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DDR2 ou DDR comum?

Muito já foi discutido entre os “hard users” a respeito do uso das memórias DDR2, hoje ainda exclusiva para as soluções baseadas em processadores Intel. A memória DDR2 traz inúmeros benefícios para a indústria de informática, mesmo que em um primeiro momento isso não se traduza em benefícios diretos para o usuário consumidor. Entre as […]

Publicado: 13/05/2026 às 20:45
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6 minutos
DDR2 ou DDR comum?
Construção civil — Foto: Reprodução

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Muito já foi discutido entre os “hard users” a respeito do uso das memórias DDR2, hoje ainda exclusiva para as soluções baseadas em processadores Intel. A memória DDR2 traz inúmeros benefícios para a indústria de informática, mesmo que em um primeiro momento isso não se traduza em benefícios diretos para o usuário consumidor.

Entre as vantagens está o menor custo de produção para uma tendência crescente de freqüência, ou seja, a partir da velocidade de 400MHz é mais barato construir módulos de 533, 667 ou 800 MHz usando a tecnologia DDR2 do que a DDR tradicional. É importante não confundircom preço pois são naturezas de valor que sofrem influencias diferentes. Toda nova tecnologia tem um preço maior ao usuário em um primeiro momento porque a relação de oferta e demanda não é favorável ao consumidor, mas isso é gradativamente ajustado no mercado depois que a tecnologia “pega”, e é isso que tem acontecido com a DDR2.

Diversas análises já indicam que a partir da metade desse ano, um módulo DDR2 já terá um preço menor ao consumidor que um DDR tradicional de mesma capacidade. Além disso, a tecnologia de construção das DDR2 permite módulos de maior capacidade com menos custo, ou seja, se em módulos de 512MB a vantagem do custo da DDR2 não é muito aparente, ela se torna evidente quando se compara módulos de 1 ou 2 GB entre as duas tecnologias. Atualmente as DDR tradicionais de 1GB ou 2 GB usam tecnologias extremamente caras, como as memórias sobrepostas (um chip por cima do outro) utilizadas pela Kingston em seus módulos para servidores.

Só para vocês terem uma idéia rápida de como estão os preços (em dólares) em uma grande revenda nos EUA:

Módulos de 512 MB DDR-400 = US$ 50

Módulos de 512 MB DDR2-533 = US$ 59

Módulos de 1GB MB DDR-400 = US$ 100

Módulos de 1GB MB DDR2-533 = US$ 148

Módulos de 2GB MB DDR-400 ECC= não existe, modelos DDR333 ECC custam entre US$ 400 e US$ 800

Módulos de 2GB MB DDR2 400 ECC = US$ 447

Nos módulos de 512 MB praticamente não existe mais diferenças, e tende a ficar favorável ao DDR2 dentro de poucos meses, quando os módulos de 1 GB também serão mais competitivos. Se hoje ainda não são, é uma questão simples de oferta e demanda.

Notem que nos módulos de 2GB a tecnologia DDR tradicional já se esgotou. Não há módulos capazes de operar em 400MHz e os preços são absurdamente altos. Na DDR2 já há ofertas de módulos equivalentes, embora ainda sejam raros. Mais uma vez, é uma questão de oferta e procura, pois são poucas as configurações de servidores nesse momento que requerem DDR2 de tamanha capacidade.

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Vamos falar de um caso prático: uma placa mãe MSI com chipset Intel i915G utilizada nos micros da Preview . Essa placa permite o uso de memórias DDR ou DDR2 (dois slots para cada formato), e por isso permite uma comparação direta entre elas. E ainda vou mais além, ao invés de usar o vídeo onboard da placa, vou usar uma excelente Radeon X300SE com HyperMemory, uma placa que custa no mercado de varejo americano menos de 60 dólares, e oferece um imenso beneficio frente ao vídeo onboard tradicional. O HyperMemory é simples e inteligente: uma memória de 32 MB de alta velocidade fica dedicada na placa de vídeo fazendo “frame buffer” enquanto a controladora gerencia outros 96 MB de memória compartilhados no sistema principal, totalizando 128 MB de memória.

Como são placas PCI Express, a comunicação entre a placa de vídeo e a memória principal do sistema é rapidíssima, mais rápida até do que com a Radeon X300SE tradicional com 128MB de memória “real” na própria placa. Como isso é possível? Simples, a velocidade da memória dessa versão de baixo custo (comprei por US$ 80 nos EUA há pouco mais de um mês) é baixa, apenas 200 MHz (400 em DDR), e embora ambas as placas sejam de 64 bits, a HyperMemory usa uma memória frame buffer de 310 MHz (620 MHz em DDR) e acessa a memória principal na velocidade desta, ou seja, 400MHz para os módulos tradicionais, ou 533 MHz para os DDR2.

O micro da Preview nos foi enviado com 1 GB de memórias DDR500, e um Pentium 4 3.4 GHz com soquete LGA 775. Essa memória utiliza chips de alta latência, mas com grande flexibilidade de configuração entre 400 e 500 MHz. A DDR2 que tínhamos à mão nos foi enviada pela Corsair e por mais que represente um produto “topo de linha”, com seu design diferenciado e os leds que indicam a operação de cada módulo, na prática sua especificação não é diferente de um módulo DDR2-533 qualquer, com latências ainda mais altas do que a DDR500 da Preview.

O quadro abaixo mostra uma comparação entre os dois sistemas de memória usando uma placa de vídeo HyperMemory, que deve se tornar muito popular em micros “de marca”.

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Notem que, apesar daquela velha discussão por causa da maior latência das memórias DDR2, em uma situação real, aproveitando todas as vantagens do barramento PCI Express e da maior banda da DDR2, todos os índices foram favoráveis ao novo formato. Inclusive no teste do Everest Latency, que apura a latência real da memória, obtive um resultado 10% melhor com a DDR2.

É importante conhecer todas as possibilidades de uma tecnologia antes de apontar seus pontos fortes ou fracos. Dizer que a DDR2 é mais lenta e mais cara do que a DDR tradicional é uma simplificação nociva ao consumidor de hardware. Sistemas como o HyperMemory (ou TurboCache da nVidia) são muito satisfatórios sob PCI-Express e DDR2, formando as melhores soluções de baixo custo para games.

Os preços das memórias estão caindo no exterior, o que acaba refletindo na quantidade de memória que cada PC tem ou terá. Se hoje 512 MB já se tornaram um padrão para qualquer PC de boa qualidade, dobrar esse valor para 1 GB é questão de meses entre os segmentos de maior valor.

E não se esqueçam dos notebooks. As novas soluções Centrino, com nome código de “Sonoma”, utilizam memórias DDR2 que consomem 40% menos do que suas similares DDR.

Sejam muito bem vindas as DDR2!

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