto” e não na linguagem “nativa” do BlackBerry.

O desenvolvedor também deve tomar uma decisão. Se vai focar-se na versão 5.0 do sistema operacional do BlackBerry ou na versão 6.0, recém lançada, mais avançada e com recursos a mais. No ambiente corporativo, mais controlável, poder-se-ia assumir que todos usarão dispositivos com a versão 6.0 e tirar partido disso. Já se o público alvo da aplicação é “global” é mais sensato prever que a aplicação usará a versão mais antiga (5.0) e mais compatível com a base instalada de dispositivos no mercado.

Versão do sistema operacional (e browser) à parte há algumas características únicas que facilitam a criação de aplicações. Um exemplo simples é a capacidade de esconder o “ponteiro do mouse” e usar apenas um cursor. Apenas esta pequena mudança (entre outras possíveis) muda bastante a percepção da aplicação, não mais como o acesso a um site, mas sim a um programa especialmente criado.

Um conjunto de “temas” pode ser aplicado às aplicações para conferir a elas aparências bonitas e profissionais. Além disso estão disponíveis as versões 5.0 e 6.0 do “BlackBerry Theme Studio” que permite criar novos temas para serem usados pelos desenvolvedores.

Guillermo também comentou sobre as expectativas em relação ao desenvolvimento para o PlayBook, o tablet pessoal/corporativo da RIM. A ferramenta Webworks pode ser usada para “portar” desenvolvimento feito para BlackBerry para o PlayBook (sem usar inicialmente as vantagens da nova plataforma), mas sem dúvida agiliza a entrega de aplicações já existentes do outro dispositivo para o mercado.

A RIM espera um crescimento explosivo da comunidade de desenvolvimento para PlayBook porque se trata de hardware privilegiado, baseado em interface POSIX (similar ao Mac OS). Mas além disso (da possibilidade de uso de plataforma JAVA), os desenvolvedores para PlayBook podem usar FLASH (que já conta com cerca de 3 milhões de desenvolvedores no mundo). E é sabido que o líder de mercado, iPad, que fez renascer este mercado de Tablets, não tem exatamente um bom relacionamento com a ADOBE e com Flash. A RIM acredita que por disporem de hardware bem desenvolvido e suporte a Flash que isto impulsionará bastante o mercado de aplicações.

O crescimento do uso de SmartPhones, a própria extinção do dispositivo que não seja “smart” em futuro próximo, o renascimento dos Tablets (todos eles), eventual declínio do mercado de netbooks por conta disso, me faz pensar. Claro que o mercado para desenvolvimento de aplicações corporativas tradicionais ainda é grande, mas não deve ser desprezado este segmento de aplicações para dispositivos móveis, de forma alguma. E no caso do mercado BlackBerry, começar é mais simples do que eu pensava anteriormente.

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