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Os preços vão cair muito!

Vocês certamente têm acompanhado os movimentos da AMD e da Intel na área de processadores, até recentemente o componente mais caro de um PC. Isso está mudando, e vai mudar de forma muito rápida já em 2006. Já faz algum tempo que expliquei aqui que fabricar processadores cada vez mais rápidos e/ou evoluídos será mais […]

Publicado: 13/05/2026 às 08:07
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Os preços vão cair muito!
Construção civil — Foto: Reprodução

Vocês certamente têm acompanhado os movimentos da AMD e da Intel na área de processadores, até recentemente o componente mais caro de um PC. Isso está mudando, e vai mudar de forma muito rápida já em 2006. Já faz algum tempo que expliquei aqui que fabricar processadores cada vez mais rápidos e/ou evoluídos será mais caro, mais complexo e só será viável em escalas de produção muito altas. A culpa disso é o próprio baixo crescimento do mercado de PCs.

Desde que os processadores atingiram a casa dos 3 GHz (ou 3000+, no caso da AMD) a maioria dos PCs modernos estão sub-utilizados. O Windows XP, por exemplo, já não necessita de muitos recursos de hardware, ou melhor, até requeria quando foi lançado, mas hoje temos potencia de sobra. Aliás, com o Windows Vista em 2007 o ciclo vai recomeçar aumentando consideravelmente o requerimento mínimo de hardware mas depois qualquer PC vai suportar muito bem.

Mas falando do mercado de PCs, a grande maioria dos PCs vendidos nos últimos 2 anos ainda é perfeitamente capaz de realizar as tarefas necessárias para o usuário até o final de 2006, basicamente porque não há novidades no setor de software que requeira maior poder de processamento. O que mudou de 2 anos pra cá foi a necessidade de maior espaço em disco, mas os requerimentos de memória e de processador não mudaram tanto.

E hoje se vende mais notebooks do que PCs de mesa, e os notebooks não são trocados com a mesma freqüência com que se troca um modelo desktop. Além disso, contrariando as expectativas iniciais os compradores de notebooks não estão comprando “mais um” computador, supondo que ainda tivesse um PC de mesa, e sim estão substituindo seu PC normal por um portátil. Essa realidade é mundial (primeiro mundo), embora nos paises em desenvolvimento como o Brasil ainda exista a cultura do “upgrade” que aumenta a vida útil de um PC de mesa. Mas até isso está acabando.

Com um mercado que se expande entre 10% a 15% no mundo inteiro, um crescimento baixo comparado com o passado, a indústria de PCs precisa inovar se quiser manter o crescimento necessário para bancar o desenvolvimento de novos produtos. Um dos caminhos foi apresentando pela Intel com seu ViiV e com outros conceitos que tendem a levar o PC para dentro da sua casa de forma “disfarçada”, sem ser um PC clássico. Só que para isso acontecer, o preço desse eletrodoméstico não pode ser tão alto quanto o de um PC.

A Intel está bem mais agressiva nesse sentido do que a AMD. Os descontos nos modelos Pentium 4, Celeron D e Pentium D são bem agressivos e estão surtindo efeito. Inúmeros analistas já confirmam que essa estratégia freou o crescimento da AMD no mercado nesse segundo trimestre em termos de unidades vendidas, e a tendência é a Intel recuperar ainda mais espaço com suas promoções (tem processador sendo vendido na faixa de 60 dólares, e modelos Pentium 4 ou Pentium D abaixo de 140 dólares), haja visto inclusive a projeção de preços para Junho, já divulgada por ambas as empresas.

Por exemplo, em junho um Athlon X2 4200+ com 1MB de cache estará custando 362 dólares enquanto seu equivalente Conroe E6400 (2.13 GHz) com 2MB de cache custará apenas 241 dólares. Se a comparação for com um X2 4800+ a diferença é maior ainda, 643 dólares para o produto da AMD contra 310 dólares para o Conroe E6600 (2.4 GHz com 4MB de cache). Esses são os preços praticados pelos modelos Conroe, que serão lançados nessa data a esses preços. Imaginem quanto estará custando um “velho” Pentium D “Presler” nessa época?

Essa é uma das razões para as ações da AMD terem caído mais de 10% em um único dia, justamente o dia que ela anunciou um ótimo resultado financeiro. Os analistas acreditam que com a brutal queda de preços dos processadores, com modelos de boa performance (Pentium 4 e Pentium D) abaixo de 100 dólares e modelos novos como o Conroe iniciando em 200 dólares, a AMD não terá condições de competir e seu avanço no mercado tende a estagnar se não retrair aos níveis anteriores. A AMD conquistou um mercado muito lucrativo com os servidores baseados em Opteron, onde a margem de lucro é muito maior, mas até esse mercado pode estar ameaçado com os processadores “Woodcrest” de preço baixo e ótima performance.

Para complicar ainda mais a situação da AMD, seu novo produto conhecido como AM2, na verdade um novo soquete, mas que significa o suporte às memórias DDR2, não oferece ganhos significativos frente ao modelo atual e já é facilmente batido pelos testes feitos com os protótipos do Conroe.

O futuro caminha para preços incrivelmente baixos para os processadores e uma simplificação nos sistemas que certamente vão baratear alguns equipamentos. Não é difícil estimar que até o final de 2006 as pequenas diferenças de preços entre notebooks e desktops equivalentes se igualem e que ambos custarão muito menos do que custam hoje. Atualmente temos notebooks abaixo de 500 dólares no mercado americano, a previsão é que no final do ano existam modelos entre 350 a 400 dólares, o mesmo preço que é cobrado hoje por um desktop pronto em casas como a Best Buy, Frys, WallMart, etc.

A única exceção nesse movimento de redução de preços são as placas gráficas 3D para jogos, essas estão ainda aproveitando a irracionalidade de alguns mercados e estão cada vez mais caras. Lembro-me que em 2000 ou 2001 o preço de lançamento de um modelo topo de linha era na faixa de 500 dólares, hoje encontramos placas recém lançadas pelo dobro disso. Até isso irá mudar, e mudará muito rapidamente quando o ciclo da mudança de comportamento do usuário se iniciar, migrando para os consoles ultra-desenvolvidos e para as TVs de Plasma de alta definição e grandes dimensões. É só uma questão de tempo.

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