Introdução Há duas situações onde é indicada a troca do cooler original do processador: uma é quando o usuário pretende fazer um overclock e por isso precisa de um cooler mais eficente para lidar com as temperaturas mais altas do que as inicialmente planejadas para o cooler original, e a outra situação é quando o […]
Há duas situações onde é indicada a troca do cooler original do processador: uma é quando o usuário pretende fazer um overclock e por isso precisa de um cooler mais eficente para lidar com as temperaturas mais altas do que as inicialmente planejadas para o cooler original, e a outra situação é quando o usuário se sente incomodado com o barulho do cooler original e quer uma solução mais silenciosa.
Há alguns produtos que conseguem fazer as duas coisas, ou seja, lidar com temperaturas altas e ainda conseguir um nível de ruído aceitável. Infelizmente esse não é o caso do silencioso CM-Sphere. Sua performance é apenas boa, embora seja absolutamente silencioso.

Apesar do tamanho, o CM Sphere não é pesado, o peso declarado de 684 gramas é em função das várias opções de base que são oferecidas para torná-lo compatível com todos os soquetes atuais (Intel 775, AMD 939 e AM2). A “bola” do CM-Sphere deve pesar no máximo 400 gramas, e sua ventoinha de 2200 rpm produz, segundo a documentação, apenas 22 dBa. De fato, o CM-Sphere é muito silencioso e bonito, com leds azuis internos, e seu desenho vertical favorece a refrigeração dos componentes periféricos ao soquete, como memórias, northbridge e regulador de voltagem (VRM).

O problema, na minha opinião, se dá pela complexidade da montagem e pelo desempenho apenas mediano, apenas um pouco melhor do que um cooler box. Nos dias atuais eu sou extremamente crítico aos coolers que necessitam da desmontagem da placa mãe para serem instalados. O CM-Sphere além disso requer a montagem dos suportes conforme o soquete, e essa montagem não é simples principalmente porque o manual não é completamente claro. Logo de início temos que remover uma placa protetora de plástico (ou acrílico) fumê que protege a base dentro da embalagem, em seguida remove-se o filme plástico protetor da base e prosseguir com a montagem. No saquinho que acompanha o kit existem dezenas de peças, chapas de metal, espaçadores, além de uma pasta térmica cinza, similar as encontradas nos coolers original Intel.

Também não acho que um cooler com ventoinha fixa (não pode ser substituída por outra comum, disponível no varejo) deva utilizar um conector tradicional de 3 pinos quando sabemos que a maioria das placas já adotam o novo padrão de 4 pinos (PWM) com controle de rotação automático, controlado no BIOS da placa mãe. No caso do CM-Sphere isso não é tão importante porque a ventoinha realmente não faz barulho, mas já está na hora desse conector de 4 pinos se tornar padrão.

Em termos de performance, nessa configuração utilizando um QuadCore QX6700 o cooler box Intel mantém 50°c em repouso e 75°c em carga máxima (várias sessões de Cinebech R10), e como é comum nesses coolers, o ruído é bastante alto quando a temperatura sobe. Com o CM-Sphere as marcas foram medianamente melhores, 48°c em repouso e 70°c com carga máxima, com a vantagem de não produzir nenhum ruído perceptível. Um PC moderno naturalmente produz ruídos na ordem de 30dBa ou um pouco menos, tipicamente os discos rígidos são os principais responsáveis por esse ruído de fundo. Qualquer fonte de ruído abaixo desse nível é virtualmente imperceptível, como é o caso do CM-Sphere.