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Um pouco mais sobre Western Digital Brasil

Semana passada tive a oportunidade de assistir um evento da Western Digital para imprensa, com a presença do diretor para America Latina, Ron Pack, onde foi apresentado os planos, lançamentos e a linha de produtos WD para a America Latina. A boa notícia é que todos os produtos de varejo da WD estão sendo disponibilizados […]

Publicado: 13/05/2026 às 04:10
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7 minutos
Um pouco mais sobre Western Digital Brasil
Construção civil — Foto: Reprodução

Semana passada tive a oportunidade de assistir um evento da Western Digital para imprensa, com a presença do diretor para America Latina, Ron Pack, onde foi apresentado os planos, lançamentos e a linha de produtos WD para a America Latina. A boa notícia é que todos os produtos de varejo da WD estão sendo disponibilizados aqui pelos canais oficiais, e o RMA também será processado aqui no Brasil. A má noticia é que, infelizmente, o custo desses produtos devido a carga tributária em cascata nos canais oficiais ainda está longe do ideal. Acredito que com o tempo, e a conseqüente avaliação de demanda, os preços médios possam ser revisados para baixo tal como já acontecem com produtos parcialmente (ou totalmente) manufaturados aqui.

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Dentre os produtos apresentados no evento, teremos no Brasil não só o player WDTV que citei na coluna anterior , como toda a linha de discos para notebooks e desktops, além das unidades externas My Passport e My Book, incluindo os modelos para Mac. O distribuidor oficial nesse momento é a ALDO de Maringá mas é possível importar diretamente dos EUA através das distribuidoras autorizadas lá, procedimento similar ao adotado por várias marcas que operam no Brasil.

Mas vamos ao que interessa: A primeira novidade é que a Western Digital comprou uma empresa ( SiliconSystems, Inc )voltada para armazenamento em memória flash e entrará no mercado SSD com modelos próprios, ainda sem definição de modelo, preço ou estratégia. A SiliconSystem é lider mundial em armazenamento de alta tecnologia exclusivamente para o mercado de Enterprise System OEM, o que nos volta a um assunto bastante interessante: qual será a real aplicação dos SSD, e qual será a sua participação no mercado?

Tenho lido muito a respeito, e embora algumas empresas acreditem no “fim do disco magnético” para breve, eu acredito que o SSD terá um importante papel em alguns segmentos mas ainda haverá espaço para discos magnéticos por um bom tempo. Um longo tempo, eu diria. No caso dos PCs domésticos, incluindo os NetBooks e Notebooks, creio até que haverá uma adoção maior no curto prazo, mas sempre em discos de capacidade reduzida. Talvez por isso a Western Digital esteja avançando tanto no segmento de discos externos, desde unidades NAS até discos portáteis, sempre com alta capacidade. Eu me vejo usando um notebook com SSD em breve, mas com um My Passport (ou similar) armazenando os dados mais volumosos, como fotos e vídeos de alta resolução, ou mesmo bibliotecas de músicas, e mantendo os dados em sincronia com um NAS local em meu escritório, talvez até com a possibilidade de acesso remoto.

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Falando em dispositivos externos, chega ao Brasil o WD ShareSpace com modelos de até 8TB de capacidade. O ShareSpace é um NAS (Network-attached storage) com conexão de um Gigabit capaz de suportar até 4 discos com suporte a RAID 0, 1 e 5. Os modelos de 2TB vem com dois discos em RAID 0, enquanto que o de 4TB e 8TB vem com quatro discos em RAID 5. É perfeitamente possível acrescentar mais dois discos (de qualquer marca) no modelo de 2TB e habilitar o RAID 5, segundo fui informado. Seu tamanho reduzido impressiona e me fez colocá-lo na lista de futuras aquisições para minha rede local. Um NAS como repositório de arquivos e conteúdos multimídia é algo que veremos nas casas dos usuários entusiastas com cada vez mais freqüência.

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Vale um comentário sobre como a WD organizou a sua linha de produtos externos: no caso dos modelos My Book (que usam discos de desktop), cada versão tem suas características próprias. Por exemplo a linha básica (Essential Edition) só possui uma conexão USB, a linha Home Edition já possui interface tripla (USB, Firewire 400, eSata), e a linha Studio Edition (para Mac) inclui a Firewire 800. Os modelos World Edition já possuem interface ethernet, que os transformam em NAS. Aos interessados, sugiro pesquisar o modelo mais interessante não só em capacidade mas principalmente em conexões e garantia (os modelos Mac tem 5 anos de garantia, os básicos apenas 1 ano e os demais 3 anos). A linha My Passport (usam discos de notebook) tem 5 modelos diferentes (Essential, Mac, Elite, Studio e Elements Portable, que é um pouco diferente dos demais), também com características diferentes entre eles. Pesquise antes de comprar, pois a WD diferenciou bem os modelos visando cada público com um produto ideal.

Essa segmentação inclui também os discos rígidos internos: nos desktops temos a linha básica, chamada de Blue, baseada em modelos de 160, 250, 320, 400, 500, 640 e 750GB com 7200rpm, interface IDE ou SATA, e 2,8 ou 16MB de cache. Esses modelos são considerados “de entrada” e utilizam pratos de densidades diferentes conforme o modelo, e embora sejam bons HDs o destaque se dá no preço, mais barato que os demais.

Um modelo especial no mercado é a chamada linha Green (verde). Esses discos são dotados de tecnologias diferentes buscando um menor consumo, menor calor e menor ruído na operação. São modelos muito interessantes para as unidades externas (são os mais usados, embora alguns modelos utilizem os discos da série Blue) e por causa da alta capacidade, estão sendo usados em datacenter e unidades de storage de grande porte. Esses modelos usam pratos de alta densidade para obter grande capacidade de armazenamento (atualmente 500, 750, 1TB, 1.5TBe 2TB) em versões de 16MB ou 32MB de cache, exclusivamente SATA. Apenas como comparação, os discos da série BLUE operam com 8W de consumo em leituras ou repouso, e menos de 1W em standby ou sleep. Os da série GREEN operam com 6W em leitura, 3.7W em repouso e apenas 0.8W em standby ou sleep. Uma das notáveis características desse modelo é que sua rotação é variável, e não fixa em 7200rpm como os demais modelos desktop. Uma questão interessante é quanto a performance desses discos: a WD alega que os modelos GREEN não perdem performance em relação aos modelos BLUE, mas isso é difícil de acreditar visto que operam em rotações mais lentas e possuem tecnologias no algoritmo de busca que minimizam o movimento das cabeças (conseqüentemente aumentando o tempo de busca). Para ter certeza, só testando. A linha BLUE possui menos cache e pratos de densidade menor, mas não acredito que essa diferença seja suficiente para “equilibrar” a performance dos dois modelos.

Para a linha performance, além do Velociraptor de 10.000 rpm (que é tratada como uma linha a parte, Enterprise), temos a linha BLACK com discos de 7200rpm, 32MB de cache, SATA e capacidades de 500, 640, 750 e 1TB. Em termos de consumo elétrico essa linha não é muito diferente da BLUE: 8.4W em leitura, 7.8W em repouso e cerca de 1W em standby e sleep. Eu tenho dois desses discos (modelos de 1TB) e estou muito satisfeito com a performance, silêncio e temperatura de operação (em torno de 45 graus).

Fico feliz que a Western Digital esteja operando no Brasil de forma oficial, com sua linha “quase” completa de produtos, e com RMA processado localmente. Pena que no momento o preço não esteja tão competitivo, especialmente nos modelos externos. Infelizmente a legislação tarifária brasileira é tão complexa e ultrapassada que transforma um produto simples como um HD externo vendido em caixas fechadas em uma lista de componentes individuais tarifados com alíquotas diferentes, com a necessidade de estarem discriminados na invoice de importação um a um sob pena de apreensão, entre outras regras absurdas que soube pelos corredores do evento. É preciso simplificar a importação de produtos de varejo. Todos ganhariam com isso e o contrabando certamente seria menor.

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