IDF 2005-Um resumo dos dois eventos Esse artigo foi escrito em parceria com Flávio Xandó, que abordou o capítulo Digital Business. A Intel promove o IDF em vários paises, inclusive no Brasil (será em dezembro, se não me engano) e nos EUA, maior mercado do mundo e sede da empresa, acontece em duas datas a […]
Esse artigo foi escrito em parceria com Flávio Xandó, que abordou o capítulo Digital Business.

A Intel promove o IDF em vários paises, inclusive no Brasil (será em dezembro, se não me engano) e nos EUA, maior mercado do mundo e sede da empresa, acontece em duas datas a cada ano, o primeiro IDF de 2005 (Spring) está resumido no artigo
Assim caminha a tecnologiaNão custa lembrar algumas coisas que foram ditas pela imprensa “especializada” no final de 2004, quando havia um visível problema na transição da tecnologia de 130 nanômetros para a de 90 nanômetros (tecnologia essa usada na fabricação de chips) tanto com a Intel quanto com a AMD. Os processadores não estavam apresentando os resultados esperados, havia perda (leakage-ou vazamento) de energia o que resultava em alto consumo elétrico e altas temperaturas de operação. Eu me lembro de ler uma entrevista com um engenheiro da IBM onde ele disse “” dando a impressão que o limite do processo produtivo havia sido atingido, deixando os engenheiros desesperados.
A conseqüência dessa constatação era que toda a evolução dos processadores estaria comprometida, uma vez que para alcançar mais freqüências de operação era necessário reduzir ainda mais o tamanho dos transistores e a tecnologia se mostrou limitada para tal desafio. A Intel, no último semestre de 2004, surpreendeu o mundo ao cancelar a produção do Pentium 4 de 4 GHz e afirmando categoricamente que ele não iria existir mais em sua linha de produção futura.
Como assim? A maior empresa de processadores jogou a toalha?

Não era nada disso e àquele primeiro IDF de 2005 mostrou o que estava de fato acontecendo. Era possível sim atingir tecnologias menores que as de 90 nanômetros utilizando outros materiais, mas não era só isso que limitava o lançamento do Pentium 4 de 4 GHz, e sim a sua real necessidade para o consumidor, ou melhor, se continuar crescendo em “gigahertz” era o melhor caminho para a tecnologia de computação.

O grande desafio era convencer o resto da indústria, sejam seus clientes e parceiros ou sejam os desenvolvedores de softwares e aplicativos, que esse era o caminho certo a seguir. Tal mudança de rumo promoveria uma imensa mudança estratégica em centenas de outras empresas, e as apostas certas ou erradas poderiam simplesmente fazer algumas delas desaparecer, caso não se adaptassem.
performance per watte mostrou que a indústria “complementar” vai mudar, e que as tais centenas de empresas já começaram a se adaptar para o novo mundo, onde reinará um processador de baixo consumo elétrico com múltiplos núcleos de processamento e vários pequenos aceleradores auxiliares especializados para determinadas tarefas, que farão com que o PC clássico se comporte como um mainframe de pequeno porte, servindo a vários usuários ao mesmo tempo mesmo que estes não estejam na frente do PC, com as mãos no teclado e no mouse. Nesse novo mundo, dispositivos computadorizados especializados em determinadas tarefas se comunicação com o tal “mainframe” provavelmente por uma rede sem fio, tal como um MP3 Player que se conecta automaticamente à sua biblioteca de músicas pessoais sempre que você chega a sua casa.
É sobre isso que vamos falar com vocês hoje: o Next Generation!
