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Relembrando o Natal de 2005

O Fórum PCs vai fazer nesse dezembro uma série de matérias sobre 2009, com vários autores. Desde dicas de presentes, retrospectivas, reflexões até algumas previsões. E eu iria começar hoje, com uma lista de recomendações de presentes quando encontrei no diretório “natal” da minha pasta de colunas uma coluna de 2005 que me fez dar […]

Publicado: 12/05/2026 às 16:35
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6 minutos
Relembrando o Natal de 2005
Construção civil — Foto: Reprodução

O Fórum PCs vai fazer nesse dezembro uma série de matérias sobre 2009, com vários autores. Desde dicas de presentes, retrospectivas, reflexões até algumas previsões. E eu iria começar hoje, com uma lista de recomendações de presentes quando encontrei no diretório “natal” da minha pasta de colunas uma coluna de 2005 que me fez dar boas risadas. É estranho como o tempo passa e a gente nem se lembra bem do que viveu, leu, falou ou escreveu. A coluna em questão é Crossfire, Seagate, AMD, Natal e etc… e eu começo destilando veneno no nosso governo federal, em tempos de mensalão, liberação de verbas na última hora, STF soltando todo mundo. Ao ler a frase abaixo, não contive as risadas! E infelizmente pouco mudou desde então:

” Alguém se habilita a lançar um anti-vírus em Brasília? É simples, basta identificar atividades suspeitas e colocar em quarentena, algumas horas depois o STF vai lá e solta novamente, sob a alegação que a culpa é do usuário-por mal uso do voto.”

2010 é ano de eleições e temos a chance de mudar um pouco as coisas, mas não sou um otimista nesse aspecto. Estou me convencendo que o Brasileiro é um povo passivo e tolerante, e que escândalos políticos, com dinheiro na cueca ou na meia é só mais um motivo de piada enquanto discutimos futebol nos bares e elevadores desse país. Uma pena, poderíamos ser grandes….

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Em seguida falei da Seagate, mais especificamente da compra da Maxtor que na época não fazia muito sentido pra mim. E de fato não fez, talvez não por isso mas a Seagate perdeu mercado pra Western Digital e para Samsung, além de perder espaço na maioria das lojas de varejo americanas, hoje dominadas pela Western Digital. Como se não bastasse ainda se envolveu com problemas graves de qualidade em alguns produtos (como no caso do 7200.11 e seu fatídico firmware). Claro, esse mau desempenho se refletiu no comportamento das suas ações, vejam um comparativo feito no Yahoo Finance entre a Seagate (STX) e Western Digital (WDC) quanto a performance de suas ações.

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Com a indústria de PCs caminhando a passos largos para um modelo baseado em dispositivos móveis de baixo custo conectados na “nuvem” da Internet e com armazenamento interno baseado em memória flash de baixa capacidade, é bem provável que a Seagate se torne cada vez mais uma empresa voltada ao segmento corporativo, provendo soluções para Datacenters (onde é líder de mercado, com cerca de 60% de participação). Não por acaso seu recente lançamento de SSD (memória flash) chamado de

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Por fim falei da AMD e ATI, na época empresas distintas. No caso da ATI falei especificamente do Crossfire bugado (lembram da primeira versão, ainda com cabos externos?) e de fraco desempenho frente ao SLI da NVIDIA. O tempo passou, a ATI foi comprada pela AMD e hoje vemos suas soluções Crossfire bastante amadurecidas. Parte desse sucesso se deu também por equívocos da NVIDIA, que por não abrir sua tecnologia para terceiros passou o ano de 2008 sem ter placas mãe competitivas com suporte SLI no mercado. A briga NVIDIA vs Intel privilegiou o Crossfire da ATI, quem diria.

E sobre a AMD (risos), comentei sobre o PIC (lembram?), um fracasso retumbante. Aliás, citando minhas próprias palavras

“..pra mim, um king kong – no sentido símio da palavra-um grande mico.” . Além do PIC, comentei sobre a estranha alta das ações naquele dezembro de 2005, na época ultrapassando os 30 dólares para chegar aos 40 dólares no início de fevereiro de 2006. Era época do Opteron versus NetBurst, e o Sr. Hector Ruiz, eleito o “CEO of the Year” pela revista Eletronic Business dizia que a empresa iria atingir 30% de market share consolidando sua posição no mercado. Vários de nossos leitores sofriam e lamentavam por não ter acesso para comprar as ações da AMD no mercado americano, que segundo eles, iriam disparar com a derrota da Intel. Infelizmente a realidade foi bastante diferente, tanto a AMD quanto Sr. Ruiz “ruíram” (desculpe o trocadilho), e as ações chegaram abaixo de míseros 2 dólares, e muitos (euinclusive) questionaram a viabilidade da empresa. Sr. Ruiz está hoje envolvido em um processo por vazamento de informações envolvendo a venda das fábricas da AMD para a Global Foundries, a qual se tornou CEO e após o escândalo foi destituído do cargo. Quem diria…

Felizmente para a AMD, após se livrar do Sr. Ruiz as coisas melhoraram, especialmente depois do acordo bilionário com a Intel para cessar os processos sobre as práticas comerciais e uso de licenças, suas ações hoje estão a quase 9 dólares e em tendência ascendente. Veremos uma nova AMD daqui pra frente!

Então, fico devendo para breve uma coluna com dicas de presentes. E não resisto a fazer mais uma previsão para o futuro breve. Analisando vários fatores, várias tendências, e especialmente as pessoas envolvidas nessas transformações, vejo que está por vir um dano na imagem do Google que pode mudar as regras na internet. O Google está se posicionando para ser a Microsoft da computação nas nuvens, e não só seus produtos vão nessa direção como também suas atitudes em relação a seus competidores e supostos aliados. O Google de hoje tem muito pouco do romantismo e simpatia de seus fundadores Sergey Brin e Larry Page, é hoje uma corporação como outra qualquer, gerida por executivos profissionais, envolvida com governos, política, cheia de tentáculos visando lucro absoluto para satisfazer seus acionistas. Em algum momento, e acho que não demorará muito, essa imagem positiva, de simpática, jovem, voltada para o bem dos seus usuários vai sofrer um grande revés, e muitos vão questionar se devem entregar sua privacidade, seus emails, suas fotos, vídeos, suas redes de relacionamentos sociais, suas ligações telefônicas e seus dados mais preciosos a ela. Veremos processos sobre privacidade, práticas monopolistas, escândalos financeiros e/ou políticos, como todos os gigantes dessa indústria sofreram, desde a AT&T;, passando pela IBM, Microsoft e Intel.

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