Essa frase foi dita em diversas oportunidades no evento Lexmark PrintConcept 2008 realizado em São Paulo na semana passada, e embora muito estranha vindo de um fabricante de impressoras, essa frase faz muito sentido tanto pelo ponto de vista da estratégia da empresa quanto pelo ponto de vista do consumidor. Antes, vamos detalhar um pouco […]
Essa frase foi dita em diversas oportunidades no evento Lexmark PrintConcept 2008 realizado em São Paulo na semana passada, e embora muito estranha vindo de um fabricante de impressoras, essa frase faz muito sentido tanto pelo ponto de vista da estratégia da empresa quanto pelo ponto de vista do consumidor.
Antes, vamos detalhar um pouco quem é esse “consumidor”. Os usuários domésticos e empresas de pequeno porte tipicamente compram impressoras pelo preço, quando mais baixo melhor e nessa conta também entram os consumíveis, sejam cartuchos ou toners, e a expectativas de substituí-los por produtos originais ou alternativos (geralmente alternativos). Esse mercado de “preço a qualquer custo” causou uma distorção imensa no setor, pois as impressoras baratas simplesmente não dão mais lucro algum para os fabricantes, nem mesmo com os suprimentos, e com isso deixaram de ter foco.
O modelo adotado pela indústria durante o nascimento do mercado de impressoras para usuários finais foi adotar um preço baixo no equipamento de impressão, que era na época muito caro, e obter renda adicional através dos suprimentos. E isso deu certo por algum tempo até que os produtos alternativos apareceram com força. O problema é que os consumidores acostumados com os preços baixos das impressoras não aceitam pagar mais por elas mesmo que seus consumíveis originais sejam mais baratos. Quem já não ouviu “tal impressora custa 99 reais e só imprimem ‘x’ páginas, depois os cartuchos originais para repor custam mais do que a impressora” , e com isso o mercado de suprimentos alternativos foi crescendo.
Esses alternativos têm vários nomes: remanufaturados, similares compatíveis e até falsificações descaradas, e todos propõem ao consumidor um preço muito mais baixo do que o original, alegando que o serviço prestado pelo produto é “quase igual”. Sob esse aparente beneficio muitas vezes ilusório já que um planejamento de consumo mais adequado poderia adotar uma impressora de tecnologia diferente (uma laser no lugar do jato de tinta, por exemplo) com mais produtividade e economia. Mas o fato é que esse mercado de baixíssimo custo e rentabilidade nula deixou de ser foco para a maioria dos fabricantes e com a Lexmark não foi diferente. Portanto, o “consumidor” que falo aqui, não é o usuário das impressoras de baixíssimo custo e de suprimentos alternativos.
Notaram que eu falei de “planejamento” no parágrafo acima? Esse é o ponto que a Lexmark tem adotado em seus novos produtos. Fornecer algo que, dentro de um plano de consumo e utilização, seja a melhor opção para o cliente por uma perspectiva de custo e benefício bastante ampla. Não é por acaso que a Lexmark está presente nas soluções de impressão de 9 dos 10 maiores bancos brasileiros. Quer alguns exemplos dessa perspectiva de benefícios?

A “onda verde” que estamos vivendo, com mensagens claras para diminuirmos o desperdício de recursos do planeta viu no mercado de impressoras um grande foco de perdas: O papel, ou melhor, a imensa quantidade de papel impressa sem a menor necessidade, seja por mau uso dos recursos ou seja por impressoras inadequadas ao serviço planejado.
Vejam o caso das impressoras “duplex” (que imprimem dos dois lados do papel) versus os modelos comuns que só imprimem uma das faces. Só nesse recurso economiza-se em média 50% do consumo de papel. E o modo “draft” (rascunho)? Se existem papeis mais baratos ou reciclados para o uso em rascunhos, porque as impressoras não adotam bandejas diferentes para as impressões em modo rascunho e modo normal? Aqui não se trata só da economia do papel, até porque sabemos que o papel reciclado ainda não é financeiramente tão interessante, mas sem dúvida é um benefício para o planeta, já que ao menos árvores são poupadas e menos lixo é produzido. Se a necessidade é uma impressão de boa qualidade, a bandeja com o papel normal é selecionada e a impressão ocorre normalmente, como é hoje em dia.
