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Media Center – HD externo da Western Digital

O que há por trás do pomposo nome do Media Center and External Hard Drive with Dual Option Backup, que a Western Digital acaba de lançar no Brasil? Media Center não nos parece uma definição muito adequada ao produto da Western Digital. O que normalmente se associa a esse termo são equipamentos-às vezes computadores completos-capazes […]

Publicado: 13/05/2026 às 22:32
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10 minutos
Media Center – HD externo da Western Digital
Construção civil — Foto: Reprodução

O que há por trás do pomposo nome do Media Center and External Hard Drive with Dual Option Backup, que a Western Digital acaba de lançar no Brasil?

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Media Center não nos parece uma definição muito adequada ao produto da Western Digital. O que normalmente se associa a esse termo são equipamentos-às vezes computadores completos-capazes de reproduzir áudio e vídeo, distribuir conteúdo por streaming ou, no mínimo, exibir imagens digitais em uma televisão. O “Media Center” da Western Digital não faz absolutamente nada disso. Sim, ele tem entradas para oito tipos de cartões de memória, mas elas funcionam exclusivamente como leitores/gravadores de cartões quando o aparelho está conectado ao micro pelo cabo USB-é impossível transferir fotos direto para o HD sem que esteja conectado a um PC, como durante uma viagem, por exemplo. Também vem com o PhotoShow, um software para criar slideshows de fotos (além do Retrospect, para backups), mas não é isso que faria dele um media center “de verdade”.

O “Media Center and External Hard Drive with Dual Option Backup” (ufa!), no entanto, não deixa de ser um produto interessante, desde que pensemos nele como o que realmente é: um disco rígido externo de ótimo desempenho, com botões para backup e alguns recursos adicionais (os leitores de cartão e um hub USB). O modelo que testamos, de 250 GB, é o topo de uma linha que inclui também versões de 160 GB e 200 GB-todos baseados em HDs Caviar Special Edition, de 7.200 RPM e cache de 8MB com rolamentos silenciosos (fluid dynamic bearings). O modelo de 250 GB tem o salgado preço de R$ 1.700,00 no Brasil, um tanto excessivo na minha opinião.

Por se tratarem de HDs destinados a desktops, eles não têm a mesma resistência a impactos de seus similares para notebooks, razão pela qual a Western Digital deixa bem claro na documentação que o Media Center não é um produto “portátil”, para ser levado para cima e para baixo (não ia mesmo servir para descarregar fotos na viagem). O peso do produto, de quase 2kg, e suas dimensões avantajadas (57,4 cm x 24 cm x 15 cm) também não contribuem.

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Na frente da unidade estão os slots para cartões de memória (um para CompactFlash tipos I e II e Microdrives, outro para SmartMedia, MMC, SD, MemoryStick e MemoryStick Pro-os cartões XD não são compatíveis), uma porta USB e os três únicos botões de operação. Um dos botões é o liga/desliga e os outros dois servem para acionar o software de backup-que pode realizar um backup imediato ou executar uma programação determinada previamente (por isso o termo “Dual Option Backup” na descrição do produto), como veremos mais à frente. O entorno dos botões é iluminado por leds azuis quando eles são acionados-bem de acordo com o design dos eletrônicos atuais.

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No lado de trás, a entrada de força usa um plug semelhante ao dos teclados e mouses PS/2. Há um encaixe para trancas de segurança Kensigton (útil em um produto tão caro), duas entradas Firewire (IEEE1394) e uma USB para conectar o Media Center no computador, além de uma saída USB que, junto com aquela situada na frente da unidade, lhe confere a função adicional de hub USB 2.0, permitindo que outros periféricos que obedeçam ao padrão sejam conectados diretamente a ela. Este é um ótimo recurso que deveria ser incorporado a esse tipo de acessório sempre que possível, pois temos cada vez mais dispositivos USB para ligar ao computador e ninguém agüenta mais tantos cabos serpenteando por trás da mesa. Só um alerta: conectar periféricos USB 1.1 nesse hub pode reduzir a velocidade de transmissão de dados do HD-é melhor deixá-lo só para acessórios de alta velocidade ou usar a conexão Firewire.

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Testei o Media Center em suas duas possibilidades de conexão: USB 2.0 e Firewire (IEE1394), com os cabos fornecidos na embalagem-também seria possível ligá-lo no USB 1.1 tradicional, mas isso tornaria a transferência de dados muito lenta. No primeiro caso, bastou conectar a unidade ao micro que o Windows XP a reconheceu e tornou disponível como um disco rígido qualquer, devidamente formatado (usuários de Macs teriam que formatá-lo novamente)-além de ter criado outras duas letras para as unidades de discos removíveis que representarão os dois leitores de cartões de memória. É interessante notar que os leitores de cartões e o hub USB são independentes do resto do equipamento, funcionando mesmo com ele desligado.

Quando pluguei o aparelho na porta Firewire, no entanto, foi necessário inserir o CD que acompanha o produto para a instalação de alguns drivers. Mas o pior não é isso: os leitores de cartões só funcionam na conexão USB-se você quiser conectar o HD na Firewire sem perder essa funcionalidade (e o hub USB, é claro), terá que ligar os dois cabos simultaneamente. Mas por que alguém haveria de fazer isso? Simples: para ganhar um pouco mais de performance, já que o desempenho do produto se mostrou um pouco superior quando foi usada a conexão Firewire, como veremos mais à frente.

