Introdução Há alguns anos leio sobre o mercado de HTPC, os famosos Home Theaters PCs, e tenho estudado como montá-los, quais os melhores componentes, suas vantagens e suas limitações. Confesso que sempre tive vontade de usar um desses no dia a dia para avaliar se realmente é uma solução melhor do que os inúmeros Home […]
Há alguns anos leio sobre o mercado de HTPC, os famosos Home Theaters PCs, e tenho estudado como montá-los, quais os melhores componentes, suas vantagens e suas limitações. Confesso que sempre tive vontade de usar um desses no dia a dia para avaliar se realmente é uma solução melhor do que os inúmeros Home Theaters ou Media Centers dedicados que existem por aí, mas ainda não encontrei a melhor configuração para tal. Não se trata apenas de escolher um gabinete bem feito com o devido controle remoto e de uma placa mãe adequada para o processamento de todos os conteúdos, meu problema ainda é no software. Ainda não me convenci que os “media centers” baseados em Windows são a melhor pedida, sejam eles as versões inclusas no Vista ou no Windows 7 ou sejam aplicativos de terceiros que rodam nesses sistemas operacionais. Quando vejo a simplicidade de um WDTV, um Apple TV ou de outras soluções parecidas, mesmo que ainda incompletas em termos de recursos, acho que o conceito do HTPC ainda precisa evoluir um pouco mais.
E tem a questão dos jogos. Se é pra ficar na sala ligado a uma TV Full HD porque não usar para jogar também? Mas aí o problema é o consumo elétrico, a necessidade de uma super VGA e um bom processador, o que não casa bem com os gabinetes e fontes HTPC que existem por aí. Ainda considero o HTPC um produto em evolução, mas já dá pra usar bastante coisa muito bem.

A escolha do gabinete
Um dos primeiros desafios para se montar um bom HTPC é a escolha do gabinete, não só pelo aspecto visual (já que o HTPC costuma ficar na sala de estar, e não deveria parecer com um PC comum) mas principalmente na questão funcionalidade e usabilidade: Leitor de Cartão, portas USB, conexões diversas e principalmente um controle remoto fácil de usar são sem dúvida itens importantes.
Outras características desejáveis: é preciso ser silencioso, ter um tamanho adequado para um móvel de TV (que muitas vezes não é tão profundo), tem que consumir pouca energia e conseqüentemente aquecer pouco, é preciso ter várias conexões para suportar as necessidades do usuário como portas USB frontais para conectar uma filmadora, ou entradas de áudio frontais para conexão de MP3 Players dos amigos, etc.
Uma vez escolhido o gabinete, é preciso definir a configuração de hardware que será usada na montagem. Parece simples, mas não é. Dependendo do gabinete, há certos layouts de placas mãe que não vão ser bem suportadas, e há modelos que não dispõe de tantos conectores USB internos quanto são requeridos pelo gabinete para ativar todas as funções frontais. Outro problema é o consumo elétrico. Um HTPC não deve consumir muito para não aquecer nem fazer barulho demais, por outro lado precisa ser relativamente poderoso se for usado para exibir vídeos H.264 em resolução cheia. É importante também possuir uma porta HDMI para ligar na TV Full HD, uma saída de áudio digital para se conectar a um sistema de som especializado ou saídas analógicas suficientes para ligar um conjunto de caixas 5.1 ou superior.
Parece que não, mas escolher uma configuração adequada para HTPC requer alguma pesquisa, tanto na escolha do hardware quanto na escolha dos softwares que serão usados, bem como na configuração de rede, pois a solução pode ser um cliente de um “media server” em outro cômodo da casa ou apenas um ponto de internet comum, para uso local.
Nós vamos apresentar aqui dois gabinetes HTPC produzidos pela GMC e comercializados pela Windys no Brasil, o primeiro é um modelo slim, não muito diferente de um home theater comum ou um DVD Player um pouco mais robusto. Adotar um modelo tão fino requer um planejamento de hardware ainda maior, mas na minha opinião o resultado estético é melhor. A outra opção é um modelo maior, mais parecido com aqueles home theaters especializados de boas marcas. Um tamanho maior traz inúmeras vantagens na flexibilidade de escolha do hardware, porém ocupa um espaço maior no móvel, muitas vezes algo indesejável.
Para avaliar esses gabinetes escolhi a placa mãe XBlue N78V da Jetway, já
. Escolhi essa placa por ter um WiFi onboard, porta HDMI e uma GPU adequada (GF8100), e para compor a solução adotei 4GB de memórias DDR2 da G-Skill, um HD de 250GB e uma CPU Phenon II X3 720, que se por um lado é superdimensionada para o HTPC por outro era a única que eu tinha a disposição no momento para montar na placa mãe.
Vamos conhecer os gabinetes mais detalhadamente, mas antes começaremos pelo que é comum aos dois modelos: