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Seagate troca em garantia no Brasil

Como eu havia antecipado na minha coluna anterior Windows deu pau! E agora? eu tive a desagradável experiência de ter um defeito em um HD importante, cheio de dados valiosos. Foi com um Seagate Serial ATA de 200GB que continha inúmeras informações, e quero aproveitar para agradecer ao amigo Ralph da Sinco Sistemas que gentilmente […]

Publicado: 14/05/2026 às 09:58
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5 minutos
Seagate troca em garantia no Brasil
Construção civil — Foto: Reprodução

Como eu havia antecipado na minha coluna anterior Windows deu pau! E agora? eu tive a desagradável experiência de ter um defeito em um HD importante, cheio de dados valiosos. Foi com um Seagate Serial ATA de 200GB que continha inúmeras informações, e quero aproveitar para agradecer ao amigo Ralph da Sinco Sistemas que gentilmente me emprestou um outro disco para que eu pudesse ao menos salvar alguns dados antes de tentar uma troca em garantia. Praticamente tudo que era crítico foi recuperado. Obrigado, Ralph!

Ralph aproveitou e me explicou o processo de RMA com a Seagate, a única empresa atualmente no segmento de “consumer” que mantém os 5 anos de garantia em seus discos rígidos, dizendo que era simples: “entre no site da Seagate, preencha um formulário, coloque o disco no correio e em uns 15 dias você terá o disco de volta” . Beleza, se é simples assim, vamos nessa!

Só que eu acabei cometendo um engano, eu deveria ter entrado no site brasileiro www.parceiroseagate.com.br e não no site americano, mas apesar do meu erro foi possível confirmar a garantia do meu disco, preencher um formulário eletrônico e dar inicio ao processo, enviando o disco para o endereço de São Paulo conforme constava no site em inglês.

Por causa desse deslize, de não ter feito no site brasileiro, meu RMA ( Return Material Authorization ) acabou demorando mais do que o normal, porque pelas regras descritas no site nacional eu deveria também ter enviado uma declaração de propriedade e cópia de alguns documentos (identidade e CPF). Perdi uma semana nisso, porque quando fui avisado já era uma sexta feira, e tive que refazer os processos na segunda seguinte. Confesso que fiquei irritado, e por isso acabei me envolvendo na questão junto ao pessoal da Seagate Brasil e junto a Jabil (empresa multinacional que processa o RMA no Brasil, pela Seagate), afinal por que tanta burocracia?

Nós que vivemos em um mundo de alta tecnologia temos verdadeira ojeriza a carimbos, firmas reconhecidas, declarações e cópias de documentos (desculpe, exagerei, a Seagate exige apenas a declaração a as cópias, que não precisam ser autenticadas…), mas como era necessário acabei repetindo o processo pelo site brasileiro e enviei por fax/e-mail tais documentos. Consegui falar com o encarregado na Jabil sobre essa burocracia, e finalmente entendi suas causas: aqui no Brasil para um produto entrar em uma empresa é necessário um documento fiscal comprovando a origem do produto, no caso de um produto de pessoa física, os tais documentos solicitados permitem a emissão de uma nota de entrada, da própria Jabil.

Questionei também sobre uma provável negação da garantia caso o HD tivesse origem “duvidosa” como o tradicional contrabando ou até mesmo fruto de cargas roubadas. Fiquei sabendo que no caso de cargas roubadas a negativa é feita antes mesmo do envio do material, quando da consulta pelo número de série feita no site, já se o disco veio através de contrabando a Seagate Brasil mantém a garantia, mas isso gera um custo enorme para a empresa.

Infelizmente é assim: um disco defeituoso é trocado por um outro aqui no Brasil, mas a sua “carcaça” deveria ser exportada para ser reciclada ou remanufaturada no exterior. Só que o fisco só permite a re-exportação de itens importados que tenham as devidas guias de importação. Se um disco rígido não tiver sua nacionalização comprovada, ele não pode ser exportado a menos que sejam pagos os impostos devidos na sua entrada no pais, e portando vai se acumulando aqui no Brasil. Ninguém ganha nada com isso.

Pois bem, continuando o processo, o disco defeituoso pode muitas vezes ser remanufaturado por ter defeitos apenas na parte lógica ou em algum componente menos crítico, e recebem o nome de “refurbished” que nada mais é do que um produto exatamente igual ao novo, com a mesma garantia inclusive, só que remarcado dessa forma por ter componentes já usados anteriormente. Então, na maioria dos casos de RMA o requerente vai receber um disco “refurbished” de igual características ou superior. Geralmente superior.

A disponibilidade de discos para troca é um problema. Por causa das dificuldades de exportação o saldo remanescente no Brasil é sempre inferior à necessidade. Meu RMA teria demorado mais, mas coincidentemente houve uma liberação de carga naquela semana (Ralph também tinha discos para receber, e me avisou do problema) e parte dos clientes receberiam seus produtos logo em seguida.

De fato, dias depois, ou uma semana depois de eu ter corrigido os dados do processo, eu recebi em casa, sem nenhum custo, um HD novo (“refurbished”) da Seagate. Veio um modelo 7200.9 de 500GB, nada mal levando-se em consideração que o anterior era um 7200.7 de 200GB. No total foram um pouco mais do que 15 dias de espera, mas teriam sido menos se eu tivesse iniciado o processo corretamente.

Discos Rígidos, como qualquer componente eletromecânico, é passível de falhas. O valor da garantia, ou do próprio disco, é quase que insignificante perto do valor dos dados que ele pode conter, portanto escolher bem uma marca é fundamental. Com esse episódio eu aprendi duas coisas muito importantes : a primeira é que backups precisam ser feitos sempre, mesmo que isso signifique ter uma redundância de discos em casa, e a segunda coisa é que enquanto eu morar no Brasil, vou usar discos Seagate.

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