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Resolvendo o bug dos discos Seagate Barracuda 7200.11

Sempre recomendei os discos rígidos (ou HDs, como são mais conhecidos) da Seagate por várias razões, desde a sua confiabilidade (a empresa até recentemente não havia passado por nenhum problema sério em sua linha de produtos) até mesmo a garantia de 5 anos direta com o usuário, garantia essa que eu já usei aqui no […]

Publicado: 13/05/2026 às 04:11
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9 minutos
Resolvendo o bug dos discos Seagate Barracuda 7200.11
Construção civil — Foto: Reprodução

Sempre recomendei os discos rígidos (ou HDs, como são mais conhecidos) da Seagate por várias razões, desde a sua confiabilidade (a empresa até recentemente não havia passado por nenhum problema sério em sua linha de produtos) até mesmo a garantia de 5 anos direta com o usuário, garantia essa que eu já usei aqui no Brasil e funciona perfeitamente. Foi com a maior surpresa que recebi a desagradável notícia que uma grande quantidade de discos da série 7200.11, os mais novos da Seagate, estavam com um problema sério e poderiam simplesmente parar de funcionar. Evidente que fiquei preocupado, não só com a imagem da empresa que sempre recomendei como também pelo fato de eu ser proprietário de 4 (quatro) discos desses na minha máquina pessoal, sendo que dois deles em RAID0.

Alguns dias após o aviso, um gravíssimo problema com o firmware disponibilizado na época simplesmente transformava os HDs dessa série que “ainda estavam bons”em verdadeiros tijolos inúteis, pois um erro na validação do firmware antes da sua distribuição simplesmente causava o travamento desses discos, não de todos, mas de vários. Foi o caos, milhares de usuários enfurecidos espalhavam freneticamente seus casos nos mais respeitados fóruns de informática. Definitivamente a imagem da empresa ficou arranhada. Some a isso o fato da Seagate ter apresentado prejuízos operacionais ao longo de 2008 (quase meio bilhão de dólares só no último trimestre), estar aparentemente fora do mercado de discos SSD (baseados em memória flash) que são a nova coqueluche do mercado e ter deliberadamente reduzido a garantia de alguns modelos, era natural que o estrago no preço das ações nas bolsas fosse profundo. Os acionistas da Seagate viram 85% do seu patrimônio sumir ao longo do ano. Um desastre…

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E olha que eu nem vou entrar em um outro assunto grave, que foi a censura descarada realizada pela Seagate em seus fóruns oficiais apagando os tópicos e links quando os indícios de problemas com os populares discos de 500GB começaram a aparecer (quem quiser ler mais sobre isso, fique à vontade )

O negócio de discos rígidos não vai bem, além da Seagate (que recentemente comprou a Maxtor, que por sua vez tinha comprado a Quantum no passado), agora a Fujitsu abandona o barco e sai do segmento (ela, que já teve HDs próprios, ainda fabricava componentes). Além da combalida Seagate, permanece no páreo a Western Digital, a Samsung (que também tem uma linha de SSD) e a Hitachi. Com a atual crise financeira e com a virtual migração de parte do segmento para os discos SSD em memórias flash, a competição entre as quatro grandes vai esquentar e erros como os da Seagate são e serão imperdoáveis. Não se surpreendam se sobrarem apenas três (ou duas) companhias nesse mercado dentro de alguns anos.

Inicialmente o problema estava localizado nos modelos de 1.5TB, que travavam durante a transferências de grandes arquivos, como vídeos, e subitamente se tornavam inacessíveis. Felizmente a Seagate reconheceu o problema logo cedo e se ofereceu para recuperar os dados (que estariam intactos) sem custo para o usuário, já que se tratava de um modelo de pouca saída, muito usado por usuários entusiastas e empresas. O problema é que os modelos de 1TB e 500GB, bem mais populares que os de 1.5TB, também estavam com o tal “bug”, apresentando travamentos, “clique da morte”, sendo reconhecidos como “0GB” ou mesmo nem sendo reconhecidos nas placas mãe. Foi nessa hora que o fracassado firmware “tijolão” foi lançado, piorando as coisas.O fato é que, embora os dados aparentemente estejam intactos dentro dos discos, não está mais clara (pelo menos nos modelos menores) a intenção da Seagate em recuperar tais dados sem custos para o usuários. Quem teve o HD travado ou inacessível só poder recorrer à garantia da Seagate, visto que o atual firmware (já revisado e supostamente sem problemas) é inútil se o HD não estiver sendo reconhecido pelo BIOS da máquina em questão.

Aqui no Brasil, o processo de garantia deve ser feito pelo site e sugiro aos clientes envolvidos se informarem sobre o processo de garantia e especialmente sobre a recuperação dos dados sem custos, já que a Seagate tem esse serviço no exterior (empresa ActionFront, adquirida em novembro de 2005) que por sua vez tem um representante no Brasil (Doctorbyte). Repito: Não há uma declaração clara que esses discos menores afetados, mesmo dentro da garantia, terão seus dados recuperados gratuitamente.

