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IoT
smart city

Smart cities: materialização das GEOCidades 4.0

O crescente uso das novas tecnologias e da internet das coisas (IoT) no desenvolvimento urbano criou um conceito de cidade, a chamada smart city. Mas será que entendemos de fato o que é uma cidade inteligente e como construí-la? A geógrafa e Master Coach de Cidades Inteligentes, Grazi Carvalho, durante suas assistências aos municípios, costuma […]

Publicado: 27/05/2026 às 08:38
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Construção civil — Foto: Reprodução

O crescente uso das novas tecnologias e da internet das coisas (IoT) no desenvolvimento urbano criou um conceito de cidade, a chamada smart city. Mas será que entendemos de fato o que é uma cidade inteligente e como construí-la? A geógrafa e Master Coach de Cidades Inteligentes, Grazi Carvalho, durante suas assistências aos municípios, costuma estimular os gestores a se perguntarem: Qual a cidade que temos? Qual a cidade que queremos? E qual o caminho mais rápido, eficiente e sustentável para alcançarmos o objetivo definido? A partir dessas respostas é possível projetar as inovações de acordo com as necessidades e as possibilidades de cada região.

A transformação de uma metrópole vai muito além da instalação de wi-fi 4G ou 5G nos lugares públicos, e tampouco se faz com sensores de iluminação e meteorológicos em todas as ruas. É importante ressaltar que não existe um conceito absoluto de cidades inteligentes, mas um processo de construção de projetos integrados que as tornam mais habitáveis e capazes de incorporar soluções tecnológicas para otimizar as operações municipais.

Para o coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da Secretaria de Governo da Prefeitura de Goiânia, Flávio Yuaca, os modelos digitais das cidades são essenciais para a implantação das 1smart cities1 e esses modelos dependem de informação e tecnologia geoespacial. Não há ‘smart city’ sem modelo da cidade e não há modelo de cidade sem informação georreferenciada. Os drones, por exemplo, com tecnologia embarcada de ponta se tornarão uma ferramenta importante para o levantamento de informações em grandes metrópoles. Dados sobre logística, mobilidade, segurança, meio ambiente e saúde podem ser mais facilmente mapeados, visualizados e analisados através da computação em nuvens.

Destaque também para os mapas interativos, utilizados em diferentes dispositivos, e que auxiliam a tomada de decisões de forma prática e rápida. Sem uma visão geográfica tridimensional, essas mesmas informações seriam apenas um emaranhado de dados de difícil compreensão. Com esse tipo de tecnologia é possível identificar e solucionar problemas em grandes centros urbanos como um acidente de carro. Neste tipo de situação uma ambulância pode facilmente ser despachada para o local do acidente com base nas informações e dados levantados pela solução de georreferenciamento e comunicação.

O Brasil ainda caminha a passos lentos nesse processo e mostra como nossas cidades ainda precisam adaptar-se para lidar com dificuldades em áreas como segurança, mobilidade, ocupações irregulares, ilegalidades, desastres naturais, fruto de um processo de urbanização rápido e descontrolado. Por isso, quando falamos no futuro das cidades e na qualidade de vida dos cidadãos, estamos, na verdade, falando das ‘smart cities’.

*Emerson Granemann é idealizador e diretor da DroneShow e MundoGEO Connect

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