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SyncMaster 204T – Novidade em LCDs de alta resolução

Já vimos no artigo Dicas para comprar um monitor LCD as características técnicas mais importantes na escolha de um monitor, e apesar das explicações no artigo ainda é muito difícil encontrar o monitor ideal. Muitas das informações relevantes para a decisão simplesmente não são declaradas pelos fabricantes. Há duas tecnologias de painel muito comuns, a […]

Publicado: 12/05/2026 às 21:41
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9 minutos
SyncMaster 204T  –  Novidade em LCDs de alta resolução
Construção civil — Foto: Reprodução

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Já vimos no artigo Dicas para comprar um monitor LCD as características técnicas mais importantes na escolha de um monitor, e apesar das explicações no artigo ainda é muito difícil encontrar o monitor ideal. Muitas das informações relevantes para a decisão simplesmente não são declaradas pelos fabricantes.

Há duas tecnologias de painel muito comuns, a TN+Film e a MVA (e suas derivadas). A TN+Film é utilizada nos monitores mais baratos e na maioria das vezes os mais rápidos também. A explicação é até simples, no TN+Film a molécula do cristal “líquido” é simples e fica em uma só direção, ao sofrer uma carga elétrica ela se move para outra direção controlando assim a quantidade de luz que pode passar pelo pixel. Se a molécula estiver alinhada perpendicularmente ao painel a luz passa e você vê um pixel branco, e se estiver paralela a luz é bloqueada e você vê um ponto preto. Por ser muito simples, essa tecnologia é muito rápida na sua comutação e é muito comum o uso de apenas 6 bits de cor (64 posições para cada sub-pixel RGB), as demais cores são obtidas por uma técnica de dithering , isso porque é mais rápido e barato fazer uma molécula se posicionar em apenas 64 posições do que em 256 de um monitor de 8 bits.

Os pontos negativos infelizmente são importantes na minha opinião: o preto não é exatamente preto, parece um cinza escuro, as cores também não são bem definidas, especialmente em degradés, e o ângulo de visão é baixo, ou seja, se seus olhos não estiverem perfeitamente alinhados com o monitor, a imagem perde qualidade. Quando vocês lerem nas especificações dos monitores algo como 8 ou 12 ms (tempo de reposta), suporte a mais de 16 milhões de cores mas não a exatamente 16.7 milhões de cores e ângulos de visão inferiores a 160° graus, nós estamos falando de um TN+Film de 6 bits. Alguns fabricantes inovaram no TN+Film criando painéis muito bons, mas ainda não é o ideal.

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Uma outra tecnologia é radicalmente oposta: o MVA utiliza várias moléculas de cristal em posições aleatórias, que se movem em direções distintas garantindo um ótimo ângulo de visão (geralmente em torno de 178° graus), são quase sempre 8 bits e portanto exatos 16.7 milhões de cores mas infelizmente são mais lentos, geralmente com 25ms de tempo de resposta, o que não é ideal para games por causa do efeito de ghosting , um pequeno fantasma que segue uma imagem em movimento, resultante dos pixels que ainda não mudaram de cor.

A Samsung tem uma tecnologia proprietária derivada do MVA, chama-se PVA e a principal diferença é que as moléculas não estão dispersas aleatoriamente, mas em 4 grupos alinhados em 4 direções diferentes. As demais características permanecem idênticas, inclusive o tempo de resposta de 25 ms. Os painéis MVA e PVA são considerados os melhores para quem precisa de qualidade de imagem, especialmente para uso profissional.

A novidade no mundo dos LCDs é o S-PVA da Samsung (Super PVA), que adota agora 8 grupos de moléculas menores e por isso mais rápidas, conseguindo 16 ms de tempo de reposta. O primeiro modelo a chegar ao mercado com essa tecnologia é o SyncMaster 204T , um monitor de 20 polegadas e resolução de 1600×1200, montado em pivot (a tela gira para ficar na vertical ou na horizontal). Além disso ele tem a desejável (na minha opinião imprescindível) conexão DVI, que elimina uma série de ajustes na imagem e permite uma visualização muito limpa, especialmente nos textos. Os monitores de alta resolução com conectores VGA invariavelmente geram um certo “borrado” nas letras, que incomodam olhos mais treinados.

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Essa mistura de tecnologias, tamanhos e configurações geram inúmeras variações de monitores, é muito difícil escolher um! Os modelos de 15 ou 17 polegadas são baratos, mas as resoluções são pequenas (1024×768 e 1280×1024 respectivamente), os modelos de 19 são atrativos mas mantém a mesma resolução que os modelos de 17, e a maioria é TN+Film. Acima de 20 polegadas finalmente temos os modelos com resolução superior a 1600×1200, mas são caros e utilizam painéis lentos (MVA ou PVA).

Eu já tinha um monitor Sony G420 CRT de 19 polegadas e utilizava regularmente a resolução de 1280×1024, e sentia que era hora de trabalhar em resoluções maiores. Em 1600×1200 as letras nesse fantástico monitor ficavam muito pequenas, talvez um modelo de 21 polegadas CRT fosse mais confortável nessa resolução, mas eu não cogitava comprar outro CRT. Comprar um LCD de 19 polegadas e manter a resolução de 1280×1024, apesar da área útil maior do que o meu CRT 19, não era o objetivo. A saída foi pesquisar sobre o 204T e partir para algo novo.