Os produtos afetados pelo bug e que podem ser consertados com a troca do firmware são o Barracuda 7200.11, Barracuda ES.2 SATA e DiamondMax 22. Recomendo a leitura desse documento sobre os procedimentos para identificação e atualização do firmware.Nem todo disco está comprometido, é importante verificar o número de série e o firmware atualmente instalado. No link indicado há instruções para identificar se é o caso ou não. Depois de confirmado se o seu serial number está afetado, haverá um link para o download do firmware. Nesse link há um aviso em letras vermelhas, dizendo entre outras coisas o seguinte:

Se o procedimento não for seguido corretamente, o disco pode ficar inoperante e seus dados destruídos. A Seagate não garante a integridade dos dados, o usuário deve fazer o backup antes da atualização

No meu caso particular, os quatro HDs estavam identificados como “problemáticos” e indicados para a atualização de firmware. Eles foram comprados aos pares em datas diferentes, dois deles tinham séries iniciadas por 5xxxx e os outros dois por 9xxxx. Os quatro eram modelos Barracuda 7200.11 de 32MB de cache, e depois de várias verificações, fiz o download do firmware correto. Na verdade não é um firmware em si, e sim uma imagem ISO que deve ser gravada em um CD bootável, para em seguida dar o boot na máquina pelo CD e seguir as instruções. No meu caso, um mesmo CD servia para vários modelos diferentes, cabia a mim selecionar a versão correta no menu de opções.

Recomendações:

• Façam backups de todos os dados que estejam nos discos que serão atualizados. Utilizem se possível aplicativos que “clonam” as partições (Ghost, Acronis True Image, entre outros) caso seja necessário restaurar partições inteiras.

• Desconectem todos os discos da placa mãe que não serão atualizados no processo.

• Alterem a BIOS para a controladora operar em modo legado, e não RAID ou AHCI (como era meu caso).

• Alterem na BIOS, ou pelo BOOT Manager, para que o boot da máquina se dê pelo CD, e não pela unidade de disco conectada.

• Utilizem uma controladora SATA bem conhecida (como as nativas das placas Intel), nem todos os chipsets são suportados. Na dúvida, você pode fazer a atualização do firmware em outra máquina que não a sua, caso esta utilize uma controladora não suportada.

• Assim que o programa da Seagate iniciar, será apresentado um “readme” em inglês que não é claro na indicação do próximo passo. Dê um F10 (Exit) para prosseguir (faltou usabilidade, Seagate…) e em seguida selecione a opção de firmware conforme o seu HD. Para cada modelo há um firmware diferente. Muita atenção nessa hora!

No meu caso, fiz um HD de cada vez em uma placa mãe equipada com o ICH9R da Intel, e não tive problemas exceto com o CD, que não iniciava enquanto estava em modo AHCI. Um dos HDs que estavam em RAID0 (o primeiro da matriz) perdeu as informações do RAID e com isso todo o array foi destruído, e os dados se perderam. Como eu tinha backup (sempre faça backup, SEMPRE!) bastou reconstruir o array, formatar o volume novamente e buscar os dados no backup.

Depois de tudo normalizado, não notei nenhum problema de performance ou seqüela pós atualização. Esqueci de medir a performance dos discos antes da migração, o que tornou inútil qualquer avaliação posterior. Meus discos não apresentavam o problema descrito (travamentos, etc) mas poderiam apresentar um dia, visto que os “serial numbers” estavam nas listas de “condenados”. E se um dia travassem, não seria possível recuperar através da atualização do firmware, portanto a atualização era a melhor opção no meu caso, e é a que eu recomendo para todos que estejam na mesma situação.

Problema resolvido, bola pra frente que atrás vem gente. Como dizia aquela piada do sujeito que caiu de um avião sem pára-quedas, um pouco antes de se esborrachar no chão ele dizia”até aqui está tudo bem”. Brincadeiras a parte, estou dando um tempo de Seagate. Confiei a essa marca todos os meus dados, em todas as minhas máquinas (são 5 no total, incluindo as de testes e meu notebook), e já tive (e relatei aqui) experiências positivas com a garantia no Brasil. Mas vou dar um tempo… achei que a “pisada de bola” foi muito maior do que o razoável, especialmente na questão do firmware “tijolão”. A Hitachi (ex-IBM, bastante problemática em sua época) já teve seus problemas e não tem suporte no Brasil, os discos da Samsung são sempre criticados nos fóruns brasileiros e conheço vários casos onde a garantia foi negada por motivos ilógicos, me resta a Western Digital, que está no Brasil oficialmente, com suporte e RMA local (realizado em Sumaré, interior de SP). Não por acaso, os discos da Western Digital recentemente tem se destacado pela grande capacidade e boa performance em quase todos os sites que li. Meu próximo HD será um da Western Digital. Quem sabe um dia eu volto, Seagate…

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