Embora o Media Center funcione, quando conectado pela porta USB, sem necessidade de qualquer driver, parte de suas funções só estarão disponíveis após a instalação do software que acompanha o produto, uma versão personalizada do Retrospect Express 6.5, da Dantz. Personalizada porque, graças a um tal de “WD Button Manager” que fica ativo na área de avisos da barra de tarefas do Windows quando o Media Center está ligado, o programa é executado assim que um dos dois botões de backup do aparelho é pressionado. O HD externo é automaticamente selecionado como destino do backup (nada impede que você altere esta opção), mas na primeira utilização você precisa escolher sua origem-que pode ser um drive inteiro, uma partição ou um conjunto específico de pastas.

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Também é possível escolher entre fazer cópias de todos os arquivos ou apenas dos documentos, opção bem prática para reduzir o tempo e o espaço gastos com o backup. Só não resolve se você for fazer backup do disco onde está o seu cache de navegação: o software sai copiando todos os HTMLs, GIFs e JPGs das pastas de arquivos temporários da Internet, o que vai lhe tomar um tempo desnecessário. O melhor é selecionar no tipo de arquivo “todos menos o cache”, colocar o cache em uma outra unidade que não vá fazer parte da rotina de backup ou selecionar todas as pastas de documentos exceto esta.

E por falar em tempo, mesmo com um HD bem rápido o processo inicial de backup pode ser muito demorado, principalmente se o disco em questão contiver um grande número de arquivos pequenos (exatamente o que acontece no tal cache de navegação citado acima). Experimentei em uma partição de apenas 10GB, copiando só os documentos (em torno de 12 mil arquivos, totalizando 1,6 GB), e o Retrospect demorou aproximadamente uma hora para digerir tudo.

O mais chato é que no início tudo parece estar indo muito rápido e o tempo previsto para o término do backup é estimado em segundos ou poucos minutos. Quando o software se depara com os inúmeros arquivos pequenos, a cópia vai ficando cada vez mais lenta. Isso se deve, em parte, ao fato de estar sendo gerado um catálogo com o nome e a localização de todos os arquivos para se você precisar encontrá-los posteriormente, mesmo sem o disco removível ligado. Com arquivos grandes o processo é bem mais rápido, felizmente.

Depois de um primeiro backup inicial, fica muito mais prático realizar apenas os chamados backups incrementais, que copiam só os arquivos criados ou alterados depois da gravação anterior-e o Retrospect permite o agendamento desses backups para execução no dia e horário escolhido ou ao ser apertado o botão correspondente no Media Center. Como para isso também é necessário verificar se os arquivos foram alterados desde a última cópia, um backup com grande quantidade de arquivos é mais trabalhoso do que outro com poucos arquivos, mesmo que muito grandes. Portanto, para poupar tempo nos seus backups, é aconselhável deixar o conteúdo que provavelmente não será mais alterado (as fotos digitais daquela viagem do carnaval ou os relatórios da empresa do exercício de 2004, por exemplo) em um volume separado dos arquivos do dia a dia.

Para avaliar a performance do MediaCenter da Western Digital usamos os programas HD Tach, da Simpli Software,

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(em azul a conexão USB, e em vermelho a Firewire)

A julgar pela diferença entre os resultados obtidos com USB 2.0 e Firewire, pode-se concluir que o que está limitando seu desempenho é a conexão-o que faz todo o sentido se lembrarmos que o HD usado é um dos mais modernos do mercado. Apesar de seu limite teórico de 400 Mbit/s, contra 480 Mbit/s do padrão USB 2.0, a conexão Firewire, graças a diferenças de arquitetura, se mostrou superior à USB 2.0 em todos os testes, exceto no tempo de acesso aleatório-33 ms contra 14,4 ms-que certamente atrapalhará em processos de busca e nos backups incrementais.

Embora continue achando um exagero chamar o produto da Western Digital de “media center”, essa avaliação mostrou que ele pode ser uma opção interessante para quem procura uma solução simples de backup ou um HD externo que não precise ser transportado com frequência. Se você espera ter utilidade para os leitores de cartões de memória (desde que sua câmera não use o padrão XD) e o hub USB 2.0, a relação custo benefício melhora consideravelmente.

Para quem já tem um nível de conhecimento e de segurança mais alto para manipular certos brinquedinhos, sugerimos um case externo bom e barato com um HD qualquer de grande capacidade (pode ser qualquer um, já que a performance está limitada pela conexão) e um leitor de cartões 8 em 1 separado. Há dois claros benefícios nessa alternativa: é possível trocar o HD em caso de defeito (o Media Center é lacrado, não dá pra abrir) e o leitor será de fato um 8 em 1 verdadeiro, com suporte a todos os formatos inclusive o xD, e não essa aproximação adotada pela Western Digital onde o Compact Flash Type I, Type II e Microdrive contam como três formatos diferentes, quando na verdade compartilham o mesmo slot.

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