Surpreendentemente não há reviews ou artigos sobre esse monitor lançado em junho desse ano. Geralmente quando há uma nova tecnologia na praça o fabricante investe bastante na sua divulgação, será que há algo errado com o 204T?

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Pesquisando em fóruns internacionais encontrei muitas referencias o comparando com o Dell 2001FP, um dos melhores monitores da atualidade apesar de ser lento (25 ms), mas alguns usuários experimentaram problemas com dead pixels. Após muita pesquisa encontrei uma explicação razoavelmente convincente de que essa tecnologia por ser muito nova e seus pixels muito pequenos, estava ainda com um alto índice de defeitos nos primeiros modelos. Só para vocês terem uma idéia de comparação, o 204T tem pixels de 0.255mm, contra 0.270mm de um modelo de 21 polegadas, ou 0.264mm de um 17 e 0.294mm de um 19 polegadas, ou seja, é o menor pixel entre todas as categorias, enquanto que o de 19 polegadas chega a ser maior do que os equivalentes em monitores CRT.

Comprar ou não comprar? Seu preço é muito atraente (entre 550 e 650 dólares dependendo da loja) frente aos modelos de 21 e 24 polegadas, um pouco acima dos melhores 19 polegadas com painéis MVA/PVA e conexão DVI.

Outros por sua vez relatavam a incrível qualidade da imagem, especialmente os pretos que são realmente pretos. Se você colocar um fundo preto cobrindo a tela, você não consegue perceber se ela está ligada ou não. Resolvi arriscar trazer um na minha última viagem aos EUA, mas ao invés de comprar online (mais barato) e ter problemas para realizar uma troca no caso de dead pixels, optei por pagar mais caro e testar o monitor na loja, antes de levar pro hotel.

Um pequeno drama se instalou, pois na região que eu estava (Walnut Creek, CA) as lojas ficavam distantes uma das outras e não havia alugado um carro, dependia exclusivamente de táxis ou da van do próprio hotel. Na primeira loja que passei, o monitor estava em falta, na segunda havia apenas 3 unidades mas estava caro (650 dólares) e só poderia testar se pagasse antes, o tempo era curto e eu não poderia procurar em outras lojas. Resolvi comprar nessa mesma (Best Buy) e na hora do teste, o primeiro modelo estava com um pequeno dead pixel, descartei e pedi outro. O segundo que o vendedor abriu tinha 3 dead pixels no mesmo lugar formando um ponto grosso, me deixando ainda mais desanimado a respeito da qualidade desse painel, apenas no último teste encontrei o monitor perfeito, sem nenhum defeito. Foram 45 minutos de testes e de agonia, além da conta relativamente alta no cartão.

De volta ao hotel, montei o imenso LCD na saída VGA do notebook e fiquei impressionado com sua qualidade, muito superior ao display do ótimo Asus M6Ne. Os pretos são realmente pretos, as cores são muito vivas, e o tamanho da tela em 1600×1200 é suficiente para acomodar tantas janelas quanto forem necessárias.

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No início foi difícil trabalhar com um monitor tão grande ligado a um notebook, até porque a mesa do quarto deixava o painel muito próximo, e eu ainda não havia me acertado com o brilho intenso do branco. De uma regulagem de fabrica em 80% acabei encontrando um valor satisfatório em torno de 30% só.

Ao chegar ao Brasil, nenhuma surpresa, declarei o monitor na alfândega, paguei os impostos sobre o que havia excedido a quota e fui para casa. Montei no lugar do Sony G420 e… Uau! Que diferença! E eu que achava o Sony espetacular, agora vejo como os CRTs estão atrasados!

Uma curiosidade: eu uso um KVM de 4 portas em casa, ligando 4 computadores diferentes ao mesmo conjunto de monitor, teclado e mouse. Esse KVM só opera com monitores VGA, mas eu queria usar o conector DVI da minha velha Radeon 9700Pro. A solução foi simples, liguei o DVI direto no monitor, e o VGA da placa de vídeo no KVM e desse no conector VGA do monitor. Agora quando eu trabalho exclusivamente no meu PC, eu uso a conexão DVI, mas quando preciso ficar trocando para os outros computadores com mais freqüência, alterno a chave eletrônica do monitor para o modo VGA (configurei a placa de vídeo para usar o modo clone na VGA) e alterno tranquilamente os computadores pelo KVM.

Estranhei muito o fato do mouse ter ficado mais lento, mas no fundo é uma ilusão, o que ocorre agora é que a área ficou muito maior por causa da resolução e o mouse demora mais para ir de um extremo ao outro. Um ajuste no driver aumentando a velocidade resolveu o problema.

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Quanto ao pivot, ainda não estou usando com freqüência, mas já vi que o monitor reconhece quando está “de pé” e avisa ao software da Samsung para rotacionar a imagem em 90°, tornando a tarefa muito simples e rápida.

Fica aqui essa recomendação para quem está disposto a gastar bem para ter um produto de qualidade. O SyncMaster 204T está em um outro nível de qualidade por causa do S-PVA, infelizmente trazer um para o Brasil custa muito caro, dos 540 dólares que encontrei em uma loja online até os 820 dólares que me custou com os impostos, há uma senhora diferença, mas valeu a pena afinal o SyncMaster 213T (PVA clássico) custa no Brasil R$ 6.290,00 no site da Samsung Brasil.

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