E o consumo elétrico? Estudos da Lexmark mostram que a maioria das empresas possui muito mais impressoras do que necessitam e estão quase sempre desbalanceadas, ou seja, impressoras de alta produtividade imprimindo pouco porque estão em um andar inadequado ou simplesmente mal localizadas, e impressoras de baixa produtividade ultrapassando a quantidade de impressões planejadas no seu projeto simplesmente porque estão mais perto dos usuários finais. E o pior, todas estão ligadas…
Outros estudos mostram que há um imenso desperdício de papel nas empresas por causa de impressões abandonadas pelos seus proprietários. São aqueles casos onde o sujeito manda imprimir e se esquece de pegar sua cópia, ou faz uma alteração no arquivo em seguida e manda uma segunda cópia para a impressora, descartando a primeira versão impressa. Notou-se também um grave problema de segurança causado pelo esquecimento de documentos confidenciais nas impressoras, algo surpreendentemente muito comum.
Pequenas modificações nas impressoras e nas suas interfaces com o usuário já promovem um imenso benefício na economia de recursos. Por exemplo, imagine uma impressora de alta produtividade em um andar de alta demanda, mas que não imprime os “jobs” enquanto o proprietário do documento não chegar fisicamente até a impressora e passar seu cartão de autorização. Esse procedimento permite ao proprietário cancelar no painel de LCD todas as impressões desnecessárias que ele enviou por engano e ainda selecionar quais podem usar técnicas econômicas, como modo rascunho, modo de várias páginas por folha (reduções de ¼ ou mais) entre outros modos. A economia de papel utilizando essas abordagens reduz, conforme o estudo, até 67% do consumo de papel nas empresas.
Com a velocidade de impressão atual, as cópias são praticamente impressas instantaneamente, não sendo necessário esperar vários minutos para que aquele documento de 40 páginas seja impresso. Aliás, se são 40 páginas, podem muito bem gastar apenas 20 folhas se o modo duplex for usado, ou apenas 10 folhas se for possível imprimir 2 páginas lado a lado em cada face da folha. Aliás, nesses casos é possível inclusive prever o uso de dobradura e grampos para reorganizar a ordem das páginas durante a impressão.
Durante a apresentação do Paul Curlander, CEO da Lexmak, que tive a oportunidade de assistir ficou claro que o gerenciamento do ecossistema de impressão, desde o planejamento das atividades dos profissionais que vão utilizar as impressoras até as características das máquinas em si, com graus de produtividade e recursos diferentes, se tornaram um dos grandes benefícios das soluções da Lexmark. O gerenciamento dos documentos impressos e o reaproveitamento de recursos viraram foco, e o cliente acabou ganhando produtividade com isso.
Mas se vamos trocar os equipamentos velhos e pouco produtivos por novos e mais eficientes, o que vamos fazer com as máquinas velhas? Eu questionei Paul Curlander sobre isso e ele nos mostrou inúmeras apresentações sobre reciclagem de suprimentos e de impressoras, e é surpreendente que uma impressora velha possa ser bastante reaproveitada no processo de manufatura reversa (desmontagem e separação de materiais e componentes para reciclagem). É uma grata surpresa saber que a reciclagem de impressoras não se trata de teoria nem de algo que só existe nos EUA. O programa de reciclagem já está ativo e funciona no Brasil com altos índices de reaproveitamento. Na área de suprimentos os índices chegam a 97% de reaproveitamento, dados da Oxil do Brasil, empresa contratada pela Lexmark para a reciclagem de materiais (impressoras e suprimentos) que também estava presente no evento.
“A manufatura reversa proporciona que metais, plásticos e resíduos sejam re-inseridos na cadeia, reduzindo a necessidade de extração de recursos da natureza. Isso cria um ciclo econômico virtuoso.” disse Akiko Ribeiro, Diretora da Oxil.
Quem tiver interesse em ler um documento de 28 páginas (em inglês) sobre as ações da Lexmark no sentido de economizar os recursos do planeta e os resultados das pesquisas realizadas, há um PDF nesse link disponível para download .
A “onda verde” está causando mudanças nas indústrias, e isso é muito bom. Produtos inteligentes estão surgindo e o combate ao desperdício de recursos é o foco das atenções. No final, ganhamos